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    O tempo adiado e outros poemas -

    Ingeborg Bachmann

    Todavia
    2020
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9786580309856
    Português Brasileiro
    3.9
    118 avaliações
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    Favoritos12Desejados298Avaliaram118

    Pela primeira vez no Brasil, a antologia de uma das maiores vozes da língua alemã no século XX. Edição bilíngue. A austríaca Ingeborg Bachmann teria assistido às tropas nazistas marcharem pela sua cidade quando tinha apenas onze anos. A vulgaridade da linguagem do Reich e a desolação causada pela guerra marcaram sua produção. Neste volume com poemas selecionados e traduzidos por Claudia Cavalcanti (que também assina o posfácio), a obra da autora ressurge com toda sua força. Os poemas assombram pelas imagens inusitadas e por uma dicção que, embora pareça por vezes complexa, busca a pureza na representação tanto do mundo exterior quanto de aspectos da interioridade do ser humano. Escritora que a certa altura abandona as profundas inquirições da poesia para se dedicar à ficção, Bachmann parecia saber que a linguagem ― esse artefato criado pelo ser humano ― pode ser capaz de construir mundos. E também de aniquilá-los.

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    Wendy Sial picture
    Wendy Sial29/01/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Vivo e escuto de longe seu canto dos cisnes!"

    Poemas melancólicos, às vezes vivaz, densos, mas com um tom quase sempre lúgubre. Ao final do livro conta uma parte biográfica da autora, desde o nascimento até sua partida trágica. Um destaque curioso na biografia de Ingeborg Bachmann: "De forma estranha, mas coerente, ela nunca reunia os amigos nem falava a uns sobre outros, tática extremada para mantê-los apartados de fatos específicos de sua vida, exclusivos de uns, mas não de outros." "Mas sobre a ladeira do efêmero sonho algum se curva por nós. É melhor viver por conta das margens, de uma para outra, e durante o dia cuidar que o convocado corte a corda. Pois ele alcança a tesoura do sol na névoa, ofuscado por ela, abraça-o a névoa na queda."

    13 curtidas

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    • 2 estrelas6%
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    Ingeborg Bachmann  profile picture

    Ingeborg Bachmann

    Tendo trabalhado na rádio austríaca, abandonou tudo para se dedicar exclusivamente à literatura. Faleceu em 17 de Outubro de 1973, em Roma, devido a queimaduras sofridas num incêndio no seu quarto de hotel. A real causa de tal incêndio, que chegou a ser apontada como sendo um cigarro ainda aceso, permanece desconhecida. Bachmann começou a destacar-se como poetisa após ter estudado filosofia. Em O Tempo Adiado (1953), poemas de grande conteúdo metafórico e de certo hermetismo, Bachmann faz do amor a única via de salvação para o homem perdido de saudade. O seu romance inacabado Malina (1971, adaptado para o cinema em 1990) permaneceu como o único elemento representativo de um ciclo narrativo que se intitularia Formas de Morrer. Escreveu operetas para Hans Werner Henze, bem como algumas peças radiofónicas. Em 1964 recebeu, em reconhecimento da sua obra, o Prémio Georg-Büchner, o mais prestigiado prémio das letras alemãs. Desde 1977, realiza-se na sua cidade natal um concurso literário que recebeu o seu nome.

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    Ingeborg Bachmann