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    À Espera do Ano Passado - Coleção Viajantes do Tempo

    Philip K. Dick

    Editorial Presença
    2004
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9789722332484
    Português Brasileiro
    3.3
    3 avaliações
    Leram5Lendo1Querem39Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados39Avaliaram3

    No livro "À Espera do Ano Passado" viajamos a um futuro próximo, e encontramos uma humanidade que se move no espaço interplanetário, mas que se encontra espartilhada numa guerra aparentemente invencível contra um inimigo alienígena. O seu incerto futuro está depositado nas mãos de um único homem, Molinari, uma figura enigmática e obscura. Mas conseguirá este líder supremo da humanidade salvá-la de um fim catastrófico?

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    Clarisse Souza30/11/2017Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um bom enredo mal desenvolvido

    Eric é um médico especializado em transplantes de órgãos, e trabalha para uma empresa global, muito poderosa. Sua esposa também trabalha lá, como catadora de relíquias históricas para o parque de diversões do dono da empresa, que é uma cópia de uma cidade dos anos 30. O ano é 2055, corações são transplantados tranquilamente, bem como todos os órgãos, adiando a vida por tempo quase indefinido. Há uma guerra acontecendo, mas ela fica em total segundo plano. Nela, a raça de Lilistar, que colonizou a Terra há milhões de anos atrás, retorna e nos encontra, e nos usa contra os Rigues, que são uma raça alienígena que parece insetos. Há uma grande preocupação política por trás de tudo, pois os rigues querem a paz, e estão prestes a ganhar a guerra. Até que Erik é chamado para trabalhar com o secretário das Nações Unidas, que está em frente da posição da Terra na guerra. Há uma droga chamada JJ-180 que leva as pessoas para o passado, futuro e para realidades paralelas do presente, que foi criada para ser usada nessa guerra. Com base nisso, a estória se desenrola. A premissa é excelente, poderia ter se desenvolvido muito bem, mas infelizmente isso não acontece. O relacionamento de Erik com sua esposa Kathy, ocupa a maior parte do livro, por mais que seja apenas em pensamentos e preocupações dele. O desenvolvimento do livro é ruim, há várias cenas desnecessárias, e outras que ficam pela metade. O protagonista é interessante, mas há uns cortes na trama que a deixam sem ritmo, seguindo solta, com um final que ficou sem sentido e com aquela sensação de que a história se perdeu. Não recomendo para os admiradores de ficção científica, apesar de o livro não ter sido de todo ruim para mim.

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.3 / 3
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas33%
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    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick