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    Pixel Magazine nº 4 -

    Alan Moore, J. H. Williams III, Paul Jenkins, Sean Phillips, Warren Ellis, John Cassaday, Kevin Nowlan, Rick Veitch

    Pixel Media
    2007
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788560347261
    Português Brasileiro
    4.1
    28 avaliações
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    Destaque para a estreia de Promethea no Brasil. Nessa saga, publicada originalmente em 32 edições no selo ABC (America´s Best Comics), da Wildstorm, Alan Moore cria o que aparentemente seria sua versão da Mulher-Maravilha. Mas é muito mais que isso. A estudante Sophie Bangs, vivendo numa Nova York futurista, ao investigar o mito de Promethea, uma espécie de heroína mística e lenda urbana que durante anos se manifestou em diversas mulheres, acaba por se tornar a nova encarnação dessa guerreira mitológica, ao entrar em contato com o reino dos mitos, das histórias e da imaginação a partir do qual ela se manifesta. Com colaboração dos artistas J.H. Williams III e Mick Gray, que tomaram grandes liberdades gráficas nas tramas, especialmente em termos de layout e diagramação, a série não vai decepcionar os fãs de Moore, pois apresenta diversas referências culturais e principalmente elementos do ocultismo, misticismo, mitologia, arte, filosofia e da metafísica, que deve agradar quem gosta do gênero. Essa série também é vencedora de diversos prêmios Eisner e Harvey. A quarta edição da Pixel Magazine apresenta ainda novas histórias de Planetary, Constantine (Hellblazer) e Histórias do Amanhã.

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    Lucas David Muzel picture
    Lucas David Muzel02/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ótimo mix

    Promethea #1 conta com um texto editorial, e também mostra algumas páginas do que seria o longo artigo acadêmico sobre a Promethea. Tom moderno, julgando o passado com o ponto de vista atual. Está de acordo com um pesquisador razo, mas não deve ser tão distante da visão do próprio roteirista. Levando em conta como a protagonista estava no começo da série, é provável que o tom tenha sido proposital. O trecho do pulp no artigo parece ser um pastiche do texto do Howard. Logo no começo da história propriamente dita, vemos que os cristãos antigos foram transformados em vilões. E isso bem antes da inquisição. A história se passa no ano 411, e a Hipátia foi morta em março de 415. Então aparentemente teve uma previsão do que iria acontecer no futuro. O tal Gorila Chorão é uma expressão do tal pós-modernismo. Lembra bastante o "italian brainrot" atual. Essa praga chamada pós-modernismo já não era novidade no ano de 1999. Hoje em dia, esse leviatã só se amplia. A diagramação do desenhista é incrível. Há o detalhe do sol que aparece nos cantos da página. Aos poucos ele se movimenta, e isso pode indicar algo. Sofia está no começo de sua jornada, que conta com muitos elementos femininos. Hellblazer #97 foi tido pelos editores da revista como a "história favorita de Paul Jenkins", o roteirista dessa edição. E, ao lê-la, compreendo o motivo. Realmente é uma história solo muito boa. Ela tenta definir o personagem de uma maneira simbólica. Passado e presente sintetizam em poucas páginas uma variedade de fases e anos e anos de história. Teve também a sabedoria de não deixar o futuro fixado em pedra, pois um personagem de uma revista mensal dificilmente sairá de seu status atual. O cigano Tom parece ser a misteriosa entidade conhecida como Presença, a representação da DC Comics para o deus judaico-cristão. Isso já foi possível notar quando ele se definiu como um "pastor". Ela aparece, por exemplo, na forma da voz misteriosa que conversa com o humano que se tornaria o Espectro. E também é a mão que Krona detecta logo depois do começo de tudo. A tal lição sobre as escolhas, que aparece na leitura das cartas, indica o tal livre-arbítrio. Planetary #16 tem um começo estilo Tigre & Dragão, filmes que inspiraram as cenas de luta de Matrix. O desenhista faz um trabalho de narração gráfica soberbo. É dito que a Jakita é orfã. Uma pista para uma história futura. Snow foca em preparar-se para o embate final contra os Quatro, pois eventualmente a trama irá se encerrar. Tomorrow Stories #12 conta com uma história do Jack B. Quick. Moore brinca com o conceito de "garoto gênio", e repete um trocadilho do uso do verbo "estar" como sendo um estado mental ou um local geográfico. No inglês, a palavra "in" seria ainda mais sagaz para tal uso. O roteirista segue o método semelhante ao feito em "Watchmen", onde ele pega um conceito (inocência de um garoto muito inteligente) e a levar até as últimas consequências. E tudo isso em apenas 6 páginas. No final, aplica-se a lógica das HQs antigas, onde tudo voltava ao "status quo". Tomorrow Stories #8 apresenta uma história curta de 6 páginas, muito bem elaborada. Conta com uma reviravolta e tem um estilo narrativo de livre associação, como se fosse uma pessoa pensando livremente, ao invés de narrar tudo de maneira estritamente linear. O final se conecta com o começo, justificando uma segunda leitura imediata. O protagonista aparecer pouco lembra as histórias clássicas do Spirit, que serviam por vezes como estudo de personagens.

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