O que é ideologia

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Resenhas - O que é ideologia


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Antonio Volnei 12/02/2016

O que é ideologia
A ideologia é algo presente em toda história da humanidade, se analisarmos vários aspectos de como o individuo age em sociedade. Ela é definida como um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e a dominação. Por intermédio dela, tornamos o falso verdadeiro e o injusto em justo. Como podemos ver hoje em nossa sociedade brasileira, cujos direitos do cidadão são completamente destorcidos de acordo com os interesses de quem esta no poder. Nesta sua obra Chaui vai nos mostrar como ocorre essa fabricação de uma história imaginaria, qual sua origem e quais seus mecanismos, seus fins e efeitos sociais, econômicos e políticos.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/ https://twitter.com/volneicampos
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Mari 09/01/2010

O que é Ideologia - Marilena Chauí
Lançado na década de (19)80 pela Editora Brasiliense na Coleção Primeiros Passos, trata-se de um livro curto e por isso mesmo muito sintético, de forma que torna-se apropriado e mais didático apresentar seu resumo em formas de tópicos.


* Tomar idéias como independentes da realidade histórica e social (faz parecer que a idéia explica a realidade, quando é a realidade que explica a idéia) = ALIENAÇÃO .

EMPIRISMO (movimento filosófico que acredita nas experiências como únicas, ou principais, formadoras das idéias, discordando, portanto, da noção de idéias inatas) : “Real” são fatos.

IDEALISMO (movimento filosófico que acredita que as idéias são formadoras da realidade, na medida em que ela é PARA alguém, o sujeito do conhecimento) : “Real” são idéias.

MARILENA CHAUÍ: “Real” são processos - relações entre homens e com a natureza.

* Marx: História é práxis (agente, ação e produto intrinsecamente ligados. Exemplo: a virtude honestidade é práxis, pois o homem como ser honesto, a honestidade em si e o ato honesto são inseparáveis, um não existe sem o outro).

* Comte – positivismo (propõe, entre outros postulados, a idéia de uma ciência sem teologia ou metafísica, baseada apenas no mundo físico/material, e com a experiência sensível por base do conhecimento, que levaria ao progresso pleno): ideologias (idéias) comandam a prática - saber é poder.

* Durkheim: sociologia como ciência objetiva (o resto, para ele, é ideologia).

* Marx: critica a ideologia, como em sua obra "A Ideologia Alemã" (ideólogos alemães criticavam Hegel sem construir nada).

* Hegel: cultura é o real como manifestação do Espírito, é o Espírito - exteriorização (produção) e interiorização (compreensão). Se não há consciência da participação na fase da compreensão, há alienação.

* Hegel: real é histórico. Os acontecimentos SÃO o tempo. Dialética idealista - tese, antítese e síntese. Motor da História = contradição. Produção e superação das contradições é o movimento da História - História como reflexão. Conhecimento da realidade é diferir o que parece e como é produzido. (Hegel é idealista: o Espírito é sujeito e objeto).

* Marx: mantém algumas idéias de Hegel e refuta outras. Mantém a dialética, porém dessa vez materialista - a contradição não ocorre no Espírito, mas sim entre homens reais, na luta de classes. Mantém a idéia de que a História é reflexiva. Reutiliza o conceito hegeliano de alienação, mas a alienação é dos homens e não do Espírito (exemplo: fetichismo da mercadoria - não vê na mercadoria seu trabalho). Analisa Feuerbach, e afirma que a religião é a forma suprema de alienação.

* IDEOLOGIA é instrumento de dominação de classe (como a ideologia burguesa progressista). O que a torna possível é a separação do trabalho intelectual e material, a alienação e a luta de classes. Ideologia é tornar as idéias de uma classe dominante como verdades absolutas a todas as outras (conceito de Gramsci: HEGEMONIA - oculta divisões sociais, "adormecendo" a revolta popular). O Estado, juntamente à ideologia, é instrumento de dominação.

* História ideológica: o ensino escolar tradicional de História é uma ilusão, pois é ideologia, instrumento de dominação que utiliza o ponto de vista do "vencedor".

Ótima leitura, servindo como introdução ao pensamento marxista e primeiros passos para desvendar a realidade em que vivemos.
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jaquelinetaz 14/01/2013

Marilena Chaui a parti de escritos de autores como Marx,Hegel, Gramsci traça uma perspectiva sobre o que é ideologia. Apresentando a Ideologia como fruto dos ideais das classes dominantes e forma de dominação manifestada através da arte, cultura, religião, política,família, meios de comunicação.
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Everton Jr 13/06/2011

Fichamento do livro
O livro divide-se em cinco capítulos.
O primeiro explica o por que do livro estudar o tema “Ideologia”. Os mostram um por um em dado momento da história a visão dos filósofos neste dado momento, em relação ao chamado ideologia. As suas páginas se iniciam com os gregos e terminam no século XX, analisando as transformações que trouxeram conseqüências para o mundo moderno. O livro, entretanto, não rodeia apenas esses extremos, mas faz referencia à época de Augusto Comte, Karl Marx e Émile Durkheim.
Chauí, inicia o livro exemplificando a ideologia, com a divisão de causas, partindo do apresentado por Aristóteles (que vê a ideologia como um movimento caracterizado por toda e qualquer alteração da realidade), com quatro causas ( material, formal, motriz e final ), estas causas, entretanto, segundo a teoria da causalidade, não tinham o mesmo valor, mas eram hierarquizadas. A causa motriz (ou eficiente) que fazia referencia ao fabricar humano, responsável por transformar uma matéria prima em manufatura, era a menos valiosa. Ao contrário desta, a causa final, ou seja, o motivo ou finalidade de alguma coisa era a mais importante. Devido essa teoria, a mente do homem começou a analisar a sua realidade através dela e, assim, iniciou-se a formulação de uma ideologia que acreditava que os escravos da época seriam a causa motriz e os seus senhores, a causa final. Depois ela mostra como nos séculos XVII e XVIII com Galileu, Bacon, Descartes e outros reduziram estas causas a apenas duas, dando à palavra “causa” o sentido que tem hoje, e a teoria da casualidade passou, então, a definir-se com apenas duas causas: “causa e efeito”.
Depois a autora inicia uma definição do termo ideologia, mostrando que o mesmo foi utilizado pela primeira vez por volta de 1800, pelo Dr. Cabanis, juntamente com Destutt, um livro dá época, tendo com objetivo desenvolver uma nova Ciência: Gênese das idéias. Assim, o papel da teoria é desvendar os processos reais e históricos, apontando tanto os caminhos objetivos que conduzem à exploração e à dominação quanto aqueles que podem conduzir à liberdade. Quer dizer, a teoria tem uma função crítica que lhe é inerente mas, em si mesma, não assume valores externos ao processo objetivo.
Porém ela nos mostra que em 1812, Napoleão dá outro sentido à palavra ideologia, no seu discurso onde declarou que “Todas as desgraças que afligem nossa bela França devem ser atribuídos à ideologia, esta tenebrosa metafísica que, buscando com sutilezas as causas primeiras, quer fundar sobre suas bases a legislação dos povos, em vez de adaptar as leis ao conecimento do coração humano e às lições da história”, e depois com Augusto Comte o termo volta ser empregado num sentido mais próximo ao original.
A autora nos mostra que Augusto Comte se encarregou de ampliar a visão de o que era ideologia. Para Comte, segundo Chauí, a humanidade tende a passar por três fases: a fase fetichista ou teológica em que o homem explica a realidade por meio do mover divino; a fase metafísica em que o homem explica a realidade através de princípios gerais e abstratos; e a fase positiva ou cientifica em que o homem contempla a realidade, a analisa, formula leis gerais e cria uma ciência social que servirá de base para o comportamento individual e coletivo. Cada uma dessas explicações para os fenômenos naturais e humanos compõe uma teoria, ou melhor, uma ideologia.
O livro na sequência, começa a explicar Karl Marx e a sua visão em relação à existência da ideologia nas diferentes sociedades. De acordo Chauí, Marx acredita que a ideologia se utiliza de inúmeros meios para alienar o povo, como por exemplo, através do Estado. Para o povo, este seria a representação do interesse geral, mas, na verdade, ele é a expressão das vontades e interesses da classe dominante da sociedade. Outro exemplo de ideologia seria apresentar a sociedade civil como um indivíduo coletivo, pois através disso ocultaria a realidade da sociedade que é comprimida pela luta de classes.
A produção das idéias e as condições sociais e históricas não são separadas por Marx. Ele demonstra, também, que a contradição não é a das idéias, mas sim, contradição entre homens reais em condições históricas e social real chamada luta de classe (na qual acontece há muito tempo no mundo inteiro, causando uma grande disputa entre as pessoas).
É através das classes sociais que a sociedade civil nega o indivíduo isolado e o indivíduo como membro da família. O trabalho não pago (mais-valia) é a origem do capital. Há uma contradição na medida em que a realidade do capital é a negação do trabalho.
Uma das grandes idéias da ideologia é a da sociedade civil concebida como um indivíduo coletivo, visando ocultar a realidade da sociedade civil que é a luta de classes; a luta de classes é o quotidiano da sociedade civil. O processo no qual as atividades humanas começam a se realizar como se fossem autônomas ou independentes dos homens é chamada de alienação. As idéias aparecem como entidades autônomas descobertas por homens determinados, e não como produtos do pensamento de tais homens.
Em conclusão ao livro, a ideologia durante toda a historia serviu de instrumento de dominação, mascarando a realidade social e ocultando a verdade dos dominados. A ideologia serve para legitimar a dominação econômica, social e política. O seu papel é criar na mente das pessoas uma idéia de que todo fenômeno que acontece no mundo é algo natural e que não existe uma razão lógica para isso.
Para Marx, toda ideologia se reduz ou a uma concepção distorcida da história ou a uma completa abstração dela, e que a própria ideologia não é “senão um dos aspectos desta história”.
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Janara 26/12/2009

Perfeito para aqueles que entram na Universidade e não possuem uma cultura política (foi o meu caso). Este livro esclareceu muitas coisas para mim e possibilitou que eu entendesse outros assuntos mais complexos. Não é à toa que a coleção se chama "Primeiros Passos".
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