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    E eu não sou uma mulher? - Mulheres negras e feminismo

    bell hooks

    Rosa dos Tempos
    2019
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788501117403
    Português Brasileiro
    4.7
    1114 avaliações
    Leram1612Lendo523Querem4620Relendo6Abandonos69Resenhas224
    Favoritos124Desejados4620Avaliaram1114

    Uma obra esclarecedora sobre a mulher negra e os preconceitos socio-culturais ainda presentes. Clássico da teoria feminista, E eu não sou uma mulher? tornou-se leitura obrigatória para as pessoas interessadas nas questões relacionadas à mulheridade negra e na construção de um mundo sem opressão sexista e racial. Sojourner Truth, mulher negra que havia sido escravizada e se tornou oradora depois de liberta em 1827, denunciou, em 1851, na Women’s Convention – no discurso que ficou conhecido como Ain’t I a Woman – que o ativismo de sufragistas e abolicionistas brancas e ricas excluía mulheres negras e pobres. A partir do discurso de Truth, que dá título ao livro, hooks discute o racismo e sexismo presentes no movimento pelos direitos civis e no feminista, desde o sufrágio até os anos 1970. Além de examinar o impacto do sexismo nas mulheres negras durante a escravidão, a desvalorização da mulheridade negra, o sexismo dos homens brancos e negros, o racismo entre as feministas, os estereótipos atribuídos a mulheres negras, o imperialismo do patriarcado e o envolvimento da mulher negra com o feminismo, hooks pretende levar nosso pensamento além das suposições racistas e sexistas. O resultado é um trabalho revolucionário, um livro imprescindível, a ser lido por todas as pessoas que lutam para tornar o mundo um lugar livre de opressões de raça, cor, classe e gênero.

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    Rosangela Max20/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Movimento feminista X sociedade sexista.

    Excelente estudo sobre as mulheres negras serem duplamente vitimizadas pela opressão racista e sexista. Abordando desde a época da escravatura (com a horrífica experiência do navio negreiro) até o século XXI. A autora ressalta que os temas patriarcado (ou seja, o sexismo institucionalizado) e a hierarquia racial são inseparáveis e crítica a insistência das mulheres brancas liberacionistas em analisar estas questões de forma separada. É uma crítica contundente ao racismo das feministas brancas, o sexismo dos homens negros e o racismo e o sexismo dos homens brancos. Apesar de ter como cenário a sociedade dos EUA, acaba sendo válida para o feminismo em qualquer país. Uma leitura super recomendada para quem deseja saber mais sobre o tema.

    98 curtidas

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    Gloria Jean Watkins  profile picture

    Gloria Jean Watkins

    bell hooks é o pseudônimo de Gloria Jean Watkins, escritora norte-americana nascida em 25 de setembro de 1952, no Kentucky – EUA. O apelido que escolheu para assinar suas obras é uma homenagem a tataravó Bell Blair Hooks. A justificativa do nome ser escrito todo em letra minúsculas, é servir a duas funções: distinguir-se de sua parente homenageada, e estabelecer a importância do conteúdo de seus textos em comparação com a sua biografia. bell hooks usou a própria vida como fonte dos seus primeiros estudos sobre raça, classe e gênero, sempre buscando nesses três elementos, os fatores da perpetuação dos sistemas de opressão e dominação. A autora, feminista e ativista social assumida, foi premiada com um 'The American Book Award', um dos prêmios literários de maior prestígio em seu país. Entre as influências de hooks, além de Martin Luther King, Malcom X e Eric Fromm, figuram a feminista Sojourner Truth (cujo discurso 'Ain't I a Woman?' inspirou uma das obras de hooks), o educador Paulo Freire, o teologista e padre dominicano Gustavo Gutierrez, Lorraine Hansberry, o monge Budista Thich Nhat Hanh, o escritor James Baldwin, e o historiador guianense Walter Rodney.

    61 Livros
    574 Seguidores
    Kentucky, Estados Unidos

    Gloria Jean Watkins