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    O Livro do Cesário Verde -

    Cesário Verde

    L&PM Pocket
    2003
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788525412348
    Português Brasileiro
    3.7
    137 avaliações
    Leram222Lendo11Querem73Relendo0Abandonos2Resenhas8
    Favoritos7Desejados73Avaliaram137

    Cesário Verde (1855-1886) é um desses artistas que se localizam no entroncamento entre várias escolas estéticas, jamais se identificando integralmente com uma ou outra, mas forjando uma obra versátil e de facetas múltiplas. Considerado parnasiano por uns, correspondente português do poeta francês Baudelaire por outros, tratando de temas da predileção dos realistas, Cesário levou uma vida digna de escritor romântico; nasceu em Lisboa, filho de um comerciante, e freqüentou a Universidade de Coimbra por pouco tempo. Começou sua carreira literária com a publicação de alguns de seus poemas em periódicos portugueses, quando sentiu os primeiros sintomas de tuberculose. Seus poemas, que tratam da vida de Lisboa e da vida agrícola dos arredores da capital portuguesa, foram desprezados pela crítica da época. Morreu na cidade natal, em decorrência do chamado mal-do-século. No ano seguinte à sua morte, Silva Pinto, amigo de Cesário Verde, reuniu e publicou a sua obra, esparsa, densa e vigorosa, sob o título de O livro de Cesário Verde .

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    Maria Carolina19/04/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Versos que marcam

    Para mim é inprescindível que um poeta saiba os dois lados da moeda. Mostrar o belo, o amor, as coisas boas e por outro lado não agir com indiferença sobre o mundo. Saber denunciar as injuntiças e expor a sociedade da maneira como ela é, sem maquiar nada, tudo isso Cesário Verde faz. Encontramos num mesmo poema um verso sobre como esse mundo está, como as pessoas vivem numa miséria e muitos nem se importam, noutro, vê-se a exaltação (ou não) da mulher bela. O amor, tratado de forma tão pura associado à natureza, até dá vontade de ter um amor assim. (kkk) Teve uma vida tão breve, mas continua vivo (como pode?) a cada vez que uma leitura sobre seus poemas nos levam à reflexão. E assim percebemos que certas coisas não mudam. Certos problemas na humanidade, certos modos de viver, certos sentimentos... O mundo continuará tão belo e tão rústico quanto foi na época em que Cesário escreveu seus doces poemas.

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    • 1 estrelas3%
    José Joaquim Cesário Verde profile picture

    José Joaquim Cesário Verde

    Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de sua mulher Maria da Piedade David dos Santos, aos 18 anos de idade Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras, mas apenas o frequentou alguns meses. Ali conheceu Silva Pinto, que ficou seu amigo para o resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesias publicadas em jornais, destacando-se o semanário Branco e Negro [1] (1896-1898) e as revistas O Occidente [2] (1878-1915), Renascença [3] (1878-1879?) e no periódico no periódico O Azeitonense [4] (1919-1920), e as actividades de comerciante herdadas do pai. Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884). Tenta curar-se da tuberculose mas, sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação das suas poesias publicada em 1901. Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua na Penha de França.[5] No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.

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    José Joaquim Cesário Verde