O mundo dos mercenários, que tanto fascinou Frederick Forsyth desde que teve de acompanhar, como repórter, a tragédia do Biafra, constitui o pano de fundo deste romance, um dos mais célebres da sua obra de ficcionista. Aqui se retrata, de forma impiedosa, o universo sinistro que solidariza numa teia de interesses pouco claros as grandes figuras da alta finança, da banca internacional e do clube restrito e secreto do comércio das armas. As maquinações de um Sir James Manson, dirigente de uma poderosa organização mineira, têm com efeito como objetivo derrubar o governo de uma longínqua república africana e eliminar o ditador que a ele preside. Os motivos de Manson, porém, nada têm de altruístas, e pouco a pouco despertam mesmo a atenção das grandes potências. Enquanto Shannon, o líder mercenário arregimentado por Manson, se ocupa de reunir os seus homens, alguns jornais descobrem e denunciam os propósitos do que está em curso. Forsyth arrasta então o leitor por uma ronda alucinante através de algumas das grandes cidades europeias: de Paris a Ostende, na esteira dos locais onde se recrutam os mercenários; de Berna a Bruges, onde estão sediadas as grandes agências internacionais; e finalmente da Alemanha à Itália, ou da Espanha à Iugoslávia, onde se adquirem as armas e se organizam os grandes transportes de tropas e de material. Cada página de Os Cães da Guerra é uma autêntica aventura, que se lê com uma emoção e uma ansiedade sempre crescentes. Mas o seu desfecho irônico oferece a este romance uma dimensão totalmente inesperada.
Cães de Guerra (SuperSellers #35) -
Frederick Forsyth
Nem Tanto Quanto Fora Chacal...
Quase que esse livro se trata unicamente sobre a supremacia branca, exploração de um pais pobre na África com uma riqueza em minérios e um mercenário pago para justificar os interesses de um bilionário "mercenário". O que não deixa de ser realista, mas seria muito vago para um livro deste gênero ter um final tão reto, vago e simplificado. Tinha que ter um plot final, como acontecem nos livros de Espionagem em geral. O que salvou o livro de uma avaliação ruim ou péssima, além das ultimas linhas que mostraram uma reviravolta de esperança para um país rico e visto com olhares gananciosos, foi o personagem principal; Cat Shannon. Um elemento interessante na maioria dos livros de Espionagem ou Ficção de Guerra é que, por coincidência ou não, os personagens principais ou os vilões normalmente são cativantes e personagens que movimentam e dão vida a história. Seja na torcida por um detetive, contra espião ou espião/mercenário revolucionário ou na raiva para dar errado para um espião ou personagem ruim. De alguma forma, esse é o pico forte dos livros do gênero, e sinceramente, em Cães de Guerra o único elemento que eu encontrei que faz o papel de guiar e conectar o interesse do leitor com o livro é o protagonista e Mercenário experiente em guerras, Cat Shannon. Frederick Forsyth, diferentemente de O Dia do Chacal, não conseguiu inserir a fluidez e apego a história de um modo geral no livro Cães de Guerra. Todas as informações politicas técnicas e detalhamentos de diálogos financeiros foram complementos desnecessários no contexto geral da leitura. Só serviram para preencher folha, encher linguiça e ganhar letra no papel... No final das contas, encerrando a leitura e analisando essas questões, realmente, de nada valeu toda aquela informação e isso é muito ruim, pois tornou a leitura massante e cansativa ficando desgastante em muitas partes. Por vezes tive que pular parágrafos ou trechos que não agregavam em nada, porque parecia que eu ficaria 1 hora para conseguir ler 2 páginas que falam da mesma coisa com palavras diferentes. Apesar desse detalhe frustrante (na minha opinião) durante a leitura, devo reconhecer que Frederick Forsyth não é um escritor comum! É um cara muito, mad muito inteligente que pega, não somente, suas pesquisas sobre as politicas africanas e das grandes e bilionarias empresas britânicas, mas coloca muito de sua vivência em Biafra no final do livro, quando da o rumo final da história. Mostra o lado que o branco da época evitava enxergar referente a África e joga um mantra de esperança na voz de um personagem que tinha tudo para ser interpretado como um vassalo sanguinário do dinheiro. Propósito e Esperança foram as justificativas de Cat Shannon no final do livro! Uma leitura que salvo protagonista, foi demasiada difícil, porém boa em muitas partes por conta desse personagem cativante, engraçado, ambicioso e inteligente que foi Shannon. O personagem certo no livro errado? Talvez... Todavia, leitura finalizada e concluída com sucesso! Mais um livro do grande mestre Frederick Forsyth. Espero ler outros livros do autor e desfrutar ainda mais desse gênero fantástico de Ficção de Guerra e Espionagem. Um buenissimo, não tão digníssimo 3.5 estrelas. Tanto pelo final quanto pelo Forsyth minha avaliação foi endossada. Next...
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Avaliações
3.8 / 656- 5 estrelas29%
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