Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores737
    • Similares1

    O Teatro e Seu Duplo -

    Antonin Artaud

    Martins Fontes
    2006
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-13: 9788533622852
    Português Brasileiro
    4.4
    165 avaliações
    Leram345Lendo49Querem325Relendo6Abandonos12Resenhas6
    Favoritos35Desejados325Avaliaram165

    O mundo tem fome e não se preocupa com a cultura. A partir dessa constatação, Antonin Artaud considera urgente extrair, daquilo que se chama cultura, idéias cuja força viva é idêntica à da fome. Para ele, a cultura nunca salvou nenhum ser humano de ter fome e da preocupação de viver melhor. É preciso viver e acreditar no que nos faz viver. Segundo o autor, o teatro, renovando o sentido da vida, é esse espaço onde o homem torna-se o senhor daquilo que ainda não é, e o faz nascer.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Flávio Café de Miranda picture
    Flávio Café de Miranda13/03/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Artaud, um revelador

    Artaud é, certamente, um dos grandes reveladores do século passado e esse livro é uma revelação em matéria de teatro. Essa coletânea de textos escritos de uma forma poética e provocadora traz uma visão daquilo que o teatro deveria ser em detrimento, principalmente, do teatro que se fazia na época de Artaud, no qual a palavra era a mais soberana das faculdades do teatro e nos espetáculos faltava, como diz o Autor, "tudo aquilo que é especificamente teatral". Com os seus manifestos do teatro da crueldade e as suas cartas sobre a linguagem desse teatro, o autor, apresenta uma proposta de teatro como ele sempre foi, mas que a nossa sociedade intelectualizada, racionalizada, travada, neurótica, destruiu. Muitas das propostas de Artaud já foram parcialmente atingidas hoje como, por exemplo, a destituição da importância exacerbada do dramaturgo, a restituição dos poderes e da dignidade ao encenador (aqui expresso no sentido daquele que põe em cena, como no françês "metteur en scène") e a união do diretor com o dramaturgo, contudo, o espírito paralizador do pensamento psicológico europeu ainda prevalece em grande parte da produção teatral ocidental. Não que o teatro psicológico seja um erro, mas ele certamente destrói aquilo que é próprio da arte do teatro, ou seja, gesto e o movimento expressivos. Ainda que muitas vezes confuso, Artaud é, certamente um visionário, um sonhador e um reformador da cultura ocidental europeanizada.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 165
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas1%
    Antoine Marie Joseph Artaud profile picture

    Antoine Marie Joseph Artaud

    "Para Artaud, o teatro é o lugar privilegiado de uma germinação de formas que refazem o ato criador, formas capazes de dirigir ou derivar forças. Em 1935 Artaud conclui o "Teatro e seu Duplo" (Le Théâtre et son Double), um dos livros mais influentes do teatro deste século. Na sua obra ele expõe o grito, a respiração e o corpo do homem como lugar primordial do ato teatral, denuncia o teatro digestivo e rejeita a supremacia da palavra. Esse era o Teatro da Crueldade de Artaud, onde não haveria nenhuma distância entre ator e platéia, todos seriam atores e todos fariam parte do processo, ao mesmo tempo. Em Rodez, além de suas cartas (lettres au docteur Ferdière) ele elabora uma prática vocal, apurada dia a dia, associada à manifestações mágicas. A voz bate, cava, espeta, treme, a palavra toma uma dimensão material, ela é gesto e ato. Artaud volta a Paris em 1946, onde dois anos depois é encontrado morto em seu quarto no hospício do bairro de Ivry-sur-Seine. Neste período, além de uma importante produção literária ele desenha, prepara conferências e realiza a emissão radiofônica "Para acabar com o juízo de Deus" (Pour en finir avec le jugement de dieu), onde sua vontade expressiva se alia a um formalismo cuidadoso. Se nos anos 30 o teatro para Artaud é “o lugar onde se refaz a vida”, depois de Rodez ele é essencialmente o lugar onde se refaz o corpo. O “corpo sem órgãos” é o nome deste corpo refeito e reorganizado que uma vez libertado de seus automatismos se abre para “dançar ao inverso”. “A questão que se coloca é de permitir que o teatro reencontre sua verdadeira linguagem, linguagem espacial, linguagem de gestos, de atitudes, de expressões e de mímica, linguagem de gritos e onomatopéias, linguagem sonora, onde todos os elementos objetivos se transformam em sinais, sejam visuais, sejam sonoros, mas que terão tanta importância intelectual e de significados sensíveis quanto a linguagem de palavras.” O seu trabalho ainda inclui, ensaios e roteiros de cinema, pintura e literatura, diversas peças de teatro, inclusive uma ópera, notas e manifestos polêmicos sobre teatro, ensaios sobre o ritual do cacto mexicano peyote entre os índios Tarahumara (Les Tarahumaras), aparições como ator em dois grandes filmes e outros menores. Artaud escreveu: "Não se trata de assassinar o público com preocupações cósmicas transcendentes. O fato de existirem chaves profundas do pensamento e da ação segundo as quais todo espetáculo é lido é coisa que não diz respeito ao espectador em geral, que não se interessa por isso. Mas de todo o modo é preciso que essas chaves estejam aí, e isso nos diz respeito" - em Teatro e seu duplo. Se considerava um poeta, mas não no sentido usual, pois ele acreditava que alguém se definia como poeta ou não na própria vida, não precisando escrever um poema sequer. Apesar de haver escrito poemas no início da carreira, conforme o autor poemas simbolistas, queimou-os todos, e não temos idéia de como seriam estes poemas. No entanto, textos posteriores como "Para acabar com o julgamento de Deus" (1948), metafóricos e repletos de experimentação linguística, podem muito bem se enquadrar na categoria de 'poesia' em prosa." in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonin_Artaud

    18 Livros
    41 Seguidores

    Antoine Marie Joseph Artaud