Os Afogados e os Sobreviventes

Os Afogados e os Sobreviventes Primo Levi




Resenhas - Os Afogados e os Sobreviventes


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Na Literatura Selvagem 09/07/2016

As narrativas pessoais de Primo Levi na Segunda Guerra Mundial: Os afogados e os sobreviventes
Delitos. Castigos. Penas. Impunidades. São termos que se encaixam nos horrores que ocorreram com os judeus, no período em que ficaram presos em vários campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. E Primo Levi, sobrevivente de um desses lugares horríveis trás em seu livro Os afogados e os sobreviventes relatos sobre tudo o que ele vivenciou e que foram registrados por outros desde a época...

Uma das propostas da obra é desmistificar a romantização pós-guerra relacionada aos judeus sobreviventes, provenientes da literatura e do cinema. Tenta mostrar de forma mais crua e realista o quão 'perdida' estava aquela geração que sobreviveu fisicamente mas tiveram seu psicológico destruído, sofrendo as conseqüências anos depois... As notícias que se espalhavam sobre o holocausto beiravam o absurdo, a ponto de se tornarem inacreditáveis. Em vários momentos o mundo duvidou de tais testemunhos, por soarem cruéis, bizarros e desprovidos demais de humanidade... Mas foram reais...

A própria população alemã sabia exatamente o que ocorria com os judeus que eram levados aos campos de concentração? No que consistia a 'Solução Final'? Fingir não saber ou desviar-se dos fatos era uma maneira de aliviar a culpa do Holocausto? As indústrias lucravam fornecendo fornos crematórios aos campos nazistas, ignoravam deliberadamente sua utilidade pois o lucro era mais valioso.

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2016/07/as-narrativas-pessoais-de-primo-levi-na.html
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Camila Faria 09/09/2016

40 anos depois do seu primeiro livro sobre o Holocausto, Primo Levi revisita alguns dos temas que o consagraram como um dos principais autores de memórias do século XX: o dia a dia de Auschwitz, a disciplina cega dos SS e as torturas físicas e psicológicas, entre outros. Mais do que contar uma história, o autor faz uma reflexão madura sobre a vida pós-campo de concentração e tenta responder a uma série de perguntas que o acompanharam por anos: Por que vocês não fugiram? Por que não se rebelaram?. Dolorido e necessário.

site: http://naomemandeflores.com/os-quatro-ultimos-livros-11/
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Lê Golz 17/06/2016

Quem foi torturado permanece torturado
Os afogados e os sobreviventes, uma obra relançada pela Paz & Terra (Grupo Editoral Record), é narrada por Primo Levi, um judeu italiano que foi um dos pouquíssimos sobreviventes do campo de concentração nazista Auschwitz. Essa não é a primeira obra em que o autor relata sua história, mas aqui ele traz uma reflexão sobre as reações distintas entre os prisioneiros, e ainda questiona sobre o motivo porque muitos deles não se rebelaram ou aceitaram funções em que os colocariam contra sua própria etnia.

Primo Levi foi um dos poucos, que após sobreviver, não teve medo de contar tudo que passou e revelar como era o dia a dia em Auschwitz, enquanto muitos se calaram para sempre. Dividida em capítulos, essa obra traz em cada um deles, uma reflexão acerca das memórias do autor. Um dos capítulos mais fortes é "A vergonha", em que Levi revela a reação de muitos e dele próprio diante da libertação dos prisioneiros. Quem poderia imaginar que a alegria em estar livre da opressão dos soldados da SS não era o sentimento mais constante entre os prisioneiros, mas sim a vergonha por sua condição? Esse é um dos capítulos que merece mais destaque e que me envolveu completamente.

A narrativa é densa, não nego, mas facilmente se percebe a intensidade com que Levi escreveu essa obra. As páginas são recheadas de melancolia e algumas passagens soam tão pessimistas que pode deixar o astral do leitor totalmente para baixo. Mas como poderia ser diferente? Estamos falando da Alemanha nazista e de um homem que foi preso, humilhado, subjugado apenas porque nasceu judeu. Diante disso, não passará despercebido o quanto, mesmo após 40 anos do fim da guerra, a vida e a mente de Levi ainda estava marcada pela experiência do Holocausto.

"Creio que é exatamente a esse recuo para observar a 'água perigosa' que se devem os muitos casos de suicídio após (às vezes, logo após) a libertação. (...) Inversamente, todos os historiadores dos Lager (campo de concentração), inclusive dos soviéticos, são concordes em observar que os casos de suicídio durante o cativeiro eram raros." (p. 59)

Quanto a parte física, a obra traz uma capa que faz jus ao enredo, folhas amareladas com uma ótima fonte e espaçamento. A revisão também está impecável.

O Holocausto é um pedaço da história da humanidade que já rendeu muitos livros na literatura, mas Os afogados e os sobreviventes não é só apenas mais uma obra comovente sobre o assunto, é um relato real e forte de quem sentiu na pele, literalmente, a mão nazista. Esse livro me fez pensar muito em como nem todos os sobreviventes desejaram a libertação, e sim a morte, e mesmo para aqueles que desejaram, que vida os esperava depois de passar por Auschwitz?

Como não poderia ser diferente, recomendo esse livro para quem tem grande interesse pelo assunto e gosta de obras exatamente assim, fortes, por mais que doa, e reais, que não ocultam a verdade.


"Quem foi torturado permanece torturado. (...) Quem sofreu o tormento não poderá mais ambientar-se no mundo, a miséria do aniquilamento jamais se extingue. A confiança na humanidade, já abalada pelo primeiro tapa no rosto, demolida posteriormente pela tortura, não se readquire mais." Jean Améry

site: http://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2016/06/resenha-os-afogados-e-os-sobreviventes.html
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Fer Kaczynski 29/05/2016

Neste relançamento da editora Paz e Terra, pertencente ao Grupo Editorial Record, nos traz um relato comovente do autor Primo Levi, um judeu italiano que presenciou de perto os horrores dos campos de concentração, claro que lemos e leremos vários livros com histórias semelhantes, mas cada sobrevivente tem a sua visão e cada uma delas merece ser contada e lida, principalmente nos tempos obscuros em que vivemos, onde a extrema direita novamente parece ter alguma voz ativa pelo mundo.

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2016/05/resenha-os-afogados-e-os-sobreviventes.html
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