Chama-me a atenção nessa boa seleção de contos espanhóis os melancólicos e os que contam com alguma morte, geralmente trágica. No mínimo um terço do contos apresentam essas características.
São vários contos comoventes. Os meus favoritos foram o sensível "Adeus, Cordeirinha!", de Clarim, o trágico "A explosão", de Victor Catalá, o excepcional "Dois homens entre duas mulheres", de Zunzunegui, o angustiante "Só", de Palácio Valdéz, e o realista "A bolsa, de Unamuno. Outros belos contos tristes são: "As Sereias", de Azorín", "O rival", de Zamacois, ""A torrente", de Concha Espina", "Dois homens entre duas mulheres", de Zunzunegui.
Há bons momentos também em "A novela do ônibus", de Péres Galdós. E há, naturalmente, um do genial Cervantes, o expressivo "A força do sangue".
Os primeiros contos, depois do Cervantes, podem parecer um pouco estranhos e com momentos difíceis, mas eu recomendo que insistam na leitura.