Preocupações

Preocupações Ana Guadalupe


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Preocupações





Os poemas de Ana Guadalupe não têm manhãs gloriosas, tardes ensolaradas, passeios pela ponte. As praias são perigosas, a espera no ponto de ônibus não tem fim, e mesmo os néons dos parques de diversão são fonte de desconfiança.

O pássaro, aqui, não passa de uma estampa na camisa.

Difícil saber em quantas casas já viveu. Em um poema, diz que são dezenove, mas mente que são 22 para impressionar. Em outro, fala em 23. A casa é sempre temporária e, a qualquer momento, o contrato do aluguel pode ser suspenso pelo proprietário.

Então pra onde se volta quando acaba o dia? (...)

Tem muita solidão, paranoia, ansiedade e melancolia nesses poemas. Muito medo de errar. Pior ainda, medo de que os outros notem o medo, vejam o medo como um rato que escapuliu de dentro da roupa.

Mas tem muito humor também. (...)

Ana Guadalupe é uma poeta extraordinária. Prima brasileira da norte-americana Lucia Berlin, sua escrita é marcada por uma franqueza brutal, sem autocomiseração, e uma graça que é só dela.

Alice Sant’Anna

Literatura Brasileira / Poemas, poesias

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on 25/7/20


Ou incômodos, levando em consideração que toda preocupação é. Pensemos em como é difícil escrever algo sobre a influência avassaladora do normal. A arte serve, tantas vezes, para formatar e compreender alguma aresta sobressalente, o diferente, o inusitado. A arte mais ousada portanto é a mais mundana. Ana Guadalupe é muito ousada nesse livro, primeiro dela que leio, talvez seja ousada sempre. O inusitado aqui é talvez um morto falar, ou a mentira ganhar pernas longas na voz de um ermit... leia mais

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Jenifer
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07/11/2019 15:57:37