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    A Vitória de Orwell -

    Christopher Hitchens

    Companhia das Letras
    2010
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8535916954
    Português Brasileiro
    3.9
    43 avaliações
    Leram71Lendo4Querem204Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos3Desejados204Avaliaram43

    Em 'A vitória de Orwell', Christopher Hitchens se dedica à desconstrução das mitologias montadas em torno da vida e da obra deste autor. Visões à esquerda e à direita, bem como interpretações psicanalíticas e sociológicas, são confrontadas com documentação biográfica. Os textos publicados ao longo da sua carreira de pensador e literato militante são revisitados por Hitchens em cotejo com as cartas e diários do autor, no intuito de estabelecer um roteiro crítico para a compreensão do pensamento orwelliano.

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    Anica Bitten11/08/2010Resenhou um livro
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    A vitória de Orwell (Christopher Hitchens)

    Sempre que penso em escritores cuja biografia renderiam por si só um romance, lembro de uma frase de Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray, que dizia “Um grande poeta é a menos poética de todas as criaturas. Parece que escreve a poesia que não consegue viver, enquanto poetas inferiores vivem a poesia que não conseguem escrever“. Óbvio, lembro da frase porque Wilde mesmo provou que o raciocínio não estava sempre certo – e a realidade é que eu me surpreendo muito com a quantidade de vezes que algum grande escritor parece contrariá-lo. Veja só o caso de George Orwell. Tomando apenas os trabalhos mais conhecidos, como 1984 e Revolução dos Bichos, é indiscutível a importância desse escritor para a literatura do século XX. E se ao bater os olhos nas fotos de Eric Arthur Blair (nome de batismo do autor) você pensa que era só um tiozinho que escrevia umas boas histórias entre uma xícara de chá e outra, temos A vitória de Orwell (de Christopher Hitchens) para mostrar o contrário.Com tradução lançada no mês passado pela Companhia das Letras, é importante frisar que não se trata de uma biografia de Orwell, pelo menos não se considerarmos a ideia formal que se tem desse tipo de livro. O que Hitchens faz é dissecar vida e obra de Orwell nos mínimos detalhes para mostrar que o inglês era uma figura complexa o suficiente para estar além de qualquer rótulo que possam querer usar para falar sobre ele. E a questão é que Hitchens em muito já toma que o leitor interessado em conhecer um ponto de vista mais aprofundado sobre, por exemplo, posicionamento político de Orwell, provavelmente já sabe um pouco mais sobre a vida do escritor. A fase que Orwell passa na miséria, por exemplo, é comentada no capítulo sobre Orwell e a Esquerda quase que apenas passando a referência sobre em qual obra encontrar mais informações sobre esse período (no caso, Na pior em Paris e Londres). Não espere relatos detalhados de momentos como esse, porque a preocupação de Hitchens é sobretudo destruir certas imagens criadas e perpetuadas que não fazem justiça alguma a Orwell. E quando uso o termo “destruir”, é porque ele não tem muitas papas na língua ao contra-argumentar, chegando a citar nomes e trechos do que certas pessoas já falaram sobre o escritor para então expor sua opinião (algumas vezes até bem ácida) sobre o que citou. Por causa dessa “briga” comprada por Hitchens, talvez os melhores capítulos sejam justamente os sobre posicionamento político de Orwell (direita e esquerda). Aliás, o terceiro capítulo (Orwell e a direita) traz uma ótima passagem com opiniões do autor sobre a Guerra Fria, trazendo inclusive uma informação que eu desconhecia: que o termo tão utilizado por todos foi inventado pelo escritor. E apesar de não ser uma biografia propriamente dita, é impressionante como mesmo menções breves à vida de Orwell mostram tanto sobre ele. Desde os tempos na Birmânia, a amizade (e separação) com o poeta W. H. Auden, a guerra civil espanhola… Tanto do que ele viu acaba deixando claro que uma obra como 1984 permanece atual até os dias de hoje não por acaso. O que Hitchens enfatiza da melhor forma possível sobre a vida que Orwell levou e tudo o que produziu, fica evidente na passagem que conclui o livro: "(…)Mas três coisas ele ilustra, em seu comprometimento com a língua e com a verdade: “opiniões” não contam de fato; o que importa não é o que você pensa, mas como pensa; a política é relativamente desimportante, enquanto princípios, assim como os poucos indivíduos irredutíveis que se mantêm leais a eles, costumam perdurar." Leitura recomendada para qualquer um que queira ir um pouco além da obra, conhecendo um pouco mais do autor. E principalmente para quem quer ter a certeza de que pelo menos no caso de George Orwell, a personagem de Oscar Wilde em O Retrato de Dorian Gray não poderia estar mais errada no que diz sobre a vida dos grandes escritores.

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    Christopher Eric Hitchens profile picture

    Christopher Eric Hitchens

    É um autor americano, Inglês e jornalista . Seus livros, ensaios e carreira jornalística que dura mais de quatro décadas, tornando-se um público intelectual. Como um observador político, polemista e auto-definido radical com um conhecimento histórico astuto, Hitchens alcançou proeminência como um acessório da esquerda de ambas as publicações nativas seu Reino Unido e Estados Unidos. Hitchens é um ateu e tem sido identificado como um expoente do " novo ateísmo "movimento. Ele e colegas de alto perfil ateus contemporâneos Richard Dawkins , Sam Harris e Daniel Dennett tem sido muitas vezes referido como um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Hitchens é conhecido por sua grande admiração por George Orwell, Thomas Paine, e Thomas Jefferson, e também por suas fortes críticas a Madre Teresa de Calcutá. Morreu devido a câncer em 2011.

    14 Livros
    131 Seguidores
    Hamspshire, Inglaterra

    Christopher Eric Hitchens