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    O Nascimento da Tragédia - ou Os Gregos e o Pessimismo

    Friedrich Nietzsche

    Companhia de Bolso
    2020
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788535933093
    Português Brasileiro
    4.2
    87 avaliações
    Leram149Lendo35Querem310Relendo0Abandonos7Resenhas16
    Favoritos7Desejados310Avaliaram87

    Primeiro livro de um dos maiores filósofos do século XIX, O Nascimento da Tragédia despertou polêmica pela ousadia da abordagem e pela militância estética em favor de Wagner, mas se tornou uma das obras mais influentes do século XX. A Companhia das Letras o lança agora numa nova tradução, assinada por Paulo César de Souza. Publicado no início de 1872, em meio a controvérsias, O Nascimento da Tragédia teve grande influência nos estudos sobre a Antiguidade, na filosofia e nas artes do nosso tempo. Estimulado pela metafísica de Schopenhauer e pelas concepções e composições de Richard Wagner, Nietzsche distingue duas correntes na cultura grega, a apolínea e a dionisíaca, e discute a natureza da cultura em geral, a relação entre arte, sofrimento e conhecimento, e as precondições para o ressurgimento da grande arte trágica, que traria consigo a renovação do mundo. A nova edição vem acompanhada do texto Verdade e mentira no sentido extramoral, de 1873, que prenuncia a crítica da razão e da linguagem que Nietzsche desenvolveria em obras da maturidade, e conta com posfácio de André Luís Mota Itaparica.

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    Márcio Ricardo  picture
    Márcio Ricardo 07/05/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Legado do mundo grego

    A Origem da Tragédia (1872): Nietzsche inaugura sua filosofia propondo que a arte grega suprema nasceu do equilíbrio entre o apolíneo (ordem, sonho, beleza) e o dionisíaco (embriaguez, caos, música). Ele argumenta que a tragédia, ao abraçar o sofrimento dionisíaco e dar-lhe forma apolínea, permite a afirmação da vida, contrapondo-se ao racionalismo socrático e ao pessimismo cristão. Não é uma obra fácil. Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extramoral (1873): Um ensaio genial e subversivo que desmascara a "verdade" como uma convenção social e uma ilusão necessária. Nietzsche argumenta que o intelecto humano constrói metáforas e conceitos, esquecendo que são ficções, para sobreviver; logo, a verdade é apenas um exército de metáforas desgastadas. É um pequeno ensaio contido nesta edição. Adorei. No posfácio, André Itaparica explica e contextualiza a obra de Nietzsche, destacando como acertos a antecipação de temas maduros, como o perspectivismo. Ele aponta como erros as interpretações históricas dos pré-socráticos e a dependência excessiva das ideias de Schopenhauer e Wagner.

    18 curtidas

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    4.2 / 87
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    Friedrich Wilhelm Nietzsche

    Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha numa cidade conhecida por Röcken. A sua família era luterana e o seu destino era ser pastor como seu pai. Nietzsche perde a fé durante a adolescência, e os estudos de filologia combatem com o que aprendeu sobre teológia: Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a sua vocação filosófica cresce. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia. Durante dez anos desenvolveu a sua filosófia em contacto com pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, N

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    Friedrich Wilhelm Nietzsche