O Crime do Restaurante Chinês

O Crime do Restaurante Chinês Boris Fausto


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O Crime do Restaurante Chinês





Em O crime do restaurante chinês, o historiador Boris Fausto recorre aos arquivos da história e da memória pessoal para narrar e analisar um dos acontecimentos policiais que mais mobilizaram a opinião pública paulistana. Ele era um menino quando, logo depois de um animado carnaval de rua, a cidade não falava de outra coisa: um homem negro era acusado de matar o ex-patrão e mais três pessoas com terríveis golpes de pilão.

O historiador narra o processo das investigações com a maestria de um romancista. O enredo lhe serve de mote para discutir vários temas cruciais para a historiografia do período. Um deles é a relação entre migrantes, imigrantes e trabalhadores marginalizados numa São Paulo cada vez mais populosa. Outro é a aplicação judicial e policial de doutrinas racistas, que então recebiam o endosso de cientistas de prestígio, e ajudaram a incriminar Arias de Oliveira, jovem negro do interior, ex-empregado do restaurante. Fausto comenta também o declínio do carnaval de rua paulistano, e, depois, a comoção futebolística que tomou conta da cidade com a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938. As fontes dessa reconstrução do passado são basicamente a memória do autor e os vários jornais e órgãos de imprensa que mobilizavam a opinião pública, muitas vezes com sensacionalismo.

A análise de Fausto ajuda o leitor a perceber o "fio da sensibilidade" que ligava o carnaval, os assassinatos hediondos e a Copa do Mundo. Por meio dele, seria possível até que a figura antes temida de Arias terminasse associada à do adorado Leônidas, outro brasileiro negro, goleador da seleção nacional nos campos da França.

Literatura Brasileira / Não-ficção

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on 3/7/23


O livro ?O crime do restaurante chinês? de Boris Fausto faz uma análise social e traz o contexto histórico da época em que aconteceu o crime na cidade de São Paulo, nos anos 30. Além do contexto histórico, lemos e nos inteiramos bem de perto do julgamento que cercou a acusação de Arias de Oliveira. Arias, um homem negro, humilde, aparece como bode expiatório de um crime cruel e que foi intensamente acompanhado pelo povo paulistano. O autor traz perfeitamente o contexto da época, nos... leia mais

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