Vidas Secas -

    Graciliano Ramos

    Record
    2008
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788501085290
    Português Brasileiro

    Para celebrar os 70 anos de um dos mais importantes romances brasileiros, a Editora Record prepara uma edição mais do que especial do livro. Além do texto integral, esta edição contará com fotografias do renomado fotógrafo Evandro Teixeira, produzidas especialmente para este projeto. Durante dez dias, ele percorreu o sertão Nordestino, trilhando os caminhos de Graciliano Ramos e de seus personagens mais famosos. Capa Dura EDIÇÃO ESPECIAL 70 ANOS

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    Jônathas  Rafael Camacho picture
    Jônathas Rafael Camacho03/03/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Que livro...

    Graciliano me impressionou com este livro. Seu modo seco de descrever a vida árida desses nordestinos, abusando de "expressões sertanejas" para mim, é o que torna este livro realmente brasileiro. O livro nos conta a estória, fictícia não sei até que ponto, de uma família nuclear formada por personagens singulares que vive fugindo da seca do sertão e sonhando com uma vida melhor, uma vida grande. Fabiano é um pai rude, que passa a vida consertando cercas e domando animais; sinhá Vitória é a mãe dona de casa que cuida dos filhos, faz contas com sementes e sonha com uma cama de couro igual a do seu Tomás da boladeira; o menino mais novo admira o pai e as vezes tenta ser como ele; o menino mais velho admira a cachorra, que muitas vezes age como gente, diferentemente de seu pai; Baleia, a cachorra, é, para mim, o personagem mais emblemático da estória. O autor confere a ela características psicológicas e afetivas mais humanas que as dos outros personagens, basta ver que ela tem nome, os filhos não. A leitura desta obra não foi para mim apenas parte de um hobbie. Em algumas páginas me sentia como um sertanejo de "alpercatas" ao lado de Fabiano, lamentando pela vida seca e me perguntando juntamente com ele: Por que não haveríamos de ser gente? Como muitos já disseram antes, "não há como ler este livro sem sentir sede". Eu concordo. Me ví sedento muitas e muitas vezes durante estas páginas. Mas aí eu pergunto: Sedento de quê? De vida, com certeza.

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