Osman Lins segue a trilha de inovações formais de Nove, novena (1966) e Avalovara (1973) nesta que foi a última obra de ficção do autor. Nele, "um obscuro professor secundário" de biologia tenta, dia após dia, interpretar o único romance escrito por sua falecida amante, Julia Marquezim Enone, chamado A Rainha dos Cárceres da Grécia. Durante a leitura, a voz do professor se mistura com a de sua musa, e ambas se dissolvem na trajetória da personagem-narradora criada por Julia, a delirante Maria de França, que empreende uma jornada kafkiana pelos labirintos do INPS em busca da aprovação de sua aposentadoria por invalidez. Ao desvendar as desventuras e delírios de Maria de França, o professor contamina a narrativa com suas lembranças. A leitura do livro dentro do livro torna-se uma forma de o professor entender as suas angústias e as de sua amada. Através da memória, as histórias e seus relatos transcendem o tempo, num grande exercício de experimentação da escrita.
A rainha dos cárceres da Grécia -
Osman Lins
Melhoramentos
1976
220 páginas
7h 20m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Resenhas (4)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
4.1 / 80- 5 estrelas41%
- 4 estrelas33%
- 3 estrelas20%
- 2 estrelas3%
- 1 estrelas4%


