Essa obra de Manoel de Barros foi publicada pela primeira vez em 1969, escrita em verso e em prosa poética. O diferencial dessa edição é que inclui prefácio A urgência de um poeta para o chão da escritora Clarice Freire, também conta com fotografias e documentos do autor. Mais fácil ver brilho numa estrela do que em caracol. Mas há brilho nos dois. Um é quente e explosivo, o outro se arrasta como um cometa que não tem pressa. Clarice Freire, no prefácio. Preste atenção ao vocabulário de Manoel de Barros. Ele está aqui não porque precisa, mas por vocação. E permanece por amor. Clarice Freire, no prefácio. "O chão reproduz do mar o chão reproduz para o mar o chão reproduz com o mar O chão pare a árvore pare o passarinho pare a rã - o chão pare com a rã o chão pare de rãs e de passarinhos o chão pare do mar O chão viça do homem no olho do pássaro, viça nas pernas do lagarto e na pedra" Dá pra ler a obra em uma hora. É leve e reflexiva. A natureza é a base para seus escritos, as coisas pequenas que muitas pessoas sequer se preocupam em observar. Somado a isso suas poesias contém críticas que faz o leitor pensar. Para quem gosta de poesias, sem dúvidas é uma ótima pedida. Se você não tem o hábito de ler o gênero, dê uma chance. Comece pelos mais leves e em seguida vá aprofundando. Certeza que vai curtir. Curiosidade: Seu livro foi premiado com Prêmio Nacional de Poesia e Prêmio da Fundação da Cultura do DF.
Gramática Expositiva do Chão -
Manoel de Barros
Civilização Brasileira
1990
343 páginas
11h 26m
ISBN-10: 8520000681
Português Brasileiro
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