"Se conheciam, os egípcios, o júbilo de escrever, é que haviam encontrado - raro evento - o equilíbrio entre a vida e o rigor, entre a desordem e a geometria." Nove relatos que transitam por gêneros como o conto e a prosa de extração filosófica e fazem um exame apaixonado da condição humana. Ao publicar Nove, novena em 1966, Osman Lins tornou-se um dos expoentes da ficção brasileira contemporânea. Neste livro singular, cujos textos não se enquadram num gênero literário específico, o autor tenta desvendar o mundo pela imaginação poética. Nas nove narrativas que, em seu conjunto, encerram uma notável coerência, Osman Lins capta, por diversos ângulos, dramas da existência humana: desencontros, miséria, frustrações, histórias de amor fracassadas, incomunicabilidade entre os seres [...]. "Numerosos insetos, aves, peixes, plantas e quadrúpedes, há cinco mil anos, povoaram o Nilo e suas margens. A escrita que os recolheu e os transmudou, prendendo-os em exigentes limites, contrários à sua índole mutável, não pretendia que voassem, ou nadassem, ou cantassem, ou dessem flores na pedra ou nos papiros. Apenas. Despojando-os do que era acessório, reduziu-os a luminosas sínteses. Este era seu objetivo. Se conheciam, os egípcios, o júbilo de escrever, é que haviam encontrado - raro evento - o equilíbrio entre a vida e o rigor, entre a desordem e a geometria." "Livro central da obra de Osman Lins, Nove, novena prenuncia o romance Avalovara, um dos pontos culminantes da literatura brasileira deste século." — Milton Hatoum
Nove, novena -
Osman Lins
Companhia das Letras
1994
216 páginas
7h 12m
ISBN-10: 8571643741
Português Brasileiro
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