Apuama é a segunda parte de uma duologia que fala sobre uma mulher branca vivendo entre os indígenas. Na primeira parte, é mostrado os descobrimentos e o relacionamento entre Anita e Pytuna e, a vivência na tribo. Já nessa segunda parte, não vemos necessariamente uma continuação, como na maioria dos livros. Apuama é basicamente um complemento finalizando o que não foi finalizado na primeira parte, como se fosse um depois do felizes para sempre.
Citei na resenha do primeiro livro que gostaria que uns assuntos fossem tratados, e fiquei extremamente feliz quando eles se desenrolaram na narrativa. A personagem LGBT que tem foi desenvolvida no enredo e — felizmente — ganhou muito destaque nessa parte.
Também teve cenas de hot nesse livro, e fiquei bem satisfeita pelo detalhamento a mais. Teve finalmente um momento transmitindo as emoções dos envolvidos e como estavam saciados com aquilo, mostrando as emoções e o prazer que sentiam, ao invés de ser colocado um "se amaram bastante". Gostei bastante disto.
Uma coisa que me chamou bastante atenção foi a história do Jacamin. Nessa segunda parte, temos um capítulo inteiro contando a história dele, e todo o trajeto que fez antes de ser tornar pajé. Começamos a entender a forma como o passado maldou o seu coração, o que também ajuda bastante a entender como ele se tornou o que é hoje. Sinceramente, eu gostei bem mais da história do pajé do que da principal.
Não achei pontos baixos significantes na leitura. No geral foi fácil e divertido de ler mas, não foi aquela foi coisa toda que te deixa emocionada ou surpresa. Na minha opinião, foi um livro normal, do tipo que você lê sem dificuldade mas não sente necessidade de ler até acabar.
"Ele disse palavras que me lembram você. Ele disse que “é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado”. O nome desse poeta era Alfred Tennyson. Leia os poemas dele um dia, Jacamim. E se lembre de mim."