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    Claro Escuro - ensaios sobre casamento, divorcio amor, sexo e outros assuntos

    Gustavo Corção

    Agir
    1963
    233 páginas
    7h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    128 avaliações
    Leram177Lendo30Querem277Relendo0Abandonos3Resenhas27
    Favoritos2Desejados277Avaliaram128

    Ensaio sobre a família, casamento, divórcio.

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    Resenhas (27)Ver mais
    Márcio Ricardo  picture
    Márcio Ricardo 26/06/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Até que a morte vos separe.

    Livro dogmático que defende o casamento até que a morte separe os cônjuges. Apesar de concordar com algumas ideias e de poder olhar o assunto por uma pespectiva mais conservadora, o viés é totalmente católico. O autor começa por defender que o homem precisa viver em sociedade. E mais que qualquer outra coisa a família é o bem mais importante do homem, da sociedade e da pátria. Depois passa para a sua defesa contra o divórcio. Eu posso entender as ideias, mesmo que não concorde com elas, mas não tenho paciência quando os argumentos se baseiam em Deus quer isto ou aquilo, os milagres de Jesus aquele outro, porque a Virgem Maria é rainha dos céus e da terra numa pág ( noutra é Maria Madalena ) ou o pecado original. Toma Santo Agostinho como referência máxima e até sugere que tenha sido o maior pensador de todos os tempos. Também passa o livro a desfazer os últimos quatro séculos, a burguesia e o individualismo que chegou com o iluminismo, como se os séculos anteriores fossem melhores. Para quem chama os outros de tolos põe-se muito a jeito. A obra e suas previsões envelheceram mal. Até entendo que quem goste dessas coisas e, tal como o autor sugere, precise de ver a empregada como a mãe de Jesus para ter capacidade de a tratar condignamente, se reveja nessas idéias. Entretanto, esta necessidade de converter os outros à sua fé e às suas regras não seria tão triste se não tentasse enfiar o fato católico a todos. Lamento, é uma roupa que já não me serve. E não voltará a servir.

    27 curtidas

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    4.5 / 128
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas23%
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    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas2%
    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

    29 Livros
    59 Seguidores
    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga