Papéis Avulsos -

    Machado de Assis

    Escala Educacional
    2008
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788537706282
    Português Brasileiro

    Primeiro livro de contos da fase realista de Machado de Assis, Papéis Avulsos foi publicado em 1882, apenas um ano após Memórias Póstumas de Brás Cubas, marco do realismo no Brasil. Com os 12 contos reunidos neste livro, Machado transformou o gênero no país. Se, até então, os contos publicados em Contos Fluminenses e Histórias da Meia-Noite possuíam muito daquele romantismo no qual o autor se formara, em Papéis Avulsos, outro escritor surge: mordaz. irônico, com pleno domínio de sua escrita. O conto que abre o livro é "O Alienista", mais uma novela do que propriamente um conto. No entanto, muito além das distinções de gênero, trata-se de uma das melhores e mais poderosas histórias já escritas na literatura brasileira.

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    Matheus Petris21/12/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Unidade na diversidade

    Unidade na diversidade. Essa é uma boa definição para Papéis Avulsos. A definição não é minha, é de Jaison Luís Crestani. Essa é a seiva do terceiro livro de contos machadianos. A diversidade é enfatizada pela afirmação de Machado na advertência do livro, quando fala que este título parece negar uma unidade e, logo em seguida, afirma que “a verdade é essa, sem ser bem essa”. Isto é, essa diversidade, essa escolha de textos avulsos, compreende uma diversidade proposital. Ao meu ver, uma diversidade mais formal do que conteudística. Se Machado abre o livro frisando a importância do leitor na relação com o livro, o trecho a seguir de “A Chinela Turca”, serve como chave de leitura do livro enquanto unidade: “Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco”. O que, nas palavras de Crestani (2014, p. 326) evidencia “a exigência de uma participação decisiva do leitor no sentido de acionar o dispositivo irônico e a desenvoltura paródica que fundamentam o conjunto de textos reunidos no volume”.

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