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    Vida Vertiginosa (Coleção Contistas e Cronistas do Brasil #9) -

    João do Rio

    WMF Martins Fontes
    2006
    351 páginas
    11h 42m
    ISBN-10: 8533622481
    Português Brasileiro
    4.2
    38 avaliações
    Leram50Lendo11Querem173Relendo0Abandonos3Resenhas4
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    Vida vertiginosa é uma coletânea de 25 crônicas publicadas na imprensa carioca e paulistana entre 1905 e 1910. Junta textos aparentemente díspares (um personagem do teatro de fantoches, uma visita noturna a uma favela, uma entrevista com um índio aculturado, uma reflexão sobre o futuro, etc), reunidos sob a temática da velocidade, excessiva e inevitável, da vida moderna e da nostalgia por certos costumes em desaparição.

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    Jacqueline03/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em Vida Vertiginosa, João do Rio dos dá um cenário da sociedade carioca do final do século XIX e início do século XX a tão falada Belle époque brasileira, em que estava efervescente a cultura das grandes cidades, novas formas de arte, novas tecnologias - era recente a iluminação elétrica, os automóveis, o feminismo, dentre outras novidades que borbulhavam na Capital do Brasil, na época, o Rio de Janeiro. Da mesma forma que evidencia todo o esplendor carioca, ele o faz de forma muita irônica, e mesmo sendo escrito no início do século XX, é impossível não compararmos o comportamento de uma sociedade com semelhanças que não se diluíram com o tempo e vemos ainda hoje em nosso meio. O escritor evidencia o paralelo de uma cidade de ostentações, com a população muitas vezes deixada de lado como os mendigos e os trabalhadores que moram nas favelas. Também mostra essa cultura que o carioca/brasileiro tinha (ainda tem?) de valorização de tudo que é estrangeiro: teatro, música, artes, roupas, viagens, e até da própria língua. E também a desvalorização de nossa cultura, matérias-primas e a arte do país, e essa busca constante em não nos apresentar como pessoas primitivas.  João do Rio traça esse panorama de figuras como os patriotas que esculhambam qualquer tipo de Governo pois não são do seu grupo; da desvalorização dos jornalistas; de estar sempre em evidência e se perder entre o particular e público; entre a modernidade da vida e apesar da tecnologia nos trazer novos aparatos para facilitar nossos processos, estarmos cada dia mais atarefados pela falta de tempo.   Nessas 25 crônicas não há somente uma descrição geral da cidade, mas a essência de cada tipo existente tanto na política, no comércio, na intimidade de uma casa, ou na seresta das favelas, até mesmo nos animais muito discretos e explorados como os burros de carga, e ele fez isso magistralmente, como observador ele conseguiu incluir nos seus escritos a estrutura e natureza das pessoas de uma época. https://instagram.com/a_lusotopia

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    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto profile picture

    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto

    João do Rio foi o pseudônimo mais constante de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca, que também usou como disfarce os nomes de Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude, etc., nada ou quase nada escrevendo e publicando sob o seu próprio nome. Foi redator de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um diário que dirigiu até o dia de sua morte, "A Pátria". Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos", "Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar", "A Alma Encantadora das Ruas"

    30 Livros
    32 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto