Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores169
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Melhores Contos: Marcos Rey - (2005)

    Marcos Rey

    Global (Coleção MC Melhores Contos)
    2005
    237 páginas
    7h 54m
    ISBN-10: 8526005936
    Português Brasileiro
    4
    46 avaliações
    Leram96Lendo1Querem67Relendo1Abandonos4Resenhas3
    Favoritos2Desejados67Avaliaram46

    Nesta seleção de contos, o autor lida com arquétipos da narrativa moderna como a disponibilidade existencial das personagens, sempre prontas para uma aventura, de preferência noturna. Depois vem o companheirismo fácil, sem vínculos profundos entre homens irresponsáveis e ambiguamente ternos. Também presentes, a solidão amorosa e as paixões que se mostram sem saídas, sendo apenas novas armadilhas. Os contos foram criteriosamente selecionados por Fábio Lucas, amigo do autor e um dos mais respeitados críticos literários do país. São contos que já haviam sido publicados por Marcos Rey nos livros de contos "O enterro da cafetina" (1967), "O pêndulo da noite" (1977) e "Soy louco por ti, América!" (1978). O livro traz 8 contos. São eles: "Mustang cor de sangue", "O locutor da madrugada", "O enterro da cafetina", "O pêndulo da noite", "Soy louco por ti, América!", "O cão da meia-noite", "Eu e meu fusca" e "O resto fica por conta do talento". O conto "Mustang cor de sangue" deu origem em 1976 ao filme brasileiro "Patty - A mulher proibida", dirigido por Luiz Gonzaga dos Santos. O conto "O enterro da cafetina" deu origem em 1971 ao filme brasileiro "O enterro da cafetina", dirigido por Alberto Pieralisi e em 2002 ao episódio "O enterro da cafetina" na série de televisão "Brava gente brasileira", exibido pela TV Globo.

    Resenhas (3)Ver mais
    João Carlos Santos Carvalho picture
    João Carlos Santos Carvalho01/10/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Marcos Rey - Melhores Contos

    <b style='font-size: 16pt'> <b style='color: rgb(16, 68, 84)'> Braunne BR</b></b> |||||||| http://braunne.blogspot.com/ Uma aventura sempre foi do agrado do público. Afinal, o que é mais interessante: um relato sem história de um exercício declamatório precursor de uma teoria literária maçante ou um rolé noturno pelas ruas de São Paulo? A verdade é que uma trama imaginosa e bem articulada é do gosto de qualquer leitor. E é exatamente o que mais tem nestes contos de Marcos Rey selecionados por Fabio Lucas para a coletânea do livro. São histórias extensas (o que é bom pois dá tempo de se acostumar com o conflito e com os personagens) e que compartilham 5 aspectos favoráveis a citar. Logo nos primeiros momentos da introdução, os primeiros nós, os primeiros mistérios já entram em cena cativando a atenção do leitor. Logo em seguida, ao chegar no conflito, a história se complica. Nesse ponto surge uma curiosidade: a aventura se combina com a análise do comportamento mental do personagem. É algo parecido com aquelas narrativas psicológicas que retratam o drama da consciência. Para exemplificar, eu não poderia citar outro conto senão "Traje a rigor" - uma obra prima com ares de tragédia grega onde as forças do acaso figuram o destino tomando as rédeas da situação para decidir os acontecimentos. Ainda no duo "aventura - narrativa psicológica", é possível eleger o ponto ideal do relato para o autor: a narração em primeira pessoa. É o que acontece na maioria dos contos. Quando acontece a narração em primeira pessoa, o personagem se mostra mais determinado, próximo ao leitor e é capaz de misturar narração com sua observação, sua filosofia de vida. Somente "Traje a rigor", "O guerrilheiro", "Sonata ao luar" e "O locutor da madrugada" são registrados em terceira pessoa e, portanto, não criam o mesmo efeito de "Eu e meu fusca" onde o protagonista parece mesmo estar conversando com o leitor. Para isso, se utiliza de gírias e coloquialismos numa conversa despretensiosa incorporada numa arquitetura verbal fascinante! Outro ponto que acontece na narração em primeira pessoa é o humor causado quando o narrador interfere no relato de personagens secundários fazendo observações de cunho irônico ou sarcástico. Outras vezes deixa escapar adjetivos cômicos - o que sempre causa um efeito humorístico instantâneo (e não estou falando de sorriso. É gargalhada mesmo! Sem exagerar). O último aspecto a citar, pessoalmente, não consegui conectar na linha do texto. Então declaro à esmo: os personagens são recorrentes. Ou seja, pessoas que aparecem no conto A, podem aparecer no conto B. Gianini e Otávio, por exemplo, são facilmente identificados nos contos "Traje a rigor" e "Sonata ao luar". Gianini resurge em "O guerrilheiro" ao passo que Otávio, no conto "O casarão amarelo". O que há de mais admirável no livro é o acerto na combinação da proposta narrativa e no apuro da linguagem. Se considerarmos o lado "trama imaginosa e bem articulada" - cuja temática aqui é uma São Paulo noturna onde os personagens estão sempre prontos para uma aventura - e o lado "narrativa com densidade psicológica" - onde se situa uma análise do comportamento dos personagens - então Marcos Rey seria o vértice destes dois lados.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 46
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
    Edmundo Donato profile picture

    Edmundo Donato

    Autor de vários livros, entre eles romances policiais ambientados em São Paulo. Edmundo Nonato, seu nome verdadeiro, nasceu no bairro do Brás em 17 de fevereiro de 1925, filho caçula de um empresário gráfico de formação presbiteriana. Entrou em contato com a literatura pela obra de Monteiro Lobato, impressa na gráfica do pai. Terminou o curso clássico aos 18 anos e, quando se preparava para ingressar na Faculdade de Direito, foi acometido por lepra e recolhido no Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, em regime de prisão. Em 1946 fugiu a pé para o Rio de Janeiro, onde viveu entre o subúrbio e a zona de prostituição da Lapa. A experiência serviu de subsídio para obras como "O enterro da cafetina" (1967) e "Memórias de um gigolô" (1968). Sobreviveu de traduções de livros infantis e de cartas que escrevia para prostitutas analfabetas. Voltou para São Paulo, curado da lepra, e em 1953 publicou seu primeiro livro, "Um gato no triângulo". Assinou 30 roteiros de cinema, entre eles várias pornochanchadas. Em 1967 fez sua primeira telenovela, "O grande segredo". Escreveu capítulos para o programa infantil "Vila Sésamo' e é um dos responsáveis pela adaptação do "Sítio do Picapau Amarelo" para a televisão. Na década de 80 iniciou sua obra infantojuvenil a pedido da Editora Ática, pela qual publicou sucessos de venda como "O mistério do Cinco Estrelas" e "O rapto do Garoto de Ouro". Morreu em São Paulo, no dia 01 de abril de 1999, de câncer no fígado. Suas cinzas foram lançadas de um helicóptero pela sua esposa sobre São Paulo.

    50 Livros
    339 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Edmundo Donato