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    Palmeiras Selvagens -

    William Faulkner

    Nova Fronteira
    1984
    276 páginas
    9h 12m
    ISBN-6: 840047
    Português Brasileiro
    4
    316 avaliações
    Leram479Lendo32Querem939Relendo0Abandonos20Resenhas29
    Favoritos15Desejados939Avaliaram316

    Lançado em 1939, este romance hoje consagrado como um clássico da moderna literatura americana é uma das criações mais originais de William Faulkner (1897-1962), Prêmio Nobel de Literatura em 1949. O livro entrelaça duas histórias independentes, em capítulos alternados, mas que se iluminam mutuamente. A primeira, que dá título ao volume, conta a paixão tumultuada e impossível de Charlotte e Henry; a segunda, "O velho", narra a luta de um condenado que sai da prisão para salvar as vítimas de uma das maiores enchentes do rio Mississipi. A narrativa é assim definida pelo escritor Milton Hatoum: "Aqui somos enredados pelos jogos de tempos, pela fala às vezes delirante do narrador e das personagens, por situações e diálogos absurdos, por uma poesia áspera". A Cosac Naify publicou, do mesmo autor, O Som e a Fúria.

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    Resenhas (29)Ver mais
    Carla Silva picture
    Carla Silva29/01/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Entre a angústia e o nada, escolho a angústia": é uma das frases finais de Palmeiras Selvagens essa afirmação famosa. Entre sofrer e viver à margem das emoções, o protagonista de Faulkner opta pelo sofrimento, com todas as conseqüências advindas disso. Entrelaçando duas novelas - "O Velho" e a que dá nome ao livro - essa obra de Faulkner fascina e prende apesar do tour de force estilístico que representa (embora "O som e a fúria" por exemplo seja ainda mais trabalhoso de ser lido). O ritmo é curiosamente ágil, e os ângulos que o autor escolhe para contar as histórias (especialmente "O Velho") contribuem para criar no leitor uma espécie de cumplicidade com os personagens. Faulkner é um daqueles escritores cujo esforço em ler recompensa o leitor por seu texto maravilhoso.

    19 curtidas

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    4 / 316
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    William Faulkner profile picture

    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

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