O Relato de Arthur Gordon Pym

O Relato de Arthur Gordon Pym Edgar Allan Poe




Resenhas - O Relato de Arthur Gordon Pym


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Cristoph 12/01/2012

Uma obra completa
Este livro ficou alguns tempos em minha estante, sem que eu manifestasse desejo de lê-lo. Pois bem, chegou o momento em que decididamente o abri e comecei sua leitura, pensando inocentemente que se trataria de mero relato marítimo.

Um início aventuresco, não tão chamativo, para páginas depois iniciar-se um pleno suspense sobre o que estaria acontecendo naquela embarcação, até que dias depois mostram-se os fatos que se desenrolaram em cerca de uma semana e dos quais o leitor fica privado de ciência.

Após isso, chegam os esperados momentos de horror típicos de Poe; sem exageros, sem sobrenaturalidade. Apenas a simples condição humana proporcionando tais cenas de tensão real...

Aí então iniciam-se os relatos marítimos denotados pelo título. Nesse momento a euforia da leitura se perde um pouco, renascendo momentos depois.

Balanço da leitura: nunca, fora o relato, a leitura é previsível. Muito menos o final. Se você é um amante da boa literatura clássica, este livro é uma excelente recomendação.
Nil 14/02/2017minha estante
Eu amei a sua resenha e foi por esse motivo que resolvi ler o livro agora. Passei na frente de vários outros e não me arrependi.
O livro é maravilhoso! Amei!




Matheus Nunes 20/10/2020

Poe é visceral!
Bem disse Baudelaire que toda historia escrita por Poe tem um começo suave e tranquilo, e quem não conhece sua obra até confia (foi o meu caso), mas, passado um tempo há de se notar algo estranho no ar. Existe um tom melancólico aqui, como se algo dissesse que deveríamos já abandonar nossas esperanças e não aguardar apenas um aventura divertida em alto mar, como engana o primeiro e frenético capitulo, e sim esperar algo meio Dantesco.

Em meio as desventuras, poucos são os momentos em que o autor se preocupa e relata as paisagens ao redor com uma atenção e foco especial, mas quando faz é para que seja um alivio em meio a tanta tempestade e desesperança, em meio até mesmo o antropófago, e ele faz isso muito bem. Somos levados a lugares inóspitos, desérticos, estranhos e perversos. E são nesses lugares que os personagens encontram o amargor da natureza humana, banidos de quase toda civilidade e até mesmo deles próprios.

A escrita desse livro me lembrou muito um estilo que no cinema é conhecido hoje como "found footage", que é quando um filme tenta se passar por um documentário ou uma filmagem encontrada, (na tradução literal do termo). É essa a sensação que permeia essa historia, a de que estamos lendo algo que em certo ponto não deveríamos, apesar do prefacio todo convidativo do autor-personagem que nomeia o livro, o Arthur Gordon Pym.

A historia pode parecer ter tido um final abrupto, mas há uma explicação para isso dentro do próprio livro. De maneira nenhuma é uma historia incompleta, tudo faz parte do plano do autor, e o final é encontrado no próprio começo, com observações importantíssimas na nota final. Nota-se a importância dessa obra incrível quando encontramos informações de que esta foi uma das influencias responsáveis por Moby Dick e vários outros livros, e arrisco a dizer que essa narrativa tem uma influencia muito grande sobre os filmes do King Kong (principalmente o de 2005), quem já assistiu a alguma versão quando chegar na parte da ilha e dos nativos vai saber do que eu estou falando.
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Angelo 23/06/2011

Suspense e fantasia em um mesmo pacote
Este é um livro que me impressionou bastante e que tenho dificuldade em classificá-lo em algum gênero literário. Isso é tanto mais verdade, quando parece haver duas histórias em uma mesma obra.

Até um certo ponto, a história pode ser tida como de horror ou suspense. E que cenas Poe consegue narrar! É uma pena que não dá para colocar nenhuma aqui, para não estragar a experiência de quem ainda não leu.

Após esse momento, contudo, a história se desvia para um tipo de ficção científica ou fantasia, com um final que, certamente, não parece de um livro do Séc. XIX.
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Johnny 08/02/2020

Quebra de narrativa
O relato de Arthur inicia-se com uma pequena aventura "juvenil" que serve de escada a uma aventura melhor estruturada, em que há todos os elementos da escrita de Poe que o tornaram tão excelente escritor: suspense; terror; e narração vívida capaz de prender o leitor.

Entretanto, quando chegamos a metade do livro, as exageradas descrições das paisagens, e um extenso relato de pássaros e seus ritos de acasalamento (estilo animal planet) tornam a leitura extensa e maçante.

Ao leitor que passar por essa provação, será presenteado com mais uma aventura, tão boa quantos as duas primeiras e, um final surpreendente!
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De Abreu 02/03/2009

horror à bordo.
No início parece tratar-e de um livro de aventuras marítimas como muitos outros livros da época, até entrar a parte do Canibalismo. POE era doente! Cruel e divertido.
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Carlito Pilatos 28/08/2009

Simplesmente maravilhoso!

Numa ótima narrativa, temos um misto de aventura, supense, drama, terror e fantasia.Para quem ainda não leu, acredite, tem tudo isso no livro!
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Coruja 31/08/2012

Comecei esse livro pouco depois de ter assistido O Corvo esse ano – porque uma das coisas mais importantes que percebi assistindo o filme é que ainda não conhecia toda a obra de Poe. Assim é que após Arthur Gordon Pym, o próximo que vou atacar é Marie Rogêt.

Pois bem... O Relato de Arthur Gordon Pym é o único romance completo de Edgar Allan Poe, um escritor muito mais conhecido por seus contos – embora fosse também poeta, editor e crítico – e serviu como inspiração para autores como Verne e Melville, em especial na obra-prima desse último, Moby Dick. Por isso tudo, comecei o livro bem curiosa – afinal, para ter sido tão influente, o romance de Poe certamente seria interessante.

Curiosa continuei mesmo depois de ter terminado o livro. A história não fecha, encerrando-se abruptamente e deixando à nossa imaginação tentar descobrir o que aconteceu a Pym. Do começo ao fim, Poe brinca com as nossas expectativas, aumentando pouco a pouco o suspense – de início uma grande aventura que, estranhamente, me fez pensar no Tintim de Hergé, a história toma rumos mais sombrios, delirantes, monstruosos.

Tudo o que o jovem e melancólico Arthur Pym queria era partir numa jornada de navio, viver a vida de um marinheiro, um capitão do mar. Para tanto, embarca com a ajuda de um amigo – Augusto – como clandestino num baleeiro pertencente ao pai deste. O plano era se revelar quando já estivessem em mar alto e fosse impossível voltar à terra de pronto.

Assim, enfia-se Pym no porão do baleeiro, onde passa dias respirando o ar tóxico proveniente do óleo de baleia armazenado, entre sonos de delírio e pesadelo. Perde a noção do tempo e talvez tivesse perdido também a vida, tolhido pela fome, a sede e o ar envenenado não tivesse Augusto chegado quando chegou. Problema é que ele sai da ratoeira para cair na frigideira.

Houve um motim, muitos dos marinheiros foram mortos e o vaio foi tomado por uma corja de assassinos sedentos de sangue. Considerando o que acontece na seqüência, teria sido mais misericordioso se Arthur tivesse morrido no porão. O que se segue é um quadro cada vez mais desesperador de traição, morte, canibalismo, navios fantasmas tomados por cadáveres, caracteres estranhos e a impressão de que se alguma lovecraftiana – talvez o próprio Cthulhu – aparecesse, não estaria fora do lugar.

O romance é elusivo, confuso – propositalmente confuso. E essa incapacidade de compreender totalmente o que está acontecendo é que dá o tom do livro. Nos sentimos tão perdidos, febris e delirantes quanto Pym e por um instante nos perguntamos se todos aqueles horrores não seriam sintomas da loucura causada por todas as privações que os personagens acabam sofrendo.

Muitos autores tentaram dar um ‘final’ ao romance, explicar a evolução de uma novela de aventura quase agradável para horror sutilmente sobrenatural. Não acho que isso seja realmente necessário; que para uma história ser aceitável ela tenha de dar todas as respostas. Pelo contrário, dar espaço para que o leitor imagine, pense, reflita, faça suas próprias conjecturas e chegue às suas próprias conclusões só faz crescer o valor da obra.

E agora, quais são suas conclusões?

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
Aline Stechitti 18/03/2013minha estante
adorei a resenha, deu vontade de ler :}




Fabio 20/11/2010

Muito bom. Nem parece uma narrativa do Poe tamanha a veracidade que ele dá aos fatos relativos a navegação. Quando você acha que sacou o livro ele logo te deixa de boca aberta.
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Vitor 06/11/2011

Um livro rico
O livro me encantou pelo vocabulário e fantasia nas aventuras vividas pelos personagens. Vale a pena ler este livro com bastante calma, para aproveitá-lo ao máximo e absorver as experiências dos personagens e a maneira que o autor escreve a história.
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Rafael 10/01/2014

Uma boa leitura
O livro começa com uma narrativa fantástica e envolvente, você se sente preso a cada infortúnio do protagonista. Mas, do meio a próximo ao final do livro essa narrativa se torna morna onde a citação de fatos relativos aos locais pelos quais passam me deixaram na verdade, cansado do enredo.

O folego volta de fato mais ao final com a nova e final situação que o protagonista se vê mais uma vez precisando lutar por sua sobrevivência.
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Clóvis Marcelo 29/10/2014

ENREDO

Arthur Gordon Pym nasceu na ilha de Nantucket, famosa por seu porto de pesca e caça às baleias. Seu melhor amigo, Augustus Barnard, é filho do capitão de um navio baleeiro. Uma noite, os dois rapazes se embriagam e decidem, por capricho de Augustus, aproveitar a brisa e navegar no veleiro de Pym, o Ariel. A brisa, no entanto, acaba por ser o início de uma violenta tempestade. A situação fica crítica quando Augustus desmaia de bêbado, e o inexperiente Pym tem que assumir o controle do bote para salvar suas vidas.

Sua primeira desventura oceânica não dissuade Pym de velejar de novo; pelo contrário, sua imaginação é acessa pela experiência. Seu interesse ainda é alimentado pelos contos de marinheiro que Augustus narra para ele. Assim, Pym decide seguir Augustus como um clandestino a bordo do Grampus, um navio baleeiro comandado pelo pai do amigo, que está indo em direção aos mares do sul. Augustus ajuda Pym preparando um esconderijo no porão, prometendo fornecer água e comida até que o navio esteja muito longe da costa para retornar, momento este em que Pym se revelará.

Acontece que os planos não saem bem como o planejado e daí em diante uma série de acontecimentos culminam em sucessivas reviravoltas na vida desses jovens. Tempestades, naufrágios, motins a bordo, ilhas desertas e ataques de selvagens, fazem parte do único romance escrito por Edgar Allan Poe.

COMENTÁRIOS

Quando o motim no navio inicia não sabemos o que acontece a não ser pela perspectiva de Arthur que está preso num porão. Uma série de suposições e terror passam por sua cabeça até que seu amigo Augustus lhe explique o que aconteceu. A maneira como Poe escreve a narrativa e justifica os acontecimentos é sensacional. Esse livro tinha tudo para ser monótono, mas conseguiu prender minha atenção. A despeito de um naufrágio no meio do pacífico, acontecem muitas coisas ao longo da narrativa, termo que realmente suscita o que este livro significa. Aqui não existem diálogos. O texto é escrito ora como apontamentos em um diário de bordo, ora como fatos jornalísticos de uma catástrofe.

O que não me agradou muito foram as digressões ao longo da narrativa sobre a história de descobrimentos marítimas e o uso de jargões náuticos como brigues, bujarronas, traquetes de riz duplo e enfrechates a barlavento. Para maior absorção do enredo, sugiro que pesquise sempre que não souber um termo, assim a história será mais inteligível, prazerosa e ilustrativa mesmo que pareça cansativo fazer isso a primeira instância.

Ao contrário do que costuma fazer, Poe lida com personagens jovens, antes dos seus 20 anos. A história parece ser verídica, já que o personagem central introduz o livro dizendo que cedeu suas notas para que Poe as organizasse, porém seu desfecho abre uma lacuna sobre a vida de Arthur Gordon Pym. Cada leitor criará uma teoria, o que deixa o livro ainda mais rico e fantástico do que seria já que o autor não explica os questionamentos que ficaram a cargo de nós.

É uma história que quando lida, tem um cunho real e pode-se dizer que realmente aconteceu. Nossa tendência é esperar pelo fatídico. Pelo mártir. Pelo drama que seria o naufrágio, a falta de água, comida e salubridade. A narração, porém, não se preocupa em vitimar os personagens pelas tragédias que passam. Ocupa-se apenas em seguir una sequência lógica da explicação de como tudo aconteceu.

A edição está muito bem feita bem como a tradução nitidamente primorosa. Vale a pena adquirir o livro tanto por questões literárias como por colecionar um bom exemplar na estante.

A edição conta ainda com um prefácio por Fiódor Dostoiévski e um apêndice com sugestões de leitura e vida e obra do autor por Charles Baudelaire, primeiro a traduzir os contos de Poe ao francês.

QUOTE / CITAÇÕES

Este é um escritor particularmente estranho isso mesmo, estranho, embora de grande talento [...] Seria antes o caso de chamar Edgar Poe não de escritor fantástico, mas de caprichoso Pág. 7-8 Dostoiévski

Tive ocasião de notar desde então que essa espécie de amnésia parcial é geralmente ocasionada pela transição súbita, seja de alegria à dor, seja de dor à alegria o grau de esquecimento sendo proporcional à amplitude do contraste. Pág. 165


site: http://defrentecomoslivros.blogspot.com/2014/10/resenha-narrativa-de-arthur-gordon-pym-allan-poe.html
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Dylan 17/11/2017

Poe tem contos melhores
A primeira parte leva o leitor pela mão numa aventura rica e subjetiva, a segunda se torna cansativa. Poe escreve detalhadamente instruções náuticas, o que vai ficando monótono.
Assim como o Mistério de Marie Roget, esse foi o segundo conto do autor que me peguei cansado em meio a narrativa.
Acho Edgar Allan Poe genial com sua escrita e métrica e como pai do gênero policial e também em poemas sobre amor e morte, porém nesse conto ficou a impressão de que a escrita foi forçadamente prolongada.
Rodrigo 11/05/2020minha estante
Não é conto,é um romance...




Iamjessicaeduarda 24/03/2020

Um bom livro.
Resolvi ler esse clássico que inspirou Moby Dick, achei um bom livro embora tenha demorado para ler, o final foi bem interessante, porém não compreendi tanto.
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Egídio Pizarro 06/06/2016

Decepcionante
Até a metade, trata-se de um Edgar Allan Poe em sua melhor forma. Depois disso a história se perde numa espécie de manual de navegação exploratória, num estilo que lembra muito "Moby Dick" de Herman Melville - livro que eu achei péssimo.

O final até parece retomar um pouco de ação, mas a mim, ficou só no "parece". Achei bem decepcionante.
Emerson.Ferrara 04/05/2017minha estante
Senti a mesma coisa! Parece que, a partir da metade, ele tenta incrementar a história simplesmente pra dar volume à obra.




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