Pixel Magazine nº 10 -

    Brian Azzarello, Richard Corben, Alan Moore, J. H. Williams, Brian Wood, Riccardo Burchielli. Warren Ellis, John Cassaday

    Pixel Media
    2008
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788560347605
    Português Brasileiro

    Esta edição volta a ter as séries regulares da Pixel Magazine, que são DMZ, Planetary, Constantine e Promethea.

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    Lucas David Muzel04/05/2025Resenhou um livro
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    Coletânea do "Early 2000s"

    DMZ #4 é uma história isolada. Se passa na neve e mostra como ficou o Central Park. O grupo que toma conta dessa área são uns radicais ecológicos altamente idealistas. A ambientação geral me lembra um pouco a saga Terra de Ninguém do Batman. Promethea #7 mostra a terceira tutora de Sophie. Na ordem, foi cálice, espadas e agora coração. O terceiro aspecto representaria a ligação com o mundo terrestre, e as paixões mundanas e sensoriais. O discurso vai para duas direções distintas: primeiro afirma que o mundo físico é tão importante quanto a mente. E que o mundo físico seria o mais inferior das realidades, embora seja a maior manifestação da existência. Por fim, a tal Promethea será a responsável pela "ascensão" em um mundo mais elevado espiritualmente, sem tantas pulsões carnais. Vale lembrar que ela é a versão feminina da lenda do ser que foi castigado pelos deuses. A hubris era um dos piores pecados que um humano poderia cometer contra os deuses. O gnosticismo místico promete justamente um tipo de mundo ideal, sem guerras e sem o hedonismo do mundo físico. Uma transformação espiritual idealizada. O trabalho artístico estilo "fotonovela" foi incrível. Representam graficamente os tais 30 segundos e a conexão entre matéria e mente. Hellblazer #149 tem a penúltima parte do arco "Na Cadeia". Conta com um Constantine quase diabólico, sempre com algum ás na manga, mesmo estando em uma solitária na prisão. O uso da magia é bem sutil, e o clima da cabeça dele coincide com o ambiente do próprio presídio. Planetary #22 conta a história de três gerações de famílias notáveis. A mais antiga é uma versão aguada do Cavaleiro Solitário. O cowboy que sofreu uma injustiça, foi auxiliado por um índio, e veste uma máscara e atua como vigilante. Quase todos os personagens do Ellis querem se mostrar implacáveis, violentos e "badass". Parece uma mania do roteirista, com objetivo de satisfazer alguma pulsão, e não algo que ocorre de maneira natual na história. Mostram o cowboy mascarado como hipócrita, o filho dele como um 🤬 #$%!& genérico do Sombra e Spider. E o neto é um ressentido, pois é um "filhote de cuco", e não herdou os poderes de seu pai. A versão genérica do Sr. Fantástico é um descendente dos bandidos que mataram o avô do Tocha Humana genérico. E, no final, Snow acaba agindo de maneira psicopática, pois é o tema do roteirista.

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