Maria Bonita

Maria Bonita Adriana Negreiros


Compartilhe


Maria Bonita


Sexo, violência e mulheres no cangaço




A mulher mais importante do cangaço brasileiro, que inspirou gerações de mulheres, ganha agora sua biografia mais completa e com uma perspectiva feminista. Embora a mitificação da imagem de Maria Bonita tenha escondido situações de constante violência, ela em nada diminui o caráter transgressor da Rainha do Sertão.

Desde os anos 1990, quando Vera Ferreira, filha do casal de cangaceiros mais famoso do Brasil, cravou como data de nascimento de sua mãe o 8 de março, Maria Bonita é celebrada no Dia Internacional da Mulher. Com o tempo, transformou-se em uma marca poderosa.

Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita.

Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D'Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial — e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço.

História do Brasil

Edições (2)

ver mais
Maria Bonita
Maria Bonita

Similares

(10) ver mais
Histórias Da Gente Brasileira
Histórias da Gente Brasileira
Histórias da Gente Brasileira
Matar para não morrer

Resenhas para Maria Bonita (38)

ver mais
on 4/9/20


O livro da Adriana é fruto de uma pesquisa séria e extremamente comprometida com a verdade dos fatos. Como a autora coloca ao longo da narrativa, as histórias das mulheres que passaram pelo cangaço foram negligenciadas, no sentido de acobertar o que de fato estas sofreram durante o período. Violência, abusos, silenciamento, etc, faziam parte do cotidiano dessas mulheres. Recomendo muito a leitura. Além do mais, nos permite conhecer um pouco mais da história da região Nordeste.... leia mais

Vídeos Maria Bonita (1)

ver mais
Maria Bonita - Sexo, violência e mulheres no cangaço, de Adriana Negreiros

Maria Bonita - Sexo, violência e mulheres no


Estatísticas

Desejam296
Trocam1
Avaliações 4.3 / 403
5
ranking 55
55%
4
ranking 35
35%
3
ranking 9
9%
2
ranking 1
1%
1
ranking 0
0%

18%

82%

Pedro
cadastrou em:
12/07/2018 13:11:18
Albert
editou em:
25/09/2018 15:25:43