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    Os Sete Loucos & Os Lança-Chamas -

    Roberto Arlt

    Iluminuras
    2000
    412 páginas
    13h 44m
    ISBN-10: 857321127X
    3.8
    33 avaliações
    Leram47Lendo5Querem92Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos3Desejados92Avaliaram33

    Neste livro, que traz em um só volume Os Sete Loucos (escrito em 1929) e Os Lança-Chamas (escrito em 1931), o autor traz uma narrativa veloz com toques folhetinescos que conduzem o leitor pelas desgraças e ferocidades de um grupo incomum de boêmios, conspiradores de botequim. Inventar, roubar, sonhar, mentir, delatar e matar são as vozes de ação desta aventura. O delírio destas páginas invoca os excluídos como força de atração. Os personagens de Arl são figuras desgarradas como uma vida interior que reclama aos gritos a liberdade de seus atos.

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    Js Ferreira picture
    Js Ferreira07/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    SImplesmente insólito e magistral

    Os Sete Loucos foi escrito em 1929, fazendo parte de uma duologia. E é um livro sui generis. De um autor sui generis. Talvez o chamem de "Borges do subúrbio", não pelo estilo, que é inteiramente diferente do seu par aclamado, mas pela importância (merecidamente) adquirida através das décadas seguintes. Acompanhamos a história de Erdosain, o protagonista desse insólito romance, que, num mesmo dia, é acusado de roubo pela empresa onde trabalha (A Açucareira), devendo restituir o grande valor, é expulso por conhecidos, descobre que é corno (e libera a esposa, numa cena pesada mas de certa conciliação) e conhece um personagem fascinante e tirano: o Astrólogo, sem falar no tapa que recebe de um amigo de posses, Barsuit, que será sequestrado e terá papel financeiro no que será relatado a seguir. O Astrólogo tem planos loucos: pretende instaurar, na Argentina, uma verdadeira ditadura socialista. Seus planos já estão prontos e seus homens de confiança, instruídos, mas faltam recursos financeiros para se pôr tudo em prática. O rufião (um cafetão) é uma das suas maiores esperanças - e é o rufião que empresta (ou dá) os seiscentos pesos para Erdosain quitar o seu roubo junto à empresa. Diz que não sentirá falta do dinheiro porque "tem três mulheres para sustentá-lo" (logo, prostitutas). A partir de então, acompanhamos a saga de um protagonista moído e derrotado, por onde quer que passe, que trava longos e pontuais monólogos consigo mesmo, como um espectador da própria miséria (um dos monólogos nos remonta a uma mistura de Hamlet e Raskólnikov), e de como esse homem ocupa seu vazio interior (ou sua tristeza) com entusiasmo pelas ideias insanas e totalitárias do Astrólogo, que pretende extermínios em massa (e em 1929, ou seja, anos e anos antes do mundo descobrir as câmaras de gás nazistas!), controle pela religião, com uma espécie de holograma (alguém vai relembrar do famigerado Projeto Blue Beam?), bem como uma rede de prostíbulos, para garantir a renda. Romance altamente recomendável, prosa muito boa!

    6 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 33
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas6%
    Roberto Godofredo Christophersen Arlt profile picture

    Roberto Godofredo Christophersen Arlt

    Roberto Arlt (1900-1942) é um dos grandes fundadores da moderna narrativa argentina. Nasceu em Buenos Aires, no modesto bairro de Flores, e dividiu a sua vida de escritor com a de inventor. Esperava ganhar fama e fortuna através de um golpe de sorte no seu laboratório, tal como a personagem Remo Erdosain de Os Sete Loucos, nunca imaginando que a sua fama futura estava no seu trabalho como escritor. O ambiente das ruas, que Arlt tão bem conhecia, e a sua amizade com rufias, falsificadores e criminosos foram inspiração para alguns dos seus melhores textos. O seu primeiro livro, El Juguete Rabioso (1926), é o relato quase autobiográfico da sua adolescência na caótica Buenos Aires dos anos 20. Em 1929, publica aquela que será considerada a sua obra maior e ponto de viragem nas letras argentinas, o profético romance Os Sete Loucos. A sua continuação será o romance Los Lanzallamas, de 1931. A par da novelística, muitas das melhores páginas de Arlt foram publicadas em jornais, especificamente, as suas Aguafuertes Porteñas, publicadas diariamente, entre 1928 e 1935, no diário El Mundo, e, mais tarde, fruto de viagens a Espanha, as suas Aguafuertes Españolas.

    30 Livros
    15 Seguidores

    Roberto Godofredo Christophersen Arlt