Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores28
    • Similares6
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Um Jardim de Delícias -

    Joyce Carol Oates

    Rocco
    1986
    467 páginas
    15h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.4
    8 avaliações
    Leram10Lendo0Querem17Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados17Avaliaram8

    Romance de estréia de uma das autoras americanas mais importantes do nosso tempo, "Um JARDIM de delícias" foi escrito quando Joyce Carol OATES tinha apenas 15 anos de idade. O romance foi considerado, quando de sua publicação, em 1968, um estudo doamor frustrado e sobre as várias facetas da violência. Matéria favorita dessa americana, a violência - implícita ou manifesta - perpassa constantemente a vida de Clara, personagem principal do livro. Sua existência é influenciada por quatro homens: Carleton, seu pai, um trabalhador itinerante; Lowry, com quem Clara foge aos 14 anos e de quem tem um filho; um homem bem mais velho de quem se torna amante; e Swan, o filho, vítima de sua extrema possessividade.

    Similares (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Laura Maria Vieira Pereira picture
    Laura Maria Vieira Pereira19/07/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Com uma inegável habilidade com as palavras, JCO usa as suas histórias para fascinar, atiçar e...por que não?... assombrar o leitor o tempo inteiro :p Suas tramas são altamente provocadoras, pois nada é exatamente como em princípio se mostra. Ela nos conta histórias e mais histórias e, creio, o faz com uma astúcia que encontrei em poucos autores. Nunca a ideia de que “o diabo mora nos detalhes” ficou tão evidente quanto no momento em que entrei em contato com a obra desse gênio literário da contemporaneidade (lugar comum, eu sei, mas EXATO). Não há mocinhos ou bandidos nas histórias da JCO. Se você leu e conseguiu “classificar” de forma sistemática e ordenada cada personagem, esqueça. Não há anjos ou demônios: são todos humanos, cruel e fatalmente humanos, dolorosa e impiedosamente humanos. Os homens, claro, quase sempre são os sujeitos ativos da violência (ou vai jurar que na “vida como ela é” não é assim? Rá!); no entanto, JCO, gloriosamente, nada tem de maniqueísta, aleluia! Esses mesmos homens não são pura e simplesmente predadores mas, cativos da mesma violência que propagam, inevitavelmente presas, envoltos em uma ciranda de horror que faz da vítima o carrasco e vice-versa. Neste aspecto, pode-se dizer que JCO representa bem aquilo que Faulkner dizia “amar a humanidade inteira”(como só os grandes conseguem). Stop! Até aqui, o copia e cola funcionou bem, pois usaria as mesmas palavras para iniciar as minhas observações acerca de todas as obras lidas da autora até o momento (qualquer semelhança com o início da resenha de “Minha vida de rata” não é mera coincidência :P). Bem, especificamente quanto à obra em questão, a primeira pergunta é? QUEM É CLARA? Alguém conseguiu descobrir? Pois é. Nem eu. Assim como todas as heroínas de JCO, Clara é um enigma até para si mesma (Hazel Jones, é você?). Pode ser a mãe que precisou mentir, fingir e manipular para “oferecer um futuro digno” ao filho (não julgueis. Se em qualquer época uma mulher criando um filho sozinha seria difícil, imagine no cenário estadunidense pós 1929, sendo quase uma criança, abandonada pelo “Príncipe Encantado”). A mulher que, inconformada com o abandono, fez um pacto de sobrevivência com a própria tragédia.Ou alguém usando as armas que possuía em meio à miséria. E, novamente, uma pausa! Como eu amo a maneira astuciosa de JCO em esfregar-nos o patético complexo de Cinderela que ainda ronda muitas de nós. As heroínas que imortalizou estão (em princípio, que fique claro!) sempre ansiando pela “salvação” materializada pelo amor de um homem (que triste, hein, Violet? :P)...ou alguém não se lembrou de imediato da figura do Tignor (pobre Rebecca-Hazel) ao deparar-se com Lowry (embora, verdade seja dita, este fosse menos cruel e desonesto, mas...será mesmo?) Não obstante, evidentemente, a “menina mᔠnão permita que suas heroínas se prendam eternamente ao mito do amor romântico e, oh, glória, desde cedo se descobrem sozinhas, terrivelmente sozinhas, “obrigadas” a fazer da solidão a própria força ( a mesma força que permite com que sobrevivam a despeito dos homens que cruzam, cruzaram ou cruzarão os caminhos que tiverem que percorrer para não sucumbirem à tragédia que é já nascer condenada ao escárnio, à dor, à incompreensão). (E, remontando a Lowry, curioso pensar que aquele a quem Clara se entregará contava somente vinte e poucos anos. Carregando e, tempos depois, abandonando a nossa heroína, tive a impressão de estar lendo sobre um homem muito mais velho. E, no entanto, era somente um jovem com angústias tão suas quanto as da nossa heroína. Este mesmo homem que condenará o “filho” ao sentenciar: - Eu vejo na sua cara um mundo de coisas que você ainda vai matar, ferir,estraçalhar). Assim como o inesquecível Joe Christmas, imortalizado pelo prodigioso Faulkner, o nosso querido Swan já nascera condenado. (Sim, afeiçoei-me ao nosso homicida com a mesma ternura dedicada ao pequeno Zach, aquele por quem “a filha do coveiro” ressignificará toda a sua existência.) Quanto a Revere, outro dos homens da vida da nossa inescrutável protagonista, o que poderíamos dizer? Um homem mais velho e casado apaixonado por um mocinha linda e adorável. Um baita clichê, não é? Mas não nos curvemos às fáceis classificações.Poderia ser alguém melancólico que, assim como muitos de nós, só queria ser tocado pela “chama do amor” (patético, eu sei), sentimento este que, ao contrário de tudo o mais que o nosso senhor estava acostumado, não é possível ser adquirido somente pela força do dinheiro. Diante de tudo, só me ficou um questionamento ao final: quem será capaz de dizer aonde o algoz se torna se vítima e vice-versa? Pois é. Se você é do tipo que curte ideias simplistas, reducionistas, maniqueístas etc etc etc...por favor, não leia JCO :P Talvez JCO tenha apenas compreendido como Emerson: “As ações dos homens são demasiado fortes. Mostrem-me um homem que não tenha sido vítima das suas próprias ações.” O resto você descobrirá lendo o livro. E, assim como ocorreu comigo, espero que seja apenas o início de uma longa e duradoura história de admiração e cumplicidade literária com uma das mais fascinantes autoras dos séculos XX e XXI. E que venha o Nobel (e, caso não venha, será apenas mais uma entre dezenas de autoras brilhantes que a academia sueca não teve a sensatez de premiar :P).

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 8
    • 5 estrelas63%
    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Joyce Carol Oates profile picture

    Joyce Carol Oates

    Joyce Carol Oates, também conhecida como "JCO" (nasceu dia 16 de junho de 1938), é uma escritora americana. É autora de algumas das obras de literatura mais significativas da atualidade. Agraciada com os prêmios norte-americanos National Book Award e o The Pen/Malamud Award for Excelllence in Shoort Fiction, é membro da Academia Americana de Artes e Letras e titular de cátedra na Universidade de Princeton, Nova Jersey, onde leciona desde 1978.

    149 Livros
    73 Seguidores
    New York, Estados Unidos

    Joyce Carol Oates