A caixa-preta

A caixa-preta Amós Oz




Resenhas - A caixa-preta


24 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Matheus Augusto 17/12/2020

Livros curtos que parecem longos
Juro que tentei, li uma parte e desisti, tentei recomeçar de onde parei, mas não foi. Nada acontece no livro, as cartas são monótonas, longas e repetitivas. É uma pena dizer que abandonei, estava ansioso para ler algo do Amós Oz, e também por ser curto.
comentários(0)comente



Danny 06/10/2020

O que sobra após o desastre
Definitivamente esses personagens não se encaixam na filosofia maniqueísta. Todos eles estão numa zona cinzenta... tentam acertar, mas erram feio. O que se considera "do bem" sucumbe ao poder e conforto que o dinheiro pode proporcionar... relacionamentos são complicados e falhos, mas também podem ser restaurados... ou destruídos de vez... E como pano de fundo política e religião.

Amós Oz senhoras e senhores...
comentários(0)comente



San 06/10/2020

Há muito tempo queria ler esse importante autor israelense! Finalmente consegui!!! Amós consegue nos aproximar da realidade dos personagens e refletir sobre as contradições e conflitos políticos e religiosos entre Israel e Palestina! Vale muito a leitura.

Indicação de podcast sobre o autor:
https://www.nexojornal.com.br/podcast/2019/06/07/Como-come%C3%A7ar-a-ler-Am%C3%B3s-Oz
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



adel 21/06/2020

A caixa preta da existência humana
"O tempo
não passa.

Não passa? O que quer dizer?

E eu sei? Talvez seja o contrário: nós passamos dentro do tempo. Por
acaso eu sei? Ou o tempo é que faz passar as pessoas."



O título faz referência ao equipamento que grava dados sobre o funcionamento de um aeronave e serve para detectar problemas quando algum desastre acontece e assim tentar entender o que aconteceu. Como aconteceu. Neste caso temos o fim do casamento de Alec e Ilana ou seja, entendemos que o desastre também pode ser aplicado às pessoas, por que o ser humano esconde suas emoções, mágoas ou informações para depois os utilizar como trunfo uns sobre os outros num egoísmo sem fim.

O livro é um romance epistolar (acontece através de cartas) e muitas dessas cartas parecem longas horas de conversa então digerir tudo aquilo é realmente complicado por isso talvez tenha momentos que a história pode parecer um pouco arrastada ou chata. Porém não se engane, as questões abordadas nesse livro estão além de dramas familiares. O autor consegue nos expor um pouco da sua gente, seus costumes, políticas, religiosidade. Entramos em toda uma reflexão sobre a questão do conflito que existe entre judeus e palestinos. A cada momento somos obrigados a refazer uma avaliação sobre o que sabíamos ou pensávamos saber sobre o assunto.

No fim abrimos nossa mente e nossas feridas o tempo suficiente para que possamos descobrir se há perdão entre as relações humanas.
comentários(0)comente



Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

A caixa-preta, Amós Oz - Nota: ABANDONADO
Já estava há algum tempo animado para ler algo desse autor israelense! Tinha lido várias críticas positivas de Amós Oz, mas ou comecei pelo livro errado, ou a escrita do autor não é para mim! Comecei a ler A caixa-preta para a categoria romance epistolar do #desafiolivrada2017. A proposta é interessante: abrir ao leitor a caixa preta de um relacionamento. Acompanhamos as cartas trocadas por Ilana e Alex anos após o seu divórcio. É um misto de rancor, arrependimentos, dúvidas e amor. No entanto, achei a escrita MUITO forçada. O autor escolheu escrever um romance em forma de cartas, mas não conseguiu abrir mão dos diálogos. Fala sério, quem escreve cartas com diálogos inteiros??? Acho que Amós Oz falhou. Não vou negar que no começo estava envolvido com a leitura, mas as cartas começaram a ficar muito repetitivas e a narrativa não ia à lugar algum. Já tinha passado da metade do livro, e estava esperançoso que haveria alguma reviravolta, quando alguns seguidores me falaram que a história não iria melhorar... Foi aí que resolvi desistir!! Não sou de abandonar livros, mas tem tanta coisa boa que eu quero ler, então não vou ficar insistindo em algo que não estou gostando. Alguém aí teve a mesma experiência??? @bloglivrada, posso contar como lido para o desafio? Hahaha passei dos 70%....

site: https://www.instagram.com/book.ster
Gromero 25/10/2020minha estante
Também não consegui terminar. Muito monótono!




Paulo Sousa 14/03/2019

A caixa-preta, de Amós Oz
Lista #1001livrosparalerantesdemorrer
Título lido: A caixa-preta
Título original: Kufsah Shorah
Autor: Amós Oz (Israel)
Tradução: Nancy Rozenchan
Editora: Companhia das Letras
Ano de lançamento: 1987
Ano desta edição: 2009
Páginas: 268
Classificação: 4.5/5
__________________________________________
"Acabou, Ilana. Xeque-mate. Como depois de um desastre de avião, sentamos e analisamos, por correspondência, o conteúdo da caixa-preta" (pág 99).
.
Amós Oz, o prolífico escritor israelense, falecido ano passado, é dono de uma importante obra literária reconhecida mundialmente, entre os quais está "A caixa-preta", livro que acabo de ler.
.
Sendo um romance epistolar, Oz parte da ideia de utilizar a caixa-preta, aquele artefato presente em aviões, e que, contendo gravações e detalhes de um voo, ajudam a entender o porquê de, por exemplo, falhas e defeitos terem causado uma tragédia aeronáutica.
.
Da mesma forma o leitor é levado ao epicentro da tragédia matrimonial de Ilana e Alex, trazida à tona por meio de cartas que vão destrinchando seus ressentimentos e acusações. O casamento fracassado, apesar disso, deixou um fruto, Boaz, filho do ex-casal, um jovem rebelde que acaba entrando na celeuma entre os pais e que busca fugir dos tentáculos canhestros que ainda os une.
.
Mas, à medida que a leitura avança, outros personagens vão se incorporando nesse estranho grupo, formando um curioso e defeituoso conjunto de personagens ligados por laços parentais ou profissionais, vozes que vão estimulando o leitor a conjecturar e decodificar os motivos pela desintegração das relações do casal. Detalhes aqui, opiniões ali, ora expurgadas, ora não, o extenso quebra-cabeça da relação é lentamente montado, e vamos tendo uma visão da complexidade de ambos e do próprio motivo que levaram a cada um seguir suas vidas em separado.
.
Mas o romance vai além. É um verdadeiro e honesto retrato do ser judeu em Israel, com as naturais complexidades advindas do choque cultural, religioso e político de uma das regiões mais tempestuosas do mundo. Oz, partindo do ínfimo contido na caixa-preta matrimonial, amplia o olhar para fatores outros, criando um livro interessantíssimo e muito bom de ler. A troca de farpas nessa correspondência, os sarcasmos, as tiradas pomposas, a aparente pouca instrução de Boaz, que escreve cartas com grassos erros ortográficos, a permanente interferência externa de advogados e "conselheiros" de ambos os lados, são detalhes que fazem desse livro um maravilhoso exercício de retratar a falência do próprio sentido de existir. Vale, e muito!
comentários(0)comente



Nalini 20/11/2017

Surpreendente
No mínimo, surpreendente! Apesar de ter lido outros livros do autor esta obra soa como se fosse a primeira. Tem frescor, vivacidade, drama, todas as cores que um bom romance deve ter.
comentários(0)comente



Demas 28/10/2016

SUPER OZ
Foi minha estreia na literatura de Amós Oz. E não poderia ter sido melhor. Porque ele escreve com uma tal intensidade que nos envolve já nas primeiras páginas. E nessa obra, fala tanto de amor como de costumes (políticos e religiosos) de uma maneira que nos aproxima das dores, dos afetos, das virtudes e dos defeitos de cada personagem. Isso para mim é a grande virtude de um escritor: me tirar da ficção e me fazer mergulhar nas nuances daquelas vidas.
comentários(0)comente



Rúbia 08/01/2015

Os destroços de uma vida
“A caixa-preta revela aos poucos sua sabedoria mais funda e amarga, somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões”

Esse trecho relatado na sinopse de A caixa-preta, do autor Amós Oz foi o suficiente para me deixar ansiosa pela leitura, uma vez que tinha comprado o livro apenas por ter ouvido falar bem do autor e por ele figurar nas minhas listas de desafios.
Ele é um livro epistolar [ escrito em cartas] , o que já me encantou pois gosto muito dessa técnica. E temos a troca de correspondência (cartas e bilhetes) de vários personagens para vários personagens e você consegue construir toda história, visualizar o que está acontecendo em diversos núcleos em diferentes locais através das cartas. É sensacional a forma como ele faz isso, me encantou muito. A escrita do Oz me fez querer imediatamente ler outras coisas dele.
A caixa-preta que dá título ao livro não se refere a famosa peça de um avião e sim a um relacionamento. Temos Alex, um professor e autor de livros best seller, que fora casado com Ilana. Eles tiveram um relacionamento conturbado desde o início. Quando o livro começa os dois estão separados há sete anos e tem um filho juntos.
Há algo acontecendo com esse filho e é o que faz com que Ilana recorra a Alex na primeira carta.
Esse pedido de ajuda vai gerar a reconstrução dessa caixa-preta, a reconstrução do final desse relacionamento e a partir daí os demais personagens vão se encaixando.
Existe muita mágoa, muito rancor, mas ao mesmo tempo existe muito desejo, no relacionamento deles o sexo tinha um papel principal e vai trazer algumas caracterizações, larga 50 tons de cinza e vem ler Amós Oz.
Esses dois personagens vão trocar cartas a respeito do filho, que tem 17 anos que é muito violento. É um personagem que vai ter um crescimento/ amadurecimento incrível, você começa meio que o detestando, mas vai entendendo os motivos dele ter determinada conduta e o final dele é muito bacana.
Outro personagem é Manfred, advogado de Alex, que trabalhou para o pai dele (que é uma figura muito interessante e permeia várias cenas no livro). Manfred é um personagem importante e que vai tomar rédeas nos impulsos de Alex.
E há também o atual marido de Ilana, um personagem muito hipócrita no livro e através dele o autor vai fazer as principais críticas em relação a religião e costumes sociais de Israel.
É muito bacana ver como em meio as cartas o autor (que é israelense) consegue usar como pano de fundo um cenário social, político e religioso de Israel.
Leitura mais do que recomendada!

site: http://meumundodeleituras.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Dom Ramirez 31/08/2014

Cafona
Livrinho muito, mas muito superestimado. Para começar, o formato de romance epistolar é uma picaretagem para enganar o leitor menos atento: quem é que escreve cartas reproduzindo diálogos inteiros? Faça-me o favor, ou é epistolar ou não é epistolar, se quer usar diálogos não me escreva um romance em forma de cartas!

Além disso, o romance começa até razoável (em momento algum é espetacular), mas depois de um tempo as cartas começam a ser bregas, com uns trechos ridículos como assinar como "seu vampiro", seu dragão escamoso", "seu salgueiro chorão", culminando num tosquíssimo "se eu sou seu gênio, você é minha garrafa".

Na boa, prefiro Wando.
ElisaCazorla 04/08/2015minha estante
Puxa...eu estava super empolgada para ler este livro e me desdobrando em várias para encontrar o livro em sebos, mas sua resenha me fez repensar se vou ler mesmo. Obrigada =]




Lista de Livros 22/12/2013

A Caixa-preta - Amós Oz
“Quando a batalha está no auge, não há mais sentido nas regras iniciais. Em todo caso, o inimigo não conhece as regras e não age de acordo com elas”.
*
“Seu silêncio é transparente para mim, como as lágrimas”.
*
“‘Amarás o próximo como a ti mesmo’ – mas se o ódio por si próprio já o tiver devorado, esta ordem carrega-se de uma ironia mortal”.
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2007/10/ams-oz-caixa-preta.html
comentários(0)comente



San... 21/07/2013

O livro é uma coletânea de cartas trocadas entre os personagens. Na leitura dessas cartas descortina-se o panorama social, politico e religioso predominante em Israel na metade do seculo XX. É latente, também, o redemoinho psicológico e emocional dos personagens, ao lidar com um leque variado de acontecimentos, escolhas e consequências, ao longo de suas vidas. Separações, angústias, desencontros, incompreensão, relações mal terminadas, religiosidade fanática são alguns dos assuntos abordados ao longo do enredo, expondo ao leitor a vida dos personagens num formato diferente do usual. A narrativa vai do passado ao presente, com um leve vislumbre do que pode ser o futuro dos personagens, algumas vezes com coerência, noutras de maneira um tanto confusa posto que embrenhada nos sentimentos e crenças de cada um deles. Não é um livro ruim, porém, não é o tipo de literatura capaz de prender minha atenção ou agitar minhas emoções.
comentários(0)comente



24 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2