Mordidas Por Dentro

Mordidas Por Dentro Bruno Lima Penido


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Mordidas Por Dentro


Poemas em prosa para corações dilacerados




Há rimas escondidas nas mordidas de Bruno Lima Penido. Mas, como cada palavra que ele escolhe para formular um sentimento, elas estão longe de ser gratuitas: são centelhas que abrem novas associações no seu jogo de poemas, como se, parafraseando os versos do autor, escapassem do flagrante, mas não do próprio delito.

E que delito é esse? O da transparência das emoções, algo cada vez mais raro em tempos em que a imagem – digamos, uma carinha piscando um olhinho – sonha com a pretensão de dominar nossa expressão. Os poemas de Bruno estão aqui para dizer que não – não há força maior que usar uma palavra.

Só ela é capaz de transformar o medo em um ponto geográfico (como ele faz em “Um lugar”). Ou a melancolia em um porto seguro (“Perdoe a desfeita”). Ou flores em memórias (“Lírios”).

E o mais fascinante é que Bruno brinca com elas, as palavras, sem a preocupação forçada de fazer bonito. Elas vêm naturalmente, como os ritmos que saem do coração de um poeta. Não são artefatos premeditados, mas extensões de um ser.

Ser este generoso para dividir conosco esse baú, não de tolices, como o título de um poema nos faz erroneamente acreditar, mas de risos e lágrimas que conhecemos muito bem...

Poemas, poesias

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Paty
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26/07/2018 21:30:19