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    O Senhor do Bom Nome (Mitos do Mundo #6) - e outros mitos judaicos

    Ilan Brenman

    Cosacnaify
    2004
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8575033131
    Português Brasileiro
    4
    26 avaliações
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    O autor retoma textos do Talmude, código da religião judaica criado no século V, para abordar algumas passagens da Torá, conjunto de escrituras sagradas que existiriam antes mesmo de o mundo ser criado. Sete rabinos se reúnem para repetir um ritual tão antigo quanto a própria Criação: contar histórias. Surgem, assim, as narrativas da Lua narcisista, que quer ser maior do que o Sol; da dúvida divina sobre onde em Adão sopraria a alma; do Senhor do Bom Nome, fundador do hassidismo, e outros mitos. Partindo de símbolos tradicionais, o artista plástico Sérgio Sister criou desenhos abstratos para as histórias dos rabinos, em tons de ouro, prata e azul.

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    Raphael Bittencourt29/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “O Senhor do Bom Nome” de Ilan Brenman. O ser humano pensante sempre ficou admirado com a realidade que o cerca. Antes de existir a filosofia, o homem explicava o mundo ao seu redor através dos mitos. Os mitos, portanto, são histórias criadas e contadas pelo homem para explicar coisas que, de outra forma, não teriam explicação. A extinta editora Cosac Naify publicou uma coleção de livros chamada de “Mitos do Mundo”. O volume 06 da coleção, a obra aqui em questão, trata dos mitos judaicos. O autor, Ilan Brenman, nasceu em Israel, é doutor pela USP e publicou diversos livros voltados para o público infanto-juvenil. Na introdução da obra, o leitor é inserido brevemente nos costumes judaicos. Explica-se a diferença básica entre Torá – os cinco primeiros livros da bíblia – e Talmude – o código oral da religião judaica – e a prefaciadora contextualiza a importância para o povo judeu da tradição oral e a atividade de contar histórias. A própria bíblia, importa lembrar, foi transmitida oralmente por muitos anos antes de ser colocada no papel. No mais, o autor seleciona e apresenta sete mitos judaicos sobre os mais variados assuntos. Em “o orgulho da Lua”, por exemplo, é explicado por qual motivo o sol é maior e brilha mais que a lua. No “sopro divino”, por sua vez, é contada a ocasião em que Deus inseriu alma no homem de barro, e por ai vai, até a conclusão com a sétima história que dá titulo à obra. “(...) os relatos não eram tomados como mero entretenimento; estavam impregnados da centelha divina”. Por fim, importa mencionar que os mitos são tão importantes e influentes que podem impregnar uma cultura de forma tão profunda a determinar a religião, a ética e a moral de determinada comunidade. E isso atinge, sobretudo, o homem moderno, considerando que temos grande parcela da humanidade que vive atualmente cultuando a santificação do camponês Jesus de Nazaré, o que não deixa de ser, ressalta-se, o maior de todos os mitos judaicos.

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    Ilan Brenman

    Nasceu em Israel em 1973, mas mora no Brasil desde 1979. Psicólogo formado pela PUC de São Paulo, hoje dá cursos e palestras sobre temas como formação de leitores e literatura infantil. Nos últimos dez anos, ficou conhecido também como contador de histórias. Doutor em Educação pela USP já publicou mais de trinta livros (alguns premiados). Um pouco mais sobre Ilan: Ele ainda cursava Psicologia na PUC-SP quando percebeu que sua vida profissional não seria feita de ouvir as histórias dos futuros pacientes. O despertar da paixão pela literatura infantil e juvenil começou em 1992 quando ele ainda trabalhava como estagiário num projeto de educação não-formal e encantava crianças contando histórias. Esta descoberta fez com que ele se apaixonasse pela literatura infantil e juvenil. Remonta desta época suas primeiras criações literárias como o famoso “ O Pó do crescimento” história que virou livro em 2001 pela Ed. Martins Fontes e foi relançado numa edição especial em 2011. Além de suas criações literárias, ao longo de 20 anos, Ilan montou um acervo de cerca de quatro mil livros infantis em sua casa. Em 1997 ingressou no projeto Biblioteca Viva, da Fundação Abrinq, onde trabalhou por 5 anos na formação de educadores em creches, comunidades de risco e assentamentos de terra. Durante este período teve contato com públicos diversos, de crianças portadoras de deficiências a adolescentes hospitalizados. Depois desta experiência continuou circulando pelo pais dando consultoria e assessoria na área de formação do leitor e humanização hospitalar. Ilan fez mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da USP. Seus trabalhos acadêmicos sempre defendem uma literatura infantil e juvenil livre da ideologia do “politicamente correto” e com muito respeito à inteligência e a sensibilidade da criança e do jovem leitor. Seu trabalho acadêmico foi publicado pela editora Aletria em m aio de 2012.( Através da vidraça da escola e A condenação de Emilia ). Desde 1997 Ilan já publicou mais de 50 livros infantis e juvenis. Ganhou inúmeras vezes o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil. Pela mesma Fundação ganhou três prêmios: Melhor livro de reconto 2009, pelas “14 Pérolas da Índia” (Ed”. Binq Book), e Melhor livro-Imagem 2010, pelo” Telefone sem Fio” (Ed Cia da Letrinhas) e Melhor Livro Infantil de 2011 pelo “ O Alvo” ( Ed. Ática) . Seus livros são também presença constante no catálogo brasileiro levado a feira Internacional de Bolonha. Em 2012 seu livro “O Alvo” (Ed. Ática) foi selecionado para o catálogo Withe Ravens (Munich/Alemanha), o que significa fazer parte do melhor que foi publicado no mundo em 2011. Desde 2011 os livros de Ilan ultrapassaram as fronteiras brasileiras e hoje já são publicados na Europa e Ásia.. Atualmente Ilan compartilha suas reflexões sobre educação, cultura e outros vários assuntos em sua coluna mensal na Revista Crescer “Palavrórios e Rabugices” E também percorre o Brasil e o mundo dando palestras e participando de mesas de debate em feiras de livros, escolas, universidades públicas e privadas sobre temas contemporâneos nas áreas de cultura, família, literatura e educação

    135 Livros
    44 Seguidores

    Ilan Brenman