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    Senso Comum - Os Direitos do Homem e Dissertações Sobre os Primeiros Princípios de Governo

    Thomas Paine

    L&PM Pocket
    2009
    348 páginas
    11h 36m
    ISBN-14: 978852543648-1
    Português Brasileiro
    4
    85 avaliações
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    Reunidos em um só volume, essas obras revelam um dos primeiros defensores da democracia e do liberalismo como os conhecemos hoje. Quando ninguém ousava duvidar da monarquia como forma de governo, ele lançou Senso comum, em 1776. O panfleto, publicado de forma anônima, causou um estardalhaço junto ao público: Paine conclamava a população das colônias americanas a se unirem contra a dominação britânica e assim dar início à Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783). Com Os direitos do homem (publicado em duas partes em 1791 e 1792), Paine se tornou um dos maiores intérpretes da Revolução Francesa, além de apresentar uma visão inédita sobre um plano de governo republicano, que previa uma socie­dade igualitária.

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    Waldir Figueiredo Reccanello picture
    Waldir Figueiredo Reccanello08/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Publicado em janeiro de 1776 durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1781) , "Senso Comum" foi - e ainda é - um dos mais bem-sucedidos panfletos políticos da história, um libelo repleto de argumentos poderosos, persuasivos e veementes contra a monarquia hereditária e a favor da independência das 13 Colônias. No intuito de convencer o leitor da importância de assumir sua parcela de responsabilidade, o livro oferecia duas alternativas ao povo americano: continuidade e submissão a um monarca tirânico, ou liberdade e felicidade em uma nova república independente. Em suas poucas, mas densas, páginas - o original tinha cerca de 70 folhas - ele destrói todos os possíveis entendimentos que poderiam sustentar uma possível, mas indesejada, reconciliação com a Inglaterra. Porquanto a virtude não seja perpétua (e muito menos hereditária), e supondo de início que todos os homens são originalmente iguais, Paine demonstra a total ausência de razoabilidade de alguém, por mero nascimento e para todo o sempre, clamar para si e sua família o direito de se colocar acima e em preferência de todos as outras pessoas. Em seu fim, a obra busca transmitir ao leitor a convicção de que está em seu poder recomeçar a história do mundo, e sua conclusão é irresistível: “O sol nunca brilhou sobre uma causa de maior valor. Não se trata de um assunto que concerne a uma cidade, a um país, a uma província ou a um reino – mas sim a um continente. Esta não é uma questão de um dia, de um ano, ou de uma era; a posteridade está de fato envolvida nesta contenda, e será mais ou menos afetada, mesmo até o final dos tempos, pelo que ocorre nesse momento“. === Obtendo imenso sucesso (segundo consta, foi reimpresso vinte e cinco vezes apenas no primeiro ano, com vendas ultrapassando os cento e cinquenta mil exemplares - em uma população não maior que 2,5 milhões de habitantes), o texto e seu espírito argumentativo encontraram ressonância na própria Declaração de Independência norte-americana, tornando-se o motor da época e despertando nos colonos as ganas necessárias para desencadear a primeira ação anticolonial bem-sucedida da história moderna. === Diante de seu inegável valor pessoal e do mérito de sua obra no sentido de estimular os combatentes da Independência dos Estados Unidos, os americanos quiseram perpetuar sua memória com sucessivas reedições de "Senso Comum", porém o espírito do autor, pendente mais para o liberalismo social tão caro aos franceses, terminaria mais identificado com a Revolução Francesa que com a Revolução Americana.

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