Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores37
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A língua portuguesa -

    Fernando Pessoa

    Companhia das Letras
    1999
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-10: 8571648786
    Português Brasileiro
    4
    7 avaliações
    Leram15Lendo0Querem20Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos3Desejados20Avaliaram7

    Fernando Pessoa se mostra aqui um homem de ação preocupado com coisas práticas: discute a língua portuguesa para sistematizá-la, para lhe dar um conjunto de regras coerentes. A língua oral e escrita, a ortografia, o futuro do português na "Babel do mundo" - esses e outros tópicos merecem dele uma série de reflexões. Mas o poeta não está ausente - este livro é obra do mesmo autor que escreveu: "Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma".

    Resenhas (1)Ver mais
    BJekyll picture
    BJekyll21/01/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Harmonia formada por discordâncias

    Não é um livro qualquer, de fato, consegui ver traços do Pessoa na obra. Para quem o conhece por seus inúmeros heterônimos é difícil assimilar este lado linguístico do Fernando Pessoa. O livro, que mais me parece um ensaio, trata sobre algumas questões relacionadas com as línguas. A primeira que gostaria de destacar é a diferença entre a língua falada e a língua escrita. A língua falada dispensa comentários, afinal o tema de preconceito linguístico não é atual. Já a língua escrita não deve ser moldada em convenções, não deve moldar o autor. Ela deve ser moldada para a obra em si. Dando assim a chamada "liberdade poética" ou "identidade poética". O segundo ponto é a questão etimológica, como sabido, a formação do vocabulário tem duas origens basilares, o latim e o grego. E Pessoa aponta para uma verdade perdida, se existe uma língua que deveria ser universal, seria o latim, afinal as obras seriam escritas em um idioma amplamente estudado em gerações passadas que teria maior alcance e hoje, por questões políticas, econômicas e sociais o latim, assim como o grego perderam-se. Dando espaço para as línguas mais faladas, no caso, o inglês. O terceiro ponto que achei interessante é que a quantidade literária (escrita em determinada língua) não faz com que a mesma tenha sua existência e permanência consolidada, como fora provado através dos grandes clássicos gregos. A disseminação da literatura e consequentemente da tradução fez com que as obras fossem facilmente propagadas em inúmeros idiomas, em geral, o inglês. O que torna as obras acessíveis pelo simples fato que o leitor não precisa dedicar horas, anos, etc de aprendizado em filologia para poder ter acesso às obras. Por fim, é uma sensação diferente encontrar no Pessoa um texto linguístico, que apesar de ter baseado esta obra em uma análise das línguas, ainda consegue ser poético e acessível.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 7
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas14%
    • 3 estrelas43%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Fernando António Nogueira Pessoa profile picture

    Fernando António Nogueira Pessoa

    Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "<i>legado da língua portuguesa ao mundo</i>". <br> Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a ler e escrever na língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma. <br> Durante uma vida discreta, trabalhou em Jornalismo, em Publicidade, no Comércio, ao mesmo tempo que compunha a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em diversas personagens conhecidas como heterônimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, autodenominou-se um "<i>drama em gente</i>". <br> Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "<i>I know not what tomorrow will bring… </i>" ("Não sei o que o amanhã trará").

    147 Livros
    2.177 Seguidores

    Fernando António Nogueira Pessoa