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    A Força da Idade -

    Simone de Beauvoir

    Nova Fronteira
    1984
    603 páginas
    20h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    91 avaliações
    Leram173Lendo55Querem713Relendo2Abandonos14Resenhas6
    Favoritos0Desejados713Avaliaram91

    A força da idade é mais um volume dedicado por Simone de Beauvoir, uma das maiores personalidades da literatura francesa, a suas memórias. Compreendendo o período entre 1929 e 1944, retrata fatos e personagens marcantes de sua vida: os anos decisivos da sua formação literária, filosófica e política, o apogeu do existencialismo, o exercício do magistério, as vigens, as amizades, a paixão pelas novas idéias, o convívio com Jean-Paul Sartre e seu fascínio, a guerra, a ocupação alemã e a libertação. Em A força da idade, Simone de Beauvoir aguça outra vez sua consciência crítica num testemunho essencial a todos aqueles que queiram conhecer melhor as grandezas e as misérias de nosso tempo.

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    Resenhas (6)Ver mais
    martina jung picture
    martina jung30/10/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Abstratos emocionais

    Admirada pelas paisagens que presenciou durante a juventude na Europa, Simone de Beauvoir descreve as suas lembranças com bastante detalhamento, permitindo que cada parágrafo de seus livros seja vivido com a mesma profundidade que sentiram aqueles que estavam presentes nas suas aventuras. Essa visão romântica de Beauvoir me encanta de vários modos. Dentre as tantas passagens interessantes encontradas na obra “A Força da Idade”, da escritora, esta, que segue, é a minha favorita: “O mundo não cessava de nos contar histórias que não cansávamos de ouvir. Não tínhamos exatamente a mesma maneira de nos interessar por elas. Eu me perdia em minhas admirações e minhas alegrias. (…) Sartre conservava seu sangue frio e tentava traduzir verbalmente o que via. Certa tarde contemplávamos do alto de Saint-Cloud uma grande paisagem de árvores e água; exaltei-me e censurei Sartre por sua indiferença: ele falava do rio e das florestas muito melhor do que eu, mas não sentia nada. Defendeu-se. O que significa ao certo sentir? Não se entregava às batidas do coração, aos frêmitos, às vertigens, a todos esses movimentos desordenados do corpo que paralisam a linguagem; extinguem-se e nada fica; dava mais valor ao que chamava os “abstratos emocionais”: a significação de um rosto, de um espetáculo, atingia-o sob uma forma desencarnada e ainda sobrava o suficiente para que a tentasse fixar em frases.” Beauvoir não ficava em cima do muro. Tinha uma opinião para tudo, e quando não sabia o que sentia em relação a alguém ou alguma coisa, era uma questão de tempo para que os sentimentos fossem colocados ordenadamente e claramente dentro de seus pensamentos. A filósofa existencialista que, há anos, é minha leitura de cabeceira, me leva para lugares, de onde, todas as vezes que vou, eu volto com ideias e reflexões renovadas que me abastecem para que eu saboreie o meu presente, todos os dias.

    12 curtidas

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    4.3 / 91
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