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    A Senhora do Lago (The Witcher #7) - A Saga do Bruxo Geralt de Rívia

    Andrzej Sapkowski

    WMF Martins Fontes
    2020
    564 páginas
    18h 48m
    ISBN-13: 9788546903221
    Português Brasileiro
    4.2
    433 avaliações
    Leram653Lendo33Querem1384Relendo0Abandonos4Resenhas98
    Favoritos38Desejados1384Avaliaram433

    Enquanto Yeneffer permanece prisioneira e Geralt passa o inverno sob o charme de Fringilla, Ciri é projetada em um mundo paralelo ao penetrar na Torre da Andorinha. Agora, sob o domínio do elfo Avallac’h, ela só poderá ser livre se aceitar dar um filho ao rei dos Amieiros. A jovem conseguirá fugir para salvar seus amigos? Cansada de fugir, Ciri percebe que encarar seu destino é a única forma de salvar aqueles que ama. Nesse meio-tempo, a companhia de Geralt finalmente chega ao castelo de Stygga. Para proteger Ciri e Yennefer, o bruxo se vê obrigado a enfrentar mais uma vez o terrível feiticeiro Vilgefortz.

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    Mariane Torres picture
    Mariane Torres09/08/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "Acredito profundamente que o mundo renascerá. Mas não acredito muito que seja melhor." Sinceramente, se alguém vier me perguntando se vale a pena ler The Witcher, eu direi que NÃO VALE. Há muito estresse envolvendo muita problemática, tudo muito mal desenvolvido. Em vários trechos dos livros da saga senti que as transições de perspectivas foram abruptas, não ocorreram de forma harmônica, além de vários acontecimentos desnecessários, que facilmente poderiam ser retirados e nem falta fariam. Esse último então foi repletos de trechos assim, cerca de 300 páginas de pura enrolação. Dos três arcos que narram a jornada dos protagonistas, o único que vale a pena é de Geralt. Ele é carismático e seu arco o mais bem desenvolvido e explorado. Ciri é uma criança com sérios problemas e que foi molestada e abusada a vida toda, pior é ela confundir assédio com afeto, medo com desejo. Yennefer é ambiciosa ao extremo, mesquinha, arrogante e antipática. A criatura é tão escrota que em um momento que deveria agradecer a amiga Triss por ter salvo o seu "amado" Geralt, ela pensou o pior deles. As batalhas que ocorreram na Guerra foram muito mal elaboradas, alguns personagens apenas apareceram feridos ou mortos, sem nem ao menos mostrá-los guerreando. Outra coisa que me incomodou foram que algumas mortes importantes ocorreram e nelas não tiveram nenhuma carga para a narrativa, me dando a impressão que Andrzej queria apenas causar um impacto* com essas mortes, mas fracassou fazendo com que elas tivessem o efeito contrário. "Isso tudo ficou para trás. E diante deles havia tudo." ********Abaixo contém spoiler******** Um final decepcionante para uma saga mediana. Sim, mediana, pois para mim, o único arco que valeu até certo ponto a leitura foi o de Geralt, contudo, senti que sua personalidade mudou completamente neste último livro. De alguém que fez absolutamente de tudo para resgatar Ciri ele cedeu muito fácil ao Imperador Emhyr, que por sinal, revelou-se ser o asqueroso pai dela (já não bastava ter seduzido Pavetta ainda adolescente quando o tarado beirava aos 30 anos, agora queria também ter uma criança com a própria filha). Sabendo disso tudo, Geralt simplesmente o deixou levar quem ele arriscou tudo para proteger, de quebra ele ainda faz um pacto suicid@ com Yennefer. Creio que a única coisa que não mudou na personalidade de Geralt foi ele ceder ao que Yennefer queria, mesmo sendo nitidamente contra. Yennefer foi uma personagem que eu desprezei do início ao fim por sua personalidade egoísta e manipuladora, contudo, achei que ela, como dizia amar Ciri como sua própria filha (mesmo que princípio ela tenha sexualizado o relacionamento paternal de Geralt , vendo Ciri como sua rival ao amor dele, que absurdo, não é?) faria algo para proteger a menina, mas não, ela não moveu nem sequer um dedo para impedir que as feiticeiras do Capítulo obrigassem Cirilla a gerar um filho sem ela querer. A tão orgulhosa e guerreira Yennefer ao que parece só levanta a crista para quem ela julga inferior, como Triss, sozinhas ela deixou bem claro ao agir como uma uma criança de 5 anos (mesmo ela possuindo 90 anos) que Geralt era dela, somente dela. Fiquei com vergonha ao ler essa cena. Qual o sentido de criar uma personagem com uma personalidade tão desprezível e egoísta? Tudo o que aconteceu com ela nos últimos livros foi somente consequência dos seus próprios atos egoístas e manipuladores por anos e por isso não consegui sentir de fato pena dela. Talvez o erro de Andrzej tenha sido não humanizá-la. Um ótimo ponto para fazer isso seria ter dado um destaque à Batalha do Monte Sodden, cujo foi somente citado. Enquanto Yennefer era torturada, ali ela poderia ter tido alucinações do Monte Sodden, seria interessante ver esse lado dela. Contudo, devo ressaltar que Andrzej pecou em mais alguns pontos, entre eles a falta de desenvolvimento e destaque nas batalhas durante a Guerra: Coën simplesmente apareceu morto, Jarre perdeu a mão em uma batalha. Os bruxos não apareceram nenhuma outra vez, mesmo eu sabendo que eles não costumam se envolver com isso, senti falta, ainda mais depois de ter insinuado livros atrás que Eskel poderia ter algo com Triss. A mãe de Geralt poderia ter participado nas batalhas como feiticeira curandeira, mas foi outra personagem que apareceu só em um momento para ser esquecida no limbo da falta de desenvolvimento do autor. Sobre os desfechos de Cahir, Maria e Angoulême eu esperava mais. Suas mortes foram banais e apressada, me deu a impressão que Andrzej queria apenas eliminá-los, queria fazer uma chacina. Gostava deles, entretanto, devo admitir que não me importo deles terem morrido, mas sim a forma que aconteceu, queria que tivessem tido mais impacto na história, e não que tivesse sido como foi: mortes de forma banais, levianas. Para finalizar, eu ainda não sei exatamente se Geralt morreu ou se ele foi para outra dimensão com Yennefer. Eu tenho que salientar que odeio livros com finais em abertos. Eu não gosto de deixar o final à mercê da minha imaginação, para mim, denota que o autor não teve um pingo de imaginação para finalizar a estória que criou, e por isso deixou sem conclusão. Por fim, como já citei, a estória em si tinha potencial, mas foi muito mal executado, em vários momentos senti que Andrzej colou vários textos sem revisar se faria algum sentido ali, acrescentou várias outras coisas para enrolar e deu destaque a tantas outras desnecessárias e tratou assuntos sérios de forma imprudente (abusos, por exemplo). Não é uma saga que eu recomendaria, ela foi mais de baixos do que de altos, muita coisa me incomodou, como a constante falta de tato ao abordar abusos me incomodou, a escrita desleixada do autor e o destaque em trechos desnecessários, um sinal claro de embromação para alongar o livro. Andrzej é um autor que não ganhará nem mais 1 minuto do meu tempo (que já anda precário) de leitura.

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    Andrzej Sapkowski

    Andrzej Sapkowski (em polonês: ˈandʐɛj sapˈkɔfskʲi) é um escritor polonês de fantasia nascido no dia 21 de junho de 1948 em Łódź, sendo mais conhecido pela sua série de contos e romances bem sucedidos intitulada Wiedźmin (em português: A Saga do Bruxo Geralt de Rívia). Em 2012, o ministro da Cultura e do Patrimônio Nacional da Polônia Bogdan Zdrojewski concedeu-lhe a medalha de prata Gloria Artis. Formando em economia, iniciou sua carreira literária no posto de tradutor, realizando para a revista mensal polonesa Fantastyka a tradução do conto The words of Guru, de Cyril Kornbluch, um renomado escritor americano de ficção científica. No entanto, a sua fama foi obtida com a série de contos e romances Wiedźmin, publicada originalmente em sete livros. Sapkowski atualmente vive em Łódź, cidade da Polônia onde nasceu e da qual é cidadão honorário desde 9 de julho de 2008. Quando foi economista, trabalhou com o comércio exterior de peles, na empresa Skórimpex. É casado e tem um filho. (Fonte: Wikipédia)

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    Andrzej Sapkowski