Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores159
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O manual dos inquisidores -

    António Lobo Antunes

    Rocco
    1998
    379 páginas
    12h 38m
    ISBN-10: 8532508030
    Português
    4.4
    32 avaliações
    Leram65Lendo4Querem83Relendo1Abandonos6Resenhas3
    Favoritos3Desejados83Avaliaram32

    A saga de uma família portuguesa, do impacto do salazarismo à Revolução dos Cravos, e o ponto de partida deste livro de António Lobo Antunes que o confirma como um dos grandes nomes da literatura lusitana atual. Autor que não sacrifica seus romances à pirueta, à metáfora, Lobo Antunes mostra, ao narrar a decadência social, financeira e moral de seus protagonistas, a solidez de um trabalho que não hesita em se propor desafios. É assim que acompanhamos, deliciados, o uso magistral da polifonia, a mistura de presente e passado, e os diálogos não-lineares, entre narrador e personagens, bem como o permanentemente esticado fio de tensão que perpassa toda a obra.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    CLAUDIUS FERNANDES picture
    CLAUDIUS FERNANDES10/06/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A inquisição de personas

    A prosa contemporânea portuguesa de António Lobo Antunes, desde seu primeiro romance, Memória de elefante (1979), revela atributos de uma escritura consciente e austera, tanto na tradição quanto nas inovações. Após dois anos como médico na guerra de Angola, Lobo Antunes, retorna a Portugal e segue a carreira psiquiátrica publicando artigos sobre Bocage, Antero de Quental e Lewis Carroll,expedições em busca de compreensão psicológica da sublimação artística. O romance O manual dos inquisidores é o décimo primeiro do escritor português, publicado em 1996, foi traduzido para diversos idiomas e tem alcançado grande sucesso. Recebeu por este livro o prêmio Melhor Livro Estrangeiro publicado na França, (1997) e o prêmio Tradução Portugal/Frankfurt (1997). A narrativa usa a trajetória decadente de um influente ministro e de sua família durante a ditadura salazarista e dos que os cercam para problematizar as relações humanas. Os romances antunianos se voltam sempre para personagens de cariz psicológico que, de modo frio e sombrio, manifestam seus estados negativos, perdas e desolações por meio da agressividademetafórica. A escrita de António Lobo Antunes é densa e labiríntica, o insólito está sempre presente, tentando liberar o ser das coisas.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 32
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    António Lobo Antunes profile picture

    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

    47 Livros
    78 Seguidores

    António Lobo Antunes