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    Caixa de Sapatos -

    Fabrício Carpinejar

    Companhia das Letras
    2003
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8535903976
    Português Brasileiro
    3.6
    29 avaliações
    Leram63Lendo0Querem56Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos3Desejados56Avaliaram29

    Não é sempre que um escritor de voz original surge com tamanha maturidade. O talento em relacionar imagens fulgurantes e apuro formal faz de Carpinejar uma voz singular da poesia brasileira contemporânea. Desde As solas do sol , percebe-se a densidade de sua poética, repleta de experiência da terra de origem, mas permeada de força universal. Em Um terno de pássaros ao sul , o autor relaciona-se com a ausência da figura paterna. Em Terceira sede e Biografia de uma árvore , o poeta projeta-se no futuro e deixa a velhice dar contornos à poesia. Neste Caixa de sapatos , os espaços da imaginação, da memória e da realização poética se encontram. Para o autor, prosseguir na fábula é estratégia para fazer a realidade emergir com mais força.

    Resenhas (3)Ver mais
    Júlia Roberta Quoos Alves picture
    Júlia Roberta Quoos Alves18/03/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    como o caranguejo pinçando objetos do afogado

    Fabrício Carpinejar, escritor e jornalista brasileiro (gaúcho), é um dos grandes nomes da atualidade. Formado em jornalismo pela UFGRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), onde se tornou mestre em literatura. "Uma cidade reparando a outra, como o caranguejo pinçando objetos do afogado." Publica com frequência suas crônicas na Zero Hora, que todos adoramos de ler. Sim, provavelmente é de lá que você conhece ele. Caixa de Sapatos foi sua primeira antologia, publicada em 2003 pela editora Companhia das Letras e foi a partir dela construindo sua fama e importância social. "As solas do sol pisavam os olhos. (...)" A antologia abrange suas quatro obras anteriores (e primeira escrita), contando com poemas dos livros "As solas do sol", "Um terno de pássaros ao sul", "Terceira sede" e "Biografia de uma árvore", todos cujos nomes saltam aos olhos, devido à abstração. Para entendê-los, os notórios poemas nele inscritos, é preciso ir além do conhecimento da língua, partindo para a imaginação e a interpretação. Como eu sendo também poeta, temo que nem tudo tenha um exato significado. Ele se dá conforme construímos. Em consonância com o vocabulário acessível, temos uma pitada de humor (e, talvez, até crítica) no início do livro, antes do sumário a seguinte frase: "A literatura não prestou para me entender". Frase que reconquistou minha afinidade com a escrita dele, que havia sido prejudicada com o Livro "Meu Filho, Minha Filha", onde só consegui identificar um poema cuja ideia me agradava. Uma obra imperdível a quem deseja iniciar no autor.

    1 curtida

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    3.6 / 29
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    Fabrício Carpinejar

    Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional. Desde maio, mantém a coluna que antes era ocupada por Moacyr Scliar no jornal Zero Hora. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

    44 Livros
    594 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Fabrício Carpinejar