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    A Relíquia

    Eça de Queiroz, Douglas Tufano

    Moderna
    2017
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788516107260
    Português Brasileiro
    3.2
    15 avaliações
    Leram22Lendo1Querem8Relendo0Abandonos1Resenhas5
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    Resenhas (5)Ver mais
    Patrícia Vieira picture
    Patrícia Vieira05/08/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Leitura que vai do divertido ao enfadonho.

    Um livro que pode facilmente ser abandonado no meio da leitura. Decidi dar uma chance e terminar de ler dessa vez, já que na adolescência eu tentei mas não consegui. A Relíquia é um romance do século XIX e fez parte do movimento literário realista, com isso, é possível perceber diversas críticas à hipocrisia da moralidade. O romance começa com bastante humor, mas chega um momento em que a leitura se torna enfadonha devido a descrição minuciosa de detalhes em diversos momentos, na tentativa do autor em criar uma impressão da realidade, outra característica do realismo. Na última parte a leitura volta a ficar interessante e divertida, pois essa carga descritiva se abranda e a leitura flui muito mais. Um outro ponto importante a destacar é o fato dessa edição da Editora Moderna ser comentada à margem do texto integral, explicando expressões e palavras usadas naquela época. Apesar de ter me divertido em muitos momentos e dos personagens serem muito bem construídos, não consigo dar mais de 3 estrelas pelo fato da parte enfadonha ter prevalecido na maior parte da leitura.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 15
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas13%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz