Steampunk

Steampunk Roberto de Sousa Causo...




Resenhas - Steampunk


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Eduardo Spohr 08/08/2010

Vários contos excelentes. Outros muito bons.

Também é louvável a iniciativa tanto da editora quanto dos autores em publicar um material nacional sobre Steampunk, abrindo o caminho do mercado para mais obras do mesmo estilo.
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Antonio Luiz 23/08/2010

Uma antologia de ficção científica brasileira de repercussão internacional
O leitor talvez queira considerar esta resenha como suspeita, pois o resenhista é um dos autores. Mas não fui só eu quem considerou esta como uma das melhores antologias brasileiras de ficção científica publicadas em 2009. Compartilha dessa opinião o estadunidense Larry Nolen – um dos mais conhecidos resenhistas do gênero no mundo – que listou este livro entre os 51 melhores lançamentos ou relançamentos desse ano entre os cerca de 500 de todo o mundo que chegou a ler. O livro também foi lembrado na retrospectiva de 2009 organizada por Jeff VanderMeer para o site internacional de ficção científica “Locus Online”, no “The World SF News Blog” e no site especializado “Steampunkopedia”.

Transcrevo um trecho da resenha de Nolen:

“When I first ordered this anthology back in August, I had some trepidation that the authors would ape the manners and styles of the Anglo-American steampunk writers and not write anything that would be original in form or content. If anything, the elements that these nine writers (...) use are more appealing to me than what I have found in the majority of the English-language steampunk fiction of the past decade. There is a darker undercurrent in this anthology, a sense that underneath the trappings of a steam age ‘golden age’ that there is much wrong with the local and global societies. A frustration that technological advancement and the rise of a leisure class is not improving the lot of the social classes as much as it should. There is a dark cloud in several of these stories, a cloud which threatens to burst asunder, bringing destruction and ruinous change in its wake”.

Parafraseando, Nolen temia que os contos fossem mera imitação da produção anglo-americana, mas descobriu nos brasileiros desta antologia algo mais atraente ou interessante do que têm encontrado na maior parte da ficção steampunk anglófona: uma percepção de que a tecnologia (representada pelas invenções steampunk) e a ascensão das classes ociosas não melhora a vida das demais classes sociais tanto quanto deveria. Há uma “nuvem negra” em várias das histórias, que ameaça trazer mudanças destruidoras em seu caminho. É curioso, pois essa mesma percepção estava bem clara em “The Difference Engine”, o romance de William Gibson e Bruce Sterling que definiu o steampunk como gênero. Isso significaria que os autores brasileiros estão sendo mais fiéis ao espírito original do gênero que os britânicos e estadunidenses.

Segue um breve comentário (meu, não de Nolen) sobre cada conto:

“O Assalto ao Trem Pagador”, do co-editor Gianpaolo Celli, é a aventura ilustrada na capa. Agentes de sociedades secretas usam um dirigível para se apoderar de ouro de Napoleão III, destinado a pagar uma encomenda à indústria bélica britânica. O autor visivelmente esforçou-se por seguir as convenções do steampunk e pesquisar detalhes sobre tecnologia da era do vapor e cultura vitoriana, que cita e explica em um número algo excessivo de notas de rodapé. A descrição do assalto em si é precisa e convincente. O problema é a inconsistência das situações que conduzem os protagonistas à ação. O protagonista, um inventor brasileiro pacifista e racional, se deixa persuadir com inverossímil facilidade pela “sociedade Rosacruz” a participar dessa ação violenta, em nome de uma estratégia para favorecer a unificação da Alemanha à custa da França, que nada diz a seus valores e interesses (a alegação de que “tornará mais branda a inevitável guerra vindoura”não faz sentido e fica inexplicada). Também é no mínimo forçado que no primeiro encontro a mocinha, uma alemã da sociedade dos Illuminati, sobrinha do luterano Nikolaus Otto, convide o protagonista Rosacruz, católico não praticante, a uma missa na catedral anglicana de Oxford. Já foi forçado, aliás, fazer dessa universidade famosa por estudos clássicos e literários um centro de tecnologia, quando haveria outros lugares mais adequados na Inglaterra.

“Uma breve história da maquinidade”, de Fábio Fernandes, é uma história alternativa de Viktor Frankenstein, na qual o doutor sobrevive ao confronto com sua criatura e se dedica à invenção e construção de autômatos a vapor que acabam por se tornar conscientes e reivindicar direitos. A ideia é interessante, mas a realização mostra-se apressada e algo confusa (além de conter uma suposta equação em “linguagem de máquina” que não faz sentido). O Viktor original morre sem deixar filhos, mas ninguém parece estranhar que seja sucedido pelo suposto neto Viktor Frankenstein III sem que tenha havido um II. O conto foi originalmente publicado em inglês e depois traduzido para o português – talvez com alguns cortes – o que talvez explique a sensação de falta de acabamento.

“A Flor do Estrume”, de Antonio Luiz M. C. Costa – este resenhista – passa-se em um Brasil que é o centro de um grande império luso-brasileiro e o líder da revolução industrial desse universo paralelo. Nesse mundo, um famoso personagem da literatura brasileira sobrevive à sua pneumonia, torna-se um empresário do setor farmacêutico, recebe de pesquisadores de Piratininga – uma São Paulo cuja cultura continua em grande parte tupiniquim – uma proposta irrecusável de um grupo de pesquisadores que fará avançar muito a medicina de seu tempo, mas terá de enfrentar certas dificuldades. Cabe ao leitor julgar se fui ou não bem-sucedido. A crítica mais comum que tenho ouvido é de que a linguagem é algo rebuscada: procurei ser tão fiel quanto possível ao mestre Machado de Assis, criador do personagem.

“A Música das Esferas”, de Alexandre Lancaster, é uma aventura dinâmica e divertida sobre um genial inventor de quinze anos, acompanhado por um amigo jornalista. O clima lembra o anime “Steamboy”, mesmo se atmosfera steampunk é um pouco prejudicada pela linguagem demasiado moderna, tanto nas expressões coloquiais dos diálogos quanto na terminologia científica (“neurônios” e “sinapses”, por exemplo, quando a história se passa em 1900). O ponto mais fraco é, porém, a virada sentimental do narrador no final do conto que, ao ser anunciada tão repentinamente e com tanta seriedade, sem nenhuma reflexão e evolução anterior, soa um tanto falsa e piegas. Que o jornalista surpreenda o jovem amigo, faz sentido, mas que tente surpreender o leitor, que acompanhou seus pensamentos ao longo do conto, é simplesmente um erro.

“O Plano de Robida: un voyage extaordinaire”, de Roberto Causo é uma complexa noveleta na qual o exército brasileiro enfrenta os ataques de misteriosos “navios aéreos”. Misturam-se nele personagens históricos reais, como Santos-Dumont e Landell de Moura, com concepções e citações de Júlio Verne (o vilão de “Robur, o Conquistador”), combinadas às do ilustrador e escritor Albert Robida (também conhecido por imaginar máquinas voadoras) e de autores de ficção científica brasileira do mesmo período, como Augusto Zaluar (que imaginou viagens de balão pelo interior do Brasil), Gastão Cruls (que escreveu sobre guerreiras amazonas na selva), junto com fantasias sobre vikings e atlantes na Amazônia. A história é vibrante e emocionante, no estilo dos romances de aventura do século XIX. O que deixa a desejar, na minha opinião, é o tratamento aos inventores, que fazem papel de bobos inermes lado do heroico protagonista, um militar. Santos-Dumont, por exemplo, é reduzido a um "motorista" ingênuo. Para investigar uma poderosa frota aérea inimiga, conduz os militares num dirigível primitivo, algo como tentar espionar uma base estratégica dos EUA com um monomotor. Além disso, duvida – logo ele – da possibilidade de máquinas mais pesadas que o ar: para explicar os veículos de Robida, faz uma hipótese indigna de quem, na história real, foi o maior engenheiro aeronáutico do seu tempo.

(Esclarecendo: na noveleta, Santos-Dumont especula que os veículos inimigos – cujo volume parece insuficiente para explicar sua flutuabilidade – voariam graças a algum gás mais leve que o hidrogênio. Isso não faz sentido: a capacidade de flutuação de um gás depende da diferença entre sua densidade e a densidade do ar – 1,3 gramas por litro. O hidrogênio tem 7% da densidade do ar. Com um balão de, digamos, mil metros cúbicos de hidrogênio, pode-se suspender a diferença entre o peso do mesmo volume de ar, 1.300 kg e o do hidrogênio, 90 kg – ou seja, 1.210 kg. Mesmo que pudesse existir um gás muito mais leve – com peso nulo, caso se queira – não poderia suspender mais que 1.300 kg com o mesmo volume, ou seja, meros 7% a mais).

“O Dobrão de Prata”, de Claudio Villa, é um conto de terror sobrenatural sobre aventureiros que tentam resgatar o tesouro de um galeão espanhol afundado. Uma boa história, mas não chega a ser steampunk: embora haja uma rápida menção a submarinos na história, os protagonistas recorrem a um navio e escafandros convencionais. Há pequenos erros históricos e oceanográficos: o título é equivocado (dobrões eram necessariamente de ouro) e o galeão é descrito como tendo afundado em uma “fossa”, em uma longitude e latitude onde tal coisa não existe (e se existisse, tornaria impossível o resgate com escafandros, pela profundidade excessiva).

“Uma vida possível atrás das barricadas”, de Jacques Barcia, apesar de também incluído na antologia steampunk é na verdade um conto New Weird, que segue bem de perto, em estilo, ambientação e posições políticas, o modelo de China Miéville, mestre e fundador desse subgênero que mistura fantasia, terror e ficção científica em um cenário pseudovitoriano. Dentro dessa vertente, é um ótimo conto, no qual um apaixonado autômato movido por molas e engrenagens foge num zepelim que flutua graças ao “éter” ao lado de sua amada, uma golem (humanoide animada por magia) de madeira e vegetação, para lutar ao lado de operários anarco-comunistas em greve, pelo controle de uma cidade-fábrica. Se o leitor gostou da sinopse, certamente gostará muito mais do conto – e se não a entendeu, também o entenderá muito menos.

“Cidade Phantastica”, de Romeu Martins, é uma aventura em um Brasil de um Segundo Reinado mais avançado e industrializado que o do D. Pedro II real, no qual se encontram personagens de Júlio Verne (“Da Terra a Lua”), Conan Doyle (“A Ponte de Thor”) e Bernardo Guimarães (“A Escrava Isaura”), além dos criados pelo autor. Como aventura cinematográfica, funciona bem, tanto na descrição da ação quanto na caracterização e uso de personagens tão heterogêneos. O núcleo da história, porém, repousa numa premissa pouco verossímil. Os vilões conseguem construir, em segredo, um supercanhão no centro do Rio de Janeiro, capital do Império, como parte de um projeto arquitetônico que certamente atrairia o interesse e a curiosidade de todos os engenheiros do planeta – e numa posição que o tornaria muito pouco manejável.

“Por um fio”, de Flávio Medeiros, contém uma das melhores narrativas do livro. Nele, dois dos mais poderosos personagens de Verne – o Nemo de “20 mil léguas submarinas” e “Robur, o conquistador” – se enfrentam a serviço de potências rivais, numa batalha tensa, cheia de tensão e suspense que, ao mesmo tempo, explora muito bem a psicologia dos personagens. O que me desaponta um pouco é que, nessa história, os fantásticos veículos criados pelos dois inventores nos romances do escritor francês são reduzidas – desnecessariamente, a meu ver – a máquinas muito mais banais, não superiores aos submarinos e dirigíveis realmente existentes no século XIX.

“20 mil léguas submarinas” não faria sentido se o Nautilus fosse um submersível trivial (primitivo a ponto de usar lampiões a gás, no conto de Medeiros), nem “Robur, o Conquistador” funcionaria se o Albatroz fosse um mero dirigível de estrutura flexível. O "Albatroz" foi explicitamente descrito por Verne como mais pesado que o ar: Robur começa o romance ridicularizando os balonistas que duvidam que isso seja possível. Construído em material absurdamente leve (papel endurecido) sua máquina era sustentada por hélices, como um super-helicóptero, movidas por motores “elétricos”. O “Nautilus” de Verne era um grande submarino, também movido por motores e baterias “elétricas” que lhe davam uma autonomia comparável aos submarinos nucleares da segunda metade do século XX e, naturalmente, era iluminado por lâmpadas elétricas.

Nesse aspecto, o conto se mostra mais tímido que seus modelos do século XIX, como se receasse parecer inverossímil por usar máquinas excessivamente avançadas. É um tanto paradoxal que isso não fosse problema para Verne, que escrevia quando essas máquinas ainda eram de fato impossíveis, mas pareça sê-lo para o autor de hoje. É um caso de “hipercorreção”, de limitar a especulação ao supostamente factível no século XIX – um pouco como autores de histórias “medievais” fogem de usar pólvora e canhões em suas histórias, embora já existissem nesse período. Não acho isso necessário: quem lê um conto steampunk aceita como parte das convenções do gênero que máquinas como as imaginadas por Verne, Robida e H. G. Wells possam funcionar, assim como quem lê space opera aceita naves mais velozes que a luz. Deveriam ser corretas as referências à ciência real e verossímeis as situações, os personagens e suas motivações, mas fazem parte do gênero o exagero e a extrapolação especulativa das possibilidades da tecnologia do século XIX, como o faziam os pioneiros da ficção científica.
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moziel 06/10/2010

Histórias de um Passado Extraordinário
Steampunk seria uma variação em cima do gênero de ficção científica Cyberpunk. Ah, tá, em o que cazzo é cyberpunk? A pergunta é a sério mesmo? Bem, leiam “Neuromancer”, assistam a “Matrix”, vão a Wikipédia e estamos conversados. Grosso modo, o Steampunk é um movimento literário de ficção científica com histórias e temáticas ambientadas entre o século XIX e XX, adotando avanços tecnológicos compatíveis com a tecnologia então disponível, predominantemente as máquinas a vapor (daí o termo “steam”, vapor em inglês) e elétricas. O exemplo mais óbvio seriam as histórias de Júlio Verne, que com certeza inspiram a estética desse movimento. Mais sobre esse gênero e estética nessa matéria do Gurias Nerd e no próprio site brazuca Steampunk. Em suma, a estética e temática Steampunk dá muito pano pra manga, principalmente ao se usar a história como pano de fundo ou personagens reais e ficcionais desta época, algo bem fascinante.

Curioso, soube há algum tempo que a editora Tarja lançou uma coletânea de contos sobre a temática Steampunk só com autores brazucas, e na medida do possível adquiri a coletânea. “Na medida do possível” porque, por ser lançamento de uma editora menor, não foi fácil encontrar um exemplar em lojas físicas, e tive que apelar para as poucas lojas on-line que dispunham de algum exemplar para venda. E, cá entre nós, achei um pouco salgado o valor de praticamente 40 paus para um livro de menos de 180 páginas. Mas imagino que se deva a uma tiragem menor e as próprias condições de uma editora que não seja uma das grandes do mercado nacional.

Mas isso é detalhe. Vamos ao que interessa. A proposta do livro da Tarja Editorial foi a de reunir contos de autores nacionais, que obviamente procuraram ambientar suas histórias e protagonistas com o tempero brasileiro, seja usando figuras históricas nacionais ou personagens de nossa ficção, um exercício de imaginação deveras interessante. Como uma coletânea de vários autores, o resultado é um tanto irregular, mas não deixo de registrar que o saldo é, de longe, positivo.

O primeiro conto, “Assalto ao Trem Pagador”, mostra uma Londres dominada por avanços tecnológicos promovidos por institutos de tecnologia como o Bartolomeu de Gusmão, de onde vem o engenheiro Claudio, que se une a colegas estrangeiros em uma trama envolvendo sociedades secretas, conspirações e a unificação da Alemanha em fins do século XIX. A narrativa talvez não tenha fluído tão bem porque, além de uma história curta, o autor se preocupou bastante em detalhar os aspectos técnicos do conto.

O segundo conto tem como protagonista o “Prometeu Moderno” Vickor Frankeinstein, que aqui se dedica a criar autômatos mecânicos após fracassadas tentativas em suas experiências com corpos humanos, tendo sucesso em mudar os rumos da humanidade ao criar uma geração de autômatos, que se tornam parte da sociedade moderna e protagonizam crises, guerras de classe, batalhas corporativas e conflitos bélicos ao lado ou contra os humanos na aurora do século XX. Usa o velho arquétipo da criatura contra o criador, mas tem mérito por encaixar essa situação em um contexto histórico, inclusive utilizando personagens reais como Charles Darwin e Karl Marx. O tema de máquinas pensantes e um conflito com humanos é retomado com algum lirismo em outro conto da coletânea, “Uma Vida Possível Atrás das Barricadas”.

Em a “Flor do Estrume”, se percebe um esforço por parte do autor em emular o texto típico dos escritores realistas do século XIX, como Machado de Assis, até porque o narrador e protagonista é Brás Cubas, tendo como coadjuvante de luxo o personagem Quincas Borba com toda a sua filosofia Humanística. Ambos são convidados a participar de um empreendimento medicinal avançado que estaria criando o primeiro antibiótico, e em terras brazucas. É uma experiência literária rica e divertida pela mistura de Realismo Literário com ficção científica.

“A Música das Esferas” é uma movimentada aventura passada na capital nacional no início do século XX envolvendo dois jovens amigos: o jornalista Eduardo e o jovem Adriano, uma espécie de nerd vitoriano que se dedica aos estudos da engenharia à contragosto da família, que deseja vê-lo advogado. Ambos se vêem envolvidos em uma investigação sobre a morte de um cientista e o risco potencial de um de seus inventos.

“O Plano de Robida: Un Voyage Extraordinaire” narra o encontro de um oficial brasileiro que, ao lado de Santos Dumont, se vê prisioneiro de um vilão aos moldes de Róbur, do Julio Verne. No caso Robida, de posse de tecnologia roubada da civilização atlante, ataca o império brasileiro com pretensões megalomaniacas. Pela sua brevidade é a história com mais gosto de “quero mais” de toda coletânea.

“O Dobrão de Prata” é mais um conto de terror envolvendo um professor ambicioso que contrata marinheiros para buscar um tesouro submerso no mar. “Cidade Phantástica” é um conto de ação e aventura, tendo como protagonista um agente da Polícia dos Caminhos de Ferro, João fumaça, bom com as palavras e com as armas, misturando elementos de faroeste e Julio Verne com personagens tirados de outras obras, como um casal saído direto de um dos contos de Sherlock Holmes, “A Ponte Thor”, tendo como vilões um personagem de Julio Verne e um vilão da literatura romântica brasileira, que conspiram para criar uma poderosa arma.

O conto que fecha a coletânea mostra um mundo onde a Inglaterra e França combatem em uma versão vitoriana da “Guerra Fria”, e suas maiores armas são as aeronaves de Rúbor e os submarinos de Nemo. A história mostra o que poderia ser o derradeiro confronto entre estes dois monstros da literatura, crias de Julio Verne, em um universo de eventos bem diverso.
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Gabriel Lucas 11/12/2009

Um dos 10 melhores livros de 2009, segundo o Factóide:
http://factoide.wordpress.com/2009/12/10/os-5-melhores-livros-do-ano-de-2009/
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Marcia Saito 19/07/2014

Eu lia Steampunk e não sabia
Gianpaolo Celli, Fábio Fernandes, Antônio Luiz M. C. Costa, Alexandre Lancaster, Roberto de Souza Causo, Claudio Villa, Jacques Barcia, Romeu Martins e Flávio Medeiros

Como sugestão de leitura no subgênero "Steampunk", este livro foi o primeiro que quis encarar. Tanto por indicação de amigos, assim como de pessoas conhecedoras do assunto. Inclusive tive que ler a respeito do tema para ter uma noção de suas características, para me ambientar melhor.
Explicando um pouco sobre o Steampunk, que se trata de um subgênero da Ficção Científica. Considerada uma ficção especulativa, basicamente versa sobre as possibilidades da extrapolação da tecnologia industrial e científica do século XVIII. O interessante na versão de autores brasileiros é essa adaptação com direito a nomes e tecnologia que o Brasil dispunha na época e também importada pelos inúmeros intelectuais que estudaram em outros países. Dentro da temática Steampunk, é o uso da tecnologia baseada no vapor (Steam). Sua outra parte (punk), categoriza o sentido de ser rebelde, avesso às regras e de ser diferente do convencional. Ou seja, o resultado do conjunto de significados, seria "o uso da tecnologia do vapor, para ser diferente e avesso às regras vigentes da época".
Suas características de escrita tentam emular a estruturação de texto de livros clássicos, considerados de Ficção Científica, como os de Julio Verne, H.G. Wells, dentre outros. Essa caracterização no estilo de escrita é interessante mas demanda um bom conhecimento e leitura dos Clássicos da época, não bastando apenas escrever com verbetes e termos mais complicados. Inclusive é uma armadilha para os inexperientes que tentam emular a escrita de época, mas que um leitor mais atento consegue diferenciar àqueles que realmente sabem o que estão escrevendo.
Voltando ao livro em si
O interessante de coletâneas é a variedade de versões de escrita e abordagens que cada autor transpõem em suas versões sobre o assunto.
As narrativas vão desde a super especialização da tecnologia de época, com detalhismos que extrapolam a temática do assunto. Outras fazem uma amálgama bem balanceada com a narrativa casual e dinâmica, com o tecnicismo próprio da época específica, juntamente com os detalhismos necessários para ser categorizado neste estilo de escrita.
A criatividade na disposição da narrativa é o que chama a atenção de determinados contos do livro. Outro detalhe que chama atenção é o de incluir elementos da cultura brasileira. Este fato adiciona-se tempero e originalidade aos textos, que tornaram uma leitura de literatura nacional interessante, além de demonstrar uma qualidade surpreendente.
Há um certo grau de detalhismo tecnológico em certos contos que tornam-os um tanto cansativos. A quem não está habituado a esse tipo de leitura, vale pela originalidade dentro do tema. Apesar que o excesso de tecnicismo dispendendo o sacrifício da trama geral de história, tornando uma leitura que demanda uma dose de esforço e paciência, que agradaria a um técnico engenheiro de máquinas ou um fã ardoroso do tema.
Apesar das diferenças de qualidade de escrita e de história, o conjunto que forma o livro torna-o único, interessante e para admiradores de uma Ficção Científica inusitada.

Apenas uma nota final, para avisar os leitores interessados ou curiosos de plantão.
Este livro está esgotado em tudo quanto é site e nem se acha em livraria convencional. Consegui meu exemplar em um sebo, a um custo meio alto. A última notícia, infelizmente desoladora, é que a editora que o produziu encerrou suas atividades. Ou seja, quem for comprar, não vai achar.
Esses fatos são um tanto tristes e conflitantes para mim, que queria conhecer literatura nacional desse subgênero. O que adiantaria fazer a resenha de um livro ótimo, mas nessas condições que futuros leitores interessados não vão ter a oportunidade de ter o seu exemplar?
Sendo ou não um impasse, registro minha opinião sobre este livro, que foi-me interessante e uma leitura ótima. A quem sabe o futuro reserva para o Steampunk nacional, não?

site: http://torrenteliteraria.wordpress.com
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Ronaldo 27/03/2011

Fraco
Em uma coletânea de contos de autores variados, se espera estilos e qualidades variadas, então, mesmo que o primeiro conto não te agrade, é bom você insistir um pouco, pois talvez, aquele autor é que não te agradou. E de fato isso acontece. tem dois ou três contos bons, mas não o suficiente pra fazer valer a compra. Os contos que eu gostei foram o do Fabio Fernandes, do Alexandre Lancaster e do Romeu Martins. O resto, infelizmente, uma perda de tempo. É claro que não é bem a minha praia de leitura, mas acreditei que só de estar motivado, ja seria um bom começo. acho que quando o leitor está disposto a gostar de alguma coisa, ja é meio caminho andado pra que isso aconteça. Mas, infelizmente não rolou! Uma pena!
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