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    Cangaceiros (Coleção Sagarana - Volume 58) - José Lins do Rêgo

    José Lins do Rego

    José Olympio
    1970
    316 páginas
    10h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    A angustia brasileira determinada pela queda do colonialismo, a industrialização incipiente, a ânsia de renovação. Esses são os temas centrais deste romance fascinante de José Lins do Rêgo.

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    R .13/12/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A obra é continuação de outro romance (Pedra Bonita). Não sabia e fiquei perdido na leitura, que desse jeito não despertou empolgação. O livro tem um roteiro direcionado, captado na obra anterior, e não se dispõem a apresentações sistemáticas das personagens, tratadas já com familiaridade ao leitor. Na percepção do romance, com os aspectos que ressoam do primeiro, acredito que a proposta é de retrato da terra, do sertão, do cenário que impacta e transforma o homem, onde afloram reações extremadas, como o fanatismo religioso na primeira obra e o cangaço nesta. Em julgamentos alheios à realidade vivenciada, equívocos clichês são comuns, daí o valor do autor, que traz a percepção desse mundo impactante, transformador e estimulante em faces diversas para o homem, o sertanejo, como de fato era. Já li histórias referentes à Pedra Bonita, onde o fanatismo deu espaço até para sacrifícios de inocentes, culminando num conflito hediondo. Não sei como é no livro, mas essa segunda parte faz supor. O romance tem duas partes, com enfoque à Sinhá Josefina na primeira, vivendo o flagelo de um mundo hostil e sedutor para o banditismo a seus filhos, o cangaço, onde dois (Aparício e Domício) enveredam nesse caminho, e outro (Bento) encontrando escape do que aparentava destino com posicionamento no amor à mãe e por Alice. A história enfatiza o banditismo cercando, influenciando e atraindo no que seria comum destino, como se fosse o escape para diversas aflições. Na segunda parte, o cangaço está presente em histórias diversas e revoltantes. Existem muitas perversidades e o autor não se ausenta em mostrar, desmistificando direcionamentos clichês de banditismo romantizado. No cenário ferrenho, vemos Bento e sua valorização pelo amor à Alice. É uma terra para muitos de oito ou oitenta, assim no apego religioso e na busca de escape (o cangaço?). Singularidade interessante da obra é também a valorização do linguajar regional, com passagens em que o autor solta o verbo no coloquial chulo, em determinados momentos até agressivo, sem reservas. Vale o registro também que várias personagens dão as caras, em faces comuns no meio, reforçando a percepção do contexto. Não me diverti na leitura, que valeu mais pelo mergulho em determinado momento histórico e suas peculiaridades.

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    José Lins do Rego Cavalcanti

    Categorizado como autor "regionalista" e político, Lins do Rego sempre foi dotado de uma "sensibilidade à flor da pele", "sinceridade diante da vida" e "autenticidade". Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostálgica e criticamente, relatar suas experiências.

    55 Livros
    201 Seguidores
    Paraíba, Brasil

    José Lins do Rego Cavalcanti