Fedra de Racine merece todos os aplausos que já lhe foram dados. Essa tragédia grega adquire todos os aspectos sensuais necessários para que essa peça sobre incesto se transforme em algo que apenas uma exposição de tabus, mas uma viagem acerca da cobiça, do desejo pelo proibido. São versos e mais versos descrevendo a dança entre Hipólito e Fedra, em que um se consome pela repreensão de seu heróico pai, Teseus, e a outra se desespera pelo medo do julgamento de Minos, pai e juíz do inferno. É interessante notar como ambas figuras paternas correspondem a semi-deuses, dando à promessa de retribuição uma moral divina. Quanto a qualidade dos versos, é difícil especular, só posso dizer que Millôr Fernandes é um tradutor fenomenal. Recomendo.
Fedra -
Jean Racine
L&PM
1986
93 páginas
3h 6m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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