An impassioned defense of zoos, a death-defying trans-Pacific sea adventure à la "Kon-Tiki," and a hilarious shaggy-dog story starring a four-hundred-and-fifty-pound Bengal tiger named Richard Parker: this audacious novel manages to be all of these as it tells the improbable survivor's tale of Pi Patel, a young Indian fellow named for a swimming pool (his full first name is Piscine) who endures seven months in a lifeboat with only a hungry, outsized feline for company. This breezily aphoristic, unapologetically twee saga of man and cat is a convincing hands-on, how-to guide for dealing with what Pi calls, with typically understated brio, "major lifeboat pests."
Life of Pi -
Yann Martel
Um indiano, um tigre, um plágio
O livro do espanhol Yann Martel é o relato de um menino indiano chamado Piscine Molitor Patel, “Pi” Patel, que sofre um acidente em alto mar quando o navio em que viajava com sua família e alguns animais do zoológico de sua família afunda. Salvo – ou não – num bote salva vidas, ele vê seu navio mergulhando nas águas do pacífico, sem nenhum membro de sua família consigo – ou não – para lhe fazer companhia. Entretanto, ele conta com uma zebra, um orangotango e um tigre como colegas de viagem – ou não. E isso é apenas o início da narrativa. Pi é um menino muito curioso que, ainda bem jovem, decide abraçar três religiões ao mesmo tempo: o hinduísmo, o cristianismo e o islamismo. Além do mais, por ser o filho de um dono de zôo, ele tem grande conhecimentos sobre a vida e o comportamento dos mais diversos animais. A Vida de Pi é um livro de auto-ajuda romanceado. É a malfadada saga de um menino temente a Deus e de um tigre – ou não – jogados num barco salva-vidas por 227 dias e se deparando com peixes-voadores, tartarugas e uma ilha carnívora (gulp!). Ou seja, é um daqueles livros menores imbuído com a mensagem “se você lutar, você conseguirá!” e alguns toques de religião e veterinária permeando a tragédia oceânica do personagem central. Ainda que possivelmente bom para ser indicado para adolescentes, a aventura do super-religioso, veterinário proficiente e explorador da national geographic Pi Patel é irreal e deixa poucas lembranças após sua leitura. É a força vital e o desejo de sobreviver versus um tigre e um oceano imprevisível e impiedoso, contados no melhor estilo “filosofia para dummies”. A obra teria sido um plágio do livro “Max e os Felinos”, do escritor Moacyr Scliar, segundo dizem. Segundo consta, a única semelhança entre os dois livros é o fato de o personagem principal estar preso num barco com um felino selvagem, aqui um tigre, lá um jaguar. Yann Martel teria dito que não poderia ter escrito um plágio, pois Scliar seria “um escritor menor que eu jamais li.” Bem, Max and the Cats está no mercado americano a bem mais de 20 anos, enquanto que o livro de Martel acaba de completar 10 anos. Depois de anos de críticas e cutucadas entre os dois, Yann colocou panos quentes na polêmica com um telefonema a Scliar e uma tonelada de explicações à imprensa. Comparando os dois é possível ver que não há chance de plágio, fora o ambiente retratado ser o mesmo – mar, bote, tigre. Seja como for, Scliar faleceu e nos deixou com seu legado de maravilhosas obras, Martel publicou seu segundo volume no Brasil, “Beatriz e Virgílio”, e poucos leitores sabem da coexistência das obras. Além do mais, o livro de Scliar continua sendo melhor.
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