Lost at Sea

Lost at Sea Bryan Lee O' Malley




Resenhas - Lost at Sea


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Rosana - @tudoquemotiva 12/05/2018

Raleigh é uma garota de 18 anos e está na faculdade, porém ela se sente extremamente deslocada. Ela alega não ter alma e diz que foi um gato que roubou, pela menos é isso o que ela fala para as pessoas. Qualquer interação social deixa Raleigh muito mal, além dela não gostar nem um pouco de conversar com as pessoas.

De alguma forma, Raleigh acaba indo em um "road trip" com mais três pessoas da faculdade. É certo que isso não vai funcionar, mas ela acaba se surpreendendo com as pessoas que, apesar de não conhecê-la, acabando ajudando da melhor forma possível.

Eu já tinha lido outras hq's do autor e essa foi a que mais deixou a desejar. As ilustrações são bem legais e todo a temática de cor fazem sentido na história, tons melancólicos (preto, branco, azul e um vermelho escuro) e uma aparente tristeza que acredito ser a forma como a nossa protagonista se sente o tempo todo.

Porém, senti falta de mais background da Raleigh, o pouco que temos são apenas pensamentos da própria Raleigh, mas nada muito detalhado. Eu não consegui me relacionar com a personagem e parece que, no final, estava faltando alguma coisa. Parece que o autor correu para terminar logo e acabou do jeito que deu.

Não me leve a mal, por ser um primeiro livro, não está ruim, mas é claro que poderia ter sido melhor. Ainda não li Scott Pilgrin (dizem ser o melhor do autor), mas pretendo fazer isso logo. Li outro livros dele e Lost at Sea foi o mais fraco.

Acho que entendo o que autor quis passar, mas não acredito que tenha sido relevante para mim. Talvez se eu tivesse lido uns anos atrás, esse pensamento teria sido diferente. Em todo caso, recomendo a HQ se vocês estão à procura de algo rápido para ler e que tenha um enredo aberto à interpretações.

site: http://www.tudoquemotiva.com/2018/03/lost-at-sea-bryan-lee-o-malley.html
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Juujie 21/07/2017

"E essa leitura foi a melhor decisão que fiz aquele dia."
(introdução e texto completo no link)

Lost At Sea é a graphic novel de estreia de Brian Lee O’Malley, que talvez você conheça por uma outra obra dele, a série Scott Pilgrim. É a história de Raleigh, uma garota de 18 anos passando por uma crise existencial enquanto viaja atravessando os EUA com mais 3 amigos. Raleigh é a melhor narradora da história do mundo, gente. Não sei, eu me sinto assim “tocada” por histórias contadas em primeira pessoa. Talvez porque eu sei o quanto é interessante para o autor, escrever em primeira pessoa. Sei lá, pra mim é interessante, pelo menos. Me colocar no lugar do personagem, esses sentimentos assim. E essa personagem que O’Malley criou é aquela que à primeira vista parece ter assim uns parafusos soltos, a história parece assim ser meio sem pé nem cabeça, mas bem de leve. Fica claro que as coisas vão ser explicadas depois, mas ao mesmo tempo bate uma impressão de que tem coisa que vai continuar sem fazer sentido… só que essa é a graça de tudo. A vida não faz sentido. No fim das contas não é um quadrinho sem pé nem cabeça, não é uma protagonista com uns parafusos faltando, é apenas a real. As coisas como elas são. E era bem disso que eu precisava, naquele dia.

Lost At Sea me fez parar pra pensar que todo mundo se sente como eu estava me sentindo, que é normal, que tudo bem, que às vezes a gente não tem as respostas para todas as coisas. E aí eu chorei, como chorei. Não de fazer escândalo, nem em tanta quantidade, mas um choro sincero, sabe? É como se Raleigh pulasse das páginas e me dissesse “I feel you, sis”. Apesar da história dela não ter nada a ver com a minha. Durante a narrativa ela conta sobre diferentes tempos da vida dela e como todas as coisas se unem, e é lindo, gente, é tão lindo. Então fica a minha recomendação, praquele dia que você estiver se sentindo meio blue, ou só porque realmente é um quadrinho muito bom mesmo. Leia Lost At Sea.

site: http://soltandoverbo.com/post/137558641897
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lucas 22/03/2011

Quem nunca foi Adolescente?
Ótima leitura para quem já teve 18 e/ou já se sentiu deslocado de alguma forma (talvez todos nós?).
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