Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições28
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas167
    • Leitores7672
    • Similares6
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Relíquia -

    Eça de Queiroz, Marcatti

    Conrad
    2007
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788576160427
    Português Brasileiro
    3.5
    2773 avaliações
    Leram4977Lendo209Querem2108Relendo8Abandonos370Resenhas167
    Favoritos42Desejados2108Avaliaram2773

    Com uma insuspeita verve satírica, A Relíquia é um dos mais importantes romances do escritor português Eça de Queiroz. Realista do final do século XIX, Queiroz foi um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, autor de livros como Os Maias e O Crime do Padre Amaro. Em A Relíquia (publicado originalmente no jornal brasileiro Gazeta de Notícias, em 1887 - há 120 anos), Queiroz une ironia a um profundo anticlericalismo para criticar o exacerbado catolicismo português. Clássico de literatura colegial, A Relíquia também está na lista de inúmeros vestibulares, da Unicamp à Universidade Federal do Maranhão. O Autor: Há 30 anos desenhando HQs, o paulistano Marcatti é um dos mais respeitados artistas do quadrinho underground no Brasil. Em sua adaptação para A Relíquia, Marcatti (autor de Mariposa, pela Conrad) mantém seu extraordinário traço cômico-sarcástico, abandonado um pouco os temas escatológicos para produzir uma fiel versão da obra de Eça, trazendo para os quadrinhos todas as características da Portugal do século XIX, do fervor religioso à arquitetura lusitana - dando vida a uma colaboração inusitada que atravessa os tempos, complementando a ironia e o sotaque português de Queiroz com o talento e o humor perspicaz do quadrinista.

    Edições (28)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (167)Ver mais
    Israel de Oliveira Costa picture
    Israel de Oliveira Costa17/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nada deixa a desejar

    A Relíquia (1887), de Eça de Queirós, narra as aventuras de Teodorico Raposo, cuja vida começa de forma tranquila até a morte de seus pais, que o deixa sob os cuidados de sua tia, Dona Patrocínio. Dona de uma considerável fortuna e profundamente católica, a tia exerce enorme influência sobre o sobrinho, e Teodorico logo se vê preso entre dois mundos: de um lado, o desejo de desfrutar os prazeres mundanos, e de outro, a necessidade de fingir uma devoção religiosa constrangedora para agradá-la. Eça de Queirós constrói a trama com seu característico humor fino, ácido e sagaz, apresentando diversas situações cômicas em que Teodorico se envolve, quase sempre em busca de aventuras amorosas, mas constantemente temendo que sua tia descubra suas traquinagens e o deserde. A narrativa ganha força quando Teodorico decide viajar para Jerusalém, a mando de Dona Patrocínio, com a missão de trazer de lá uma relíquia sagrada. Sua esperança é impressionar a tia e garantir a tão desejada herança. Durante sua viagem à Terra Santa, o leitor é presenteado com uma demonstração magistral do talento de Eça para o realismo fantástico. Teodorico é transportado para o cenário da crucificação de Cristo, onde se torna uma espécie de testemunha dos eventos, desde o julgamento até a ressurreição. Essa passagem da obra é repleta de ponderações históricas e críticas sutis, em que o autor apresenta sua própria visão dos acontecimentos bíblicos. A mudança no tom narrativo lembra obras como O Mestre e Margarida (1967), de Mikhail Bulgákov, e Três Contos (1877), de Gustave Flaubert, que também mesclam história e ficção com maestria. O desfecho é hilário e inesperado, quando Teodorico retorna a Lisboa carregando relíquias sagradas em sua mala, apenas para enfrentar uma reviravolta que encerra a trama de forma brilhante. A Relíquia confirma o lugar de Eça de Queirós entre os maiores autores da literatura mundial, estando à altura de suas obras mais consagradas, como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878), Os Maias (1888) e A Cidade e as Serras (1901). Leitura recomendada para quem aprecia um clássico repleto de ironia, crítica social e toques de fantasia. Nota: 4/5

    26 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 2773
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas4%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

    274 Livros
    719 Seguidores

    José Maria de Eça de Queiroz