A noite em que Jane Russel morreu -

    Ivan Yazbeck

    Círculo do Livro
    1992
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-12: 85_332_06283
    Português Brasileiro

    Gostaria de contar essa história com o mesmo clima dos romances que começam assim: “Quando, certa manhã, Gregório Samsa despertou, depois de um sono intranqüilo, achou-se em sua cama convertido em um monstruoso inseto...” e por aí vai. É uma fórmula perfeita porque não há quem não prossiga a leitura de um troço desses num só fôlego, até o fim.

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    Luiz Pereira Júnior29/06/2025Resenhou um livro
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    Desilusões amorosas de um jovem revolts

    “A noite em que Jane Russel morreu”, do escritor mineiro Ivan Yazbeck, é mais um daqueles livros esquecidos nos sebos, dos quais alguém raramente escutou falar (perdoem-me a sinceridade, mais uma vez). Eu mesmo o comprei apenas pelo chamado “fator nostálgico”: em minha juventude, em começo de carreira, não tinha dinheiro para comprar todos os livros que me passaram pela cabeça e era sócio do saudoso Círculo do Livro. Ainda hoje não posso comprar todos os livros que desejo, mas tento recuperar, proustianamente, o tempo perdido. Resumo da ópera: “A noite em que Jane Russel morreu” é o relato de um rapaz de dezoito anos que vai a um baile com amigos e passa a noite inteira tentando conquistar as garotas, mas só dá vexame e fica a todo instante mergulhando em fantasias idealizadas de como tudo seria perfeito se isso ou aquilo acontecesse. É bom lembrar que a situação se passa em 1961 e as referências podem não fazer muito sentido para os leitores de hoje (drinques desconhecidos, atores famosos à época que pouco dizem nos dias de hoje), mas a situação é comum a quem quer que já tenha passado pelo desespero de fazer contato com alguém (o famoso estar sozinho em uma multidão). Mas não se engane: o livro é qualquer coisa menos melancólico, depressivo ou algo do tipo. Vale a pena a leitura? Posso dizer que sim: é uma leitura esquecível, mas agradável; saudosista, mas não nostálgica; particular, mas universal. Enfim, garantia de boas horas imaginando as loucuras que (quase) todos os jovens já fizeram (ou já imaginaram fazer)...

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