O segundo volume do 'Diário de trabalho' de Bertolt Brecht cobre o período em que o dramaturgo se auto-exilou nos Estados Unidos, entre 1941 e 1947. Aqui é possível acompanhar, por exemplo, os bastidores da criação das peças 'O círculo de giz caucasiano' e 'As visões de Simone Machard', além do processo de tradução e adaptação de 'A vida de Galileu' para os palcos americanos. O livro traz anotações de Brecht sobre seu convívio com outros grandes talentos de sua época, como o roteirista Herman J. Mankiewicz; os cineastas Fritz Lang, Jean Renoir, Charles Chaplin e Orson Welles; os filósofos Max Horkheimer e Theodor Adorno; entre outros. Brecht comenta as teorias de seus amigos e conterrâneos da Escola de Frankfurt; registra o momento em que foi apresentado a Kurt Weil; lamenta o suicídio de Walter Benjamin; discute as obras de Goethe, Rainer Maria Rilke, André Gide e Aldous Huxley. O diário é repleto de recortes de jornais da época, noticiando momentos decisivos da Segunda Guerra. Brecht fala também da dificuldade que era ter sua obra compreendida nos Estados Unidos. 'Diário de trabalho' é um documento histórico sobre a obra de Brecht, além de ser o retrato de uma época especialmente marcante da História.
