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    Não há silêncio que não termine - Meus anos de cativeiro na selva colombiana

    Ingrid Betancourt

    Companhia das Letras
    2010
    556 páginas
    18h 32m
    ISBN-13: 9788535917383
    Português Brasileiro
    4.4
    939 avaliações
    Leram1533Lendo122Querem946Relendo1Abandonos73Resenhas68
    Favoritos173Desejados946Avaliaram939

    Entremeando a narrativa do cativeiro com reflexões sobre a morte, a liberdade e o poder, Não há silêncio que não termine reconstitui com implacável lucidez o período de mais de seis anos que Ingrid Betancourt passou no inferno verde da selva amazônica em poder das Farc, a principal organização guerrilheira da Colômbia. Filha de uma tradicional família colombiana, educada na Europa, Ingrid Betancourt resolveu abandonar a segurança de uma vida confortável para dedicar-se aos problemas de seu conturbado país. Elegendo-se sucessivamente deputada e senadora, Ingrid fundou em 1998 o partido Oxigênio Verde, com o objetivo de trazer novas esperanças à política colombiana, marcada pela violência sectária e pela corrupção. Interessada em promover o diálogo entre as diversas facções da guerra civil que há décadas dilacera a Colômbia, a jovem senadora resolveu em 2001 lançar sua candidatura às eleições presidenciais. No ano seguinte, durante uma viagem de campanha ao único município governado por um prefeito de seu partido, a candidata - então mal colocada nas pesquisas - foi sequestrada por um comando das Farc, junto com diversos assessores e seguranças, num episódio até hoje mal explicado. Levada para o interior da selva em inúmeras viagens de barco, caminhão e marchas a pé, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados. A autora de Não há silêncio que não termine passaria mais de seis anos em poder das Farc. Sua visível agonia, documentada por cartas e “provas de vida” em vídeo, bem como sua libertação numa célebre e cinematográfica operação do Exército colombiano, em 2008, chamaria novamente as atenções do mundo para o conflito que atualmente ameaça a paz no continente sul-americano. Este livro é o relato contundente de sua experiência como prisioneira da guerrilha narcotraficante, em meio à fome, à doença e às humilhantes condições impostas pelos sequestradores. Os momentos mais dramáticos de sua longa crônica de desventuras certamente são as desesperadas tentativas de fuga. Decidida a recuperar sua liberdade a qualquer custo, Ingrid tentou escapar diversas vezes, sendo invariavelmente recapturada pela guerrilha, faminta e perdida na selva. Obrigada ao convívio quase permanente com os companheiros de sequestro, a autora relembra a rotina tensa do cativeiro, em que a posição de um colchão ou uma suspeita de favorecimento na distribuição de comida geravam desentendimentos por vezes violentos. Ingrid revisita os diversos acampamentos, mais ou menos provisórios, em que foi mantida prisioneira, associando-os às figuras sinistras dos diversos captores e carcereiros que fizeram parte de seu cotidiano ao longo dos anos. A vítima retrata seus algozes sem rancor, descrevendo-os em sua miséria política e humana. O bem-sucedido fim do sequestro, em Julho de 2008, encerra o livro num tom de cautelosa esperança, dedicado à preocupante situação dos reféns ainda em poder das Farc.

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    Resenhas (68)Ver mais
    Marcia Pimentel picture
    Marcia Pimentel11/03/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resistência, superação e liberdade

    O livro é um relato autobiográfico de Ingrid Betancourt, da época quando ele foi sequestrada pelas Farc. A própria Ingride nos conta como foram os seis anos de cativeiro na floresta colombiana. Ela conta detalhes sobre os abusos físicos e psicológicos que viveu. Fiquei impressionada com a sua resistência durante todos esses anos. Fiquei emocionado da amizade de Ingride e Lucho, chorei quando soube que ele seria libertado. Não quis pesquisar se Lucho sobreviveu ou não, queria ler no livro, sofrer com sua morte ou ficar feliz com sua liberdade. Outro momento bastante emocionante foi a libertação de Ingrid e os outros. Claro que eu já sabia que ela seria salva, mas não sabia como tinha acontecido. O livro estava quase no fim e eu sabia que a qualquer momento chegaria essa parte. Chorei junto com ela dentro do helicóptero quando percebeu que estava sendo salva de seu cativeiro. Uma história que me fez chorar, rir e sentir muita raiva.

    27 curtidas

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    4.4 / 939
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Ingrid Betancourt Pulecio

    Ingrid Betancourt Pulecio (Bogotá, 25 de Dezembro de 1961) é uma senadora e activista anticorrupção franco-colombiana. Foi raptada pelo grupo guerrilheiro (que usa métodos considerados terroristas como, por exemplo, o sequestro) FARC em 23 de Fevereiro de 2002 enquanto fazia campanha para as eleições presidenciais. Betancourt permaneceu cativa até o dia 2 de Julho de 2008, quando o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou a sua libertação juntamente com outros quatorze reféns.

    6 Livros
    12 Seguidores

    Ingrid Betancourt Pulecio