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    Vita Sexualis -

    Ogai Mori

    Charles E. Tuttle
    2010
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9780804810487
    2.3
    3 avaliações
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    Though banned three weeks after its publication in 1909, Vita Sexualis is far more than a prurient erotic novel. The narrator, a professor of philosophy, wrestles with issues of sexual desire, sex education, and the proper place of sensuality. His story explores his own journey into sexual awareness, spanning fifteen years, from his first exposure to erotic woodcuts at the age of six, to his first physical response to a woman, and his eventual encounter with a professional courtesan. Beyond being a poignant account of one boy's coming of age, Vita Sexualis is also an important record of Japan's moral struggles during the cultural upheaval of the last years of the Meiji era.

    Resenhas (1)Ver mais
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    Ricardo da Silva Machado01/09/2010Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Vida Sexual, versão para menores de 12 anos

    Ouço falar sobre este “Vita Sexualis”, de Mori Ogai, desde que comecei a estudar japonês e bem lá se vão alguns anos. A verdade é que eu sempre evitei contato com a obra por dois motivos bastante claros para mim: primeiro, não tenho muito interesse por relatos escritos de aventuras sexuais, memórias do tempo em que o autor pegava mais de três mulheres ao mesmo e era cortejado por todas as mulheres de sua cidade como um deus do coito e outras mentiras infalsificáveis. Ou seja, não gosto muito de literatura erótica. Segundo, tinha bastante receio de acabar tendo que encarar um daqueles “clássicos” da literatura de um país, ou seja, em bom português, um livro extremamente entediante, com vocabulário pomposo e de mais de um século de idade, em uma história sem muito a oferecer. Enganei-me. Em 1909, ano da publicação de ViTa Sexualis, Ogai já era um renomado escritor do período de transição entre Edo e Meiji (e sendo, junto com Natsume Soseki, um dos criadores da literatura moderna japonesa), tendo publicado com enorme sucesso Maihime (The Dancing Girl, muito interessante, mas ainda sem tradução para o português) e Utakata no ki (Foam on the waves, igualmente sem tradução). Anos mais tarde sairiam Gan (O Ganso Selvagem, uma nova e brilhante tradução bilíngüe) e Sansho Dayu (Sansho, the Steward, sem tradução), entre outros. Vita Sexualis conta o desenvolvimento da maturidade sexual de um certo Shizuka Kanai, um professor de filosofia de Tóquio, durante dezenove anos de sua vida. O livro inteiro não possui o menor vestígio de pornografia – aliás, não tem o menor perfume de erotismo fluindo de suas páginas. Por vezes chega mesmo a ser inocente, risível, o tipo de relato que um menino de doze anos leria sem entender de que se trata. Mesmo assim, Ogai, na voz de Shizuka Kanai, relata os momentos do desabrochar para o sexo com clareza de pensamento e interessantes análises de situação e de carga cultural. Bom para a compreensão das noções de sexualidade, erotismo e virgindade dos japoneses do séculos retrasado, assim como é um bom quadro da cultura metropolitana da Tóquio de cento e cinqüenta anos atrás.

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    森 鷗外 / 森 鴎外

    Mori Ōgai (森 鷗外 / 森 鴎外?) (Tsuwano, 17 de fevereiro de 1862 - 8 de julho de 1922) foi um médico, tradutor, romancista e poeta japonês. Gan (雁 O ganso selvagem?, (1911–13)) é considerada sua obra histórica mais importante. Ōgai Mori, ainda recém-chegado da Alemanha, funda juntamente com Naobumi Ochiai e Kimiko Koganei a empresa S.S.S. (Shinseisha). Publica "Omokage" em 1890. Em 1909, o movimento romântico de Ōgai ganha um novo formato com o início do movimento Tanbi, do qual é fundador. Funda a revista "Subaru", carro-chefe do movimento e atrai escritores e poetas românticos e simbolistas, muito devido ao fim da revista "Myôjô" que os abrigava ideologicamente.[1] O movimento Tanbi tornou-se um contraponto importante aos movimentos da época, tais como o Naturalismo e o movimento Shirakaba.

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    Shimane, Japão

    森 鷗外 / 森 鴎外