Unidade na diversidade
Unidade na diversidade. Essa é uma boa definição para Papéis Avulsos. A definição não é minha, é de Jaison Luís Crestani. Essa é a seiva do terceiro livro de contos machadianos. A diversidade é enfatizada pela afirmação de Machado na advertência do livro, quando fala que este título parece negar uma unidade e, logo em seguida, afirma que a verdade é essa, sem ser bem essa. Isto é, essa diversidade, essa escolha de textos avulsos, compreende uma diversidade proposital. Ao meu ver, uma diversidade mais formal do que conteudística. Se Machado abre o livro frisando a importância do leitor na relação com o livro, o trecho a seguir de A Chinela Turca, serve como chave de leitura do livro enquanto unidade: Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco. O que, nas palavras de Crestani (2014, p. 326) evidencia a exigência de uma participação decisiva do leitor no sentido de acionar o dispositivo irônico e a desenvoltura paródica que fundamentam o conjunto de textos reunidos no volume.











